<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523</id><updated>2011-10-23T00:57:41.815-02:00</updated><title type='text'>As Crônicas de Nevareth</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-2030897503428138247</id><published>2011-01-23T17:43:00.002-03:00</published><updated>2011-01-23T17:43:44.787-03:00</updated><title type='text'>Capítulo XXII</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Mehldrik acordou cedo no dia seguinte, o dia nem bem estava clareando ainda. Guardou seu cristal e outros pequenos pertences em seu alforje, aprumou-se e desceu até a loja de Simon. O velho comerciante havia acordado antes mesmo do que o Guardião e já estava ocupado arrumando as mercadorias de seu pequeno estabelecimento. Mehldrik sentia-se agradecido por aquele breve intervalo de tempo onde conseguiu um merecido descanso depois de intensos dias de busca por Skaild pelas montanhas de Tundra Infame. Foi uma noite agradável de conversas em companhia do amigo Simon, uma pessoa a quem tinha profundo respeito pela figura paternal que ele deixava transparecer na amizade entre os dois. O comerciante carregava algumas peças de armaduras para uma prateleira quando avistou Mehldrik aproximar-se silencioso. Pelo olhar, sabia que era o momento de partir para novas jornadas e missões. Acomodou as peças no chão, e foi ao encontro do amigo Guardião. A despedida seria importante, pois ele tinha certeza de que demorariam mais algum tempo até que pudessem se encontrar novamente.&lt;br /&gt;- Meu amigo... – disse Simon, fazendo uma breve pausa nas palavras, enquanto colocava a mão no ombro do jovem Guardião Arcano – Ao mesmo tempo sinto-me triste e alegre por dentro. Momentos como esse me proporcionam isso ao meu espírito.&lt;br /&gt;Mehldrik fez um ar de desentendido inicialmente, mas deixou Simon continuar com seu breve discurso.&lt;br /&gt;- Estou triste porque sei que após sua partida, demorará um bom tempo até que eu reencontre meu estimado amigo, a quem tenho profundo carinho, como o teria a um filho meu ou como tenho com o meu neto. Mas ao mesmo tempo, fico alegre por saber que você está amadurecendo, evoluindo e aprendendo sempre um pouco mais. &lt;br /&gt;- Saiba que parte de meu aprendizado devo muito a você, Simon. – interrompeu Mehldrik.&lt;br /&gt;- Mas o que este seu velho amigo aqui tem te oferecido em ensinamentos ainda é muito pouco, muito mesmo. Muito mais você aprenderá no mundo lá fora.&lt;br /&gt;- Simon, seus ensinamentos e sua sabedoria também são muito importantes para mim.&lt;br /&gt;- Tenho absoluta certeza de que seu pai e sua mãe teriam muito orgulho de você e de seu irmão, assim como eu tenho. – finalizou Simon, em tom emocionado. – Quanto ao paradeiro de Skaild, não se preocupe. Você fez o que esteve ao seu alcance para trazer ele de volta. Eu sinto muito que ele tenha desaparecido de novo, e todas as respostas que você buscava com ele tenham desaparecido junto. Mas tenho certeza de que ele aparecerá de novo.&lt;br /&gt;- Eu espero que ele apareça novamente mesmo. – disse Mehldrik.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Envie minhas sinceras lembranças ao seu padrinho Henkoff, meu estimado amigo.&lt;br /&gt;Os amigos abraçaram-se e se despediram, com Mehldrik prometendo retornar em breve para nova visita a Simon, assim que pudesse. O dia começava a clarear finalmente, frio e nublado, quando Mehldrik deixou a loja de Simon, seguindo pela rua e tomando o rumo para o prédio da Central das Forças Armadas de Tundra Infame.&lt;br /&gt;No meio da manhã,&amp;nbsp; Mehldrik, já devidamente trajado com seu Fardão de Recruta Graduado,&amp;nbsp; adentrava a sala do Comandante Oficial Henkoff, saudando-o com as reverências militares. A conversa prosseguiu mediada por um tom quase informal entre os dois, mas sem perder o respeito pelas patentes militares. Mehldrik fez um brevíssimo resumo dos resultados de sua missão e da sua tentativa frustrada de trazer Skaild para Tundra Infame, bem como do seu encontro com Simon.&lt;br /&gt;- Recruta Graduado Mehldrik,&amp;nbsp; estou ciente dos resultados de sua missão solicitada pelo meu velho amigo Simon. Você foi citado em dois outros relatórios de missões de outros recrutas graduados, cujas missões se cruzaram com a sua.&lt;br /&gt;O jovem Guardião não fez nenhum ar de surpresa, pois tinha certeza das pessoas que o haviam citado nos relatórios, e ele sabia que uma dessas pessoas tinha sido Hevelin.&lt;br /&gt;- Sim, Comandante, durante minha jornada encontrei outros recrutas e tivemos nossas missões interligadas por informações e objetivos em comum. – explicou Mehldrik.&lt;br /&gt;- Apesar de sua missão não ter obtido o êxito final esperado, em parte conseguimos sucesso, principalmente porque vocês conseguiram confirmação do esconderijo da Guilda dos Ladrões a que tivemos informações, e além disso, nossas Tropas de Resgate já foram encaminhadas para o local para não somente resgatar como também capturar todos os sobreviventes que forem encontrados naquela mina.&lt;br /&gt;- Fico contente em saber, agora, que nossos esforços não foram em vão.&lt;br /&gt;- Vocês fizeram um bom trabalho em grupo, e com isso esperamos desarticular os planos da Guilda e recuperar grande parte das mercadorias roubadas. – Henkoff fez uma pausa proposital na frase com a claro intuito de mudar o rumo da conversa, já que ele considerava aquele assunto da missão realizada por Mehldrik uma questão finalizada e que não havia mais necessidade de ser retomada naquela reunião. Sentado em sua cadeira, Henkoff ainda demonstrava aquelas expressões impassíveis e uma seriedade presente em seu olhar, apesar de que naqueles momentos, como quando estava diante de um recruta graduado que praticamente havia criado como se fosse filho seu, ele deixava escapar sutilmente uma ou outra emoção através de sorrisos quase imperceptíveis. Mantinha as formalidades militares sempre, mas em alguns momentos, quebrava o protocolo de forma ponderada. Como agora, por exemplo, recostado em sua cadeira, segurando seu queixo sobre as mãos com os dedos entrelaçados, Henkoff quebrou a pausa que ele próprio havia iniciado com uma frase reveladora.&lt;br /&gt;- Mehldrik, preciso de você para uma missão que considero extremamente importante. – disse o Comandante sem qualquer formalidade.&lt;br /&gt;O jovem Guardião Arcano ficou meio surpreso com aquela frase dita pelo seu padrinho. Ele nunca havia dito nada parecido antes, principalmente quando ele o selecionava para alguma missão pessoalmente. Imaginou que realmente estava diante de uma situação nova na qual Henkoff depositava toda sua confiança nele para o sucesso do novo trabalho.&lt;br /&gt;- Acredito que você tenha conversado bastante com Simon... – continuou Henkoff -&amp;nbsp; ...e ele tenha revigorado seu ânimo e confiança para futuras missões.&lt;br /&gt;- Sim, nós conversamos e ele me convenceu a enxergar aquilo que eu via como um fracasso de outra forma. &lt;br /&gt;- A experiência sempre nos mostra o melhor caminho a seguir. Nesse caso, Simon foi a tua voz da experiência.&amp;nbsp; – Henkoff fez uma nova pausa, dessa vez mais breve, e continuou – Agora estou designando você para uma missão que foi considerado por diversos membros do alto escalão da nossa Central como de prioridade máxima. Você e mais dois outros recrutas graduados foram designados por mim para formar um equipe de busca e resgate de um grupo de soldados desaparecidos em circunstâncias misteriosas em uma área montanhosa próxima ao nosso condado. Caberá a você e seu grupo encontrá-los e trazê-los de volta.&lt;br /&gt;“Uma outra missão de resgate, não é possível”, pensou Mehldrik consigo mesmo naquela hora. Continuou ouvindo o Comandante em suas explicações breves e ao final daquele encontro, foi informado por Henkoff de que seria encaminhado ao encontro do Intrutor Oficial O’Conner para conhecer seu grupo e receber todas as informações detalhadas a respeito de sua nova missão. Despediram-se com as formalidades militares habituais, e antes que Mehldrik fechasse a porta atrás de si, ouviu o Comandante o chamar pelo nome. Ele virou-se e olhou atentamente para seu padrinho, que estava de pé próximo à sua mesa. Henkoff, com um sorriso contido nos lábios, apenas disse mais uma frase:&lt;br /&gt;- Eu acredito em sua força interior.&lt;br /&gt;Mehldrik passou pela ante-sala de secretariado e seguiu pelo corredor com uma expressão fechada e pensativa. Ele não entendia direito os mecanismos e procedimentos que foram deferidos para terem escolhido ele para uma nova missão de busca e resgate. “Seria isso uma espécie de teste? Por que uma outra missão de resgate?”, pensava consigo enquanto se dirigia ao encontro do Instrutor Oficial O’Conner, cuja sala ficava um andar logo abaixo. Seus questionamentos persistiam, e o jovem Guardião não sabia como definir esta missão, se ela poderia ser incluída como apenas mais uma missão em seu currículo militar, ou se era uma manobra exigida pelas Forças Armadas para testar seu próprio nível de confiança em si mesmo. As últimas palavras de seu padrinho tornaram-se novamente vívidas em sua memória, e ele então, silenciosamente em seu íntimo, preferiu acreditar na possibilidade de ser apenas mais uma missão de rotina a ser somada dentre tantas outras já feitas por ele. Desceu as escadas e chegou ao andar onde ficava a sala do Instrutor Oficial de Tundra Infame, e qual não foi sua imensa surpresa naquele exato momento ao encontrar inesperadamente com seu irmão Vohldrik e a Maga Lehvinia! Estranhou completamente aquele encontro, já que ele tinha em mente que os dois estavam na cidade do Deserto da Lamentação, no Continente de Huan.&lt;br /&gt;- Meu irmão! – gritou Vohldrik, que, diferentemente da última vez em que se encontraram em meio às montanhas geladas, dessa vez correu mais festivo ao encontro de Mehldrik com uma alegria esfuziante e um sorriso de criança no rosto. Seu abraço quase derruba os dois no chão. – Que bom poder te encontrar de novo!&lt;br /&gt;- É bom te ver também, Vohldrik. – respondeu Mehldrik, que assim como da última em que se encontraram, estava surpreso e com um sorriso leve no rosto.&lt;br /&gt;- Como é lindo sempre que vocês se encontram. – disse Lehvinia de maneira carinhosa e sorridente ao ver os irmãos se abraçarem diante dela.&lt;br /&gt;- Não imaginei que a gente se encontraria novamente tão rápido. – disse Mehldrik, ainda meio desajeitado pelo abraço sincero do irmão caçula. – O que vocês fazem aqui de volta a Tundra Infame?&lt;br /&gt;- Fomos designados para uma nova missão aqui em Tundra Infame. Hoje cedo nos encontramos com nosso padrinho. – respondeu prontamente Vohldrik todo animado. De frente para o irmão, estufou o peito e soltou um sorriso largo para ele, todo aprumado em seu fardão de jovem recruta graduado em tons de azul claro. Isso significava que sua graduação de habilidades estava 1 nível abaixo do nível de Mehldrik e de Lehvinia, cujos fardões de graduados que usavam eram em tons verde-oliva. Ainda assim, isso não o impedia o jovem Guerreiro de já saber dominar e utilizar algumas habilidades arcanas de nível superior, através de treinamentos liberados e supervisionados pelos instrutores.&lt;br /&gt;- Uma missão? Que missão seria essa? – questionou Mehldrik, curioso por saber mais detalhes.&lt;br /&gt;- Vamos saber todos os detalhes assim que nos encontrarmos com o Instrutor Oficial O’Conner. – explicou Lehvinia.&lt;br /&gt;Mehldrik começou a ficar intrigado com a missão designada para seu irmão e Lehvinia e preparava-se para fazer mais algumas perguntas quando foram subitamente interrompidos pelo Tenente-Coronel Walkner que aproximou-se dos três jovens.&lt;br /&gt;- Aí estão vocês. O’Conner já aguarda por vocês para a reunião sobre a próxima missão designada para seu grupo. – disse Walkner, sempre com aquele tom de voz sereno, quase solene. - Por favor, me acompanhem sem demora.&lt;br /&gt;Mehldrik, Vohldrik e Lehvinia entreolharam-se meio sem entender o motivo de terem sido chamados ao mesmo tempo. Caminharam em silêncio atrás do Tenente-Coronel, cada um com um olhar interrogativo para o outro e intrigados com aquela situação. Enquanto caminhavam pelo corredor, começaram a formular mentalmente perguntas para si mesmo. “Será isso mesmo que estou imaginando? Estamos juntos em uma mesma missão?”, pensava Mehldrik consigo mesmo. “Não acredito! Acho que vou sair em missão com meu irmão e com Lehvinia! Não poderia ser melhor!”, imaginava Vohldrik enquanto tentava conter sua satisfação interior. “Estou suspeitando que Mehldrik é quem fará parte de nosso grupo. Ficarei feliz se realmente for ele”, Lehvinia sorriu enquanto formulava esse seu pensamento. Inevitavelmente foram chegando a uma mesma conclusão: a de que estariam no mesmo grupo designado para a missão a qual o Instrutor Oficial O’Conner daria mais detalhes a seguir. À medida em que cada um deles ligava os fatos e chegava a essa mesma conclusão, despontavam em seus rostos sorrisos de pura satisfação e uma alegria contida. O Tenente-Coronel Walkner os encaminhou finalmente para a sala de reunião onde O’Conner já se encontrava.&lt;br /&gt;- Aí estão vocês. – disse o Instrutor Oficial com um tom de voz um pouco tensa. Sua fisionomia deixava transparecer a preocupação que ele tinha com relação à missão que iria delegar aos jovens recrutas graduados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-2030897503428138247?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/2030897503428138247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2011/01/capitulo-xxii.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/2030897503428138247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/2030897503428138247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2011/01/capitulo-xxii.html' title='Capítulo XXII'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-6449093575351498800</id><published>2010-06-29T09:37:00.003-03:00</published><updated>2010-06-30T07:37:45.540-03:00</updated><title type='text'>Capítulo XXI</title><content type='html'>- Entao ele fugiu? – perguntou Simon com uma leve expressão de tristeza no rosto. Seu olhar pairou inerte no tempo, enquanto sua mente tentava compreender a atitude evasiva do amigo Skaild. Ele sabia desde muito tempo que aquele jovem sempre vivia se envolvendo em confusões e encrencas pelo condado, mas eram situações que podiam ser controladas e revertidas a seu favor. Dessa vez, Simon tinha a sensação de que Skaild havia se metido de vez em algo perigoso e com pessoas também perigosas. Essa conclusão o deixava mais entristecido ainda.&lt;br /&gt;- Infelizmente não sabemos para onde ela possa ter ido. E me sinto responsável pela situação – Mehldrik percebia que Simon se sentia culpado por aquela situação complicada que envolvia o amigo Skaild e tentou minimizar a situação, mas foi rebatido com veemência por Simon.&lt;br /&gt;- Não! – disse Simon com uma voz firme porém contida – Não, não, meu amigo. Você não deve se culpar por nada que ocorreu. Você fez a sua parte, e só o fato de saber que você conseguiu livrar Skaild das mãos da Guilda dos Ladrões já me deixa profundamente aliviado. – Simon segurou Mehldrik pelos ombros de maneira paternal e carinhosa, enquanto seu neto os observava atento e silencioso. – Acredite, você fez o melhor que podia e salvou Skaild do pior. E tudo o que acontecer daqui por diante será de inteira responsabilidade de Skaild! Ele está por conta dele mesmo agora.&lt;br /&gt;- Eu devia ter feito essa missão sozinho. Se eu não tivesse encontrado tantas pessoas pelo caminho, eu acho que...&lt;br /&gt;- Não, meu amigo, não pense assim! – interrompeu Simon, não deixando Mehldrik concluir seus pensamentos e tentando fazer ele não se sentir culpado por nada. – Se você os encontrou pelo caminho, era porque teria que ser assim. Você fez a sua parte da melhor maneira que pôde. E eles ajudaram você de todas as maneiras possíveis! Você mesmo me explicou que todos acompanharam você na busca por Skaild depois que ele foi libertado por você e pela duelista do esconderijo da Guilda. &lt;br /&gt;- Sim, eles me ajudaram, mas... – Mehldrik tentou novamente expor suas considerações, mas foi novamente interrompido por Simon.&lt;br /&gt;- E você também me contou que eles acompanharam você até bem perto das terras ocupadas pelo Clã dos Mortos-Vivos e enfrentaram uma horda de Zumbis que estavam atacando o grupo.&lt;br /&gt;- Sim, enfrentamos todos aqueles zumbis juntos, mas...&lt;br /&gt;- E mesmo cada um deles tendo suas missões paralelas, eles ainda continuaram acompanhando você na tentativa de te ajudar a encontrar Skaild e trazer ele de volta para cá! Você ainda não percebeu o que ocorreu, Mehldrik? – Simon olhou para o jovem Guardião Arcano com um semblante desafiador.&lt;br /&gt;- Não... – respondeu Mehldrik em tom claramente vago – O que eu ainda não percebi?&lt;br /&gt;- Meu jovem amigo, todos você seguiram nessa jornada pelas montanhas, unidos, porque começaram a acreditar no grupo que se formou! E eles sentiram em você força e determinação em nunca desistir de uma missão, por mais difícil e complicada que ela possa parecer! E só o fato de seu irmão caçula estar no grupo apenas reforça o que estou te explicando! Eles acreditaram no grupo formado, mesmo diante de todas as adversidades e mesmo que por pouquíssimo tempo unidos.&lt;br /&gt;Mehldrik dessa vez não procurou responder. Ficou parado, em silêncio, pensando nas palavras ditas pelo amigo Simon. Era um senhor realmente de uma sabedoria fabulosa a quem tinha uma enorme admiração e respeito, e pelo visto somente agora começava a entender o que tudo aquilo que aconteceu com ele de fato significava. Não adiantaram as palavras de seu irmão, nem as explicações de Hevelin ou de Lehvinia. Nada disso conseguiu ser suficiente para ele entender a importância de tudo o que havia passado naqueles últimos dias. Foi preciso a sabedoria de um amigo de longa data como Simon para esclarecer seus questionamentos e dúvidas e fazer definitivamente Mehldrik entender que não tinha culpa pelo fracasso de sua missão. O que tinha que acontecer, aconteceu, como Simon mesmo disse.&lt;br /&gt;- Vamos, anime-se! – disse o amigo Comerciante – Você precisa se sentir mais disposto, pois ambos sabemos que muitas outras missões para você virão pela frente.&lt;br /&gt;Mehldrik olhou para Simon e esboçou um leve sorriso, já visivelmente revigorado pela conversa que tiveram naquele momento. Olhou para o jovem neto de Simon, que havia acompanhado atentamente o diálogo sentado sobre algumas caixas empilhadas ao lado de um mostruário onde estavam expostos algumas partes de armaduras. Ele observava tudo com um ar misteriosamente sério e soltou um sorriso quase imperceptível após escutar as palavras ditas pelo seu avô.&lt;br /&gt;- Venha, vamos todos subir e comer algo. Você precisa recompor suas energias. – disse Simon, cuja estatura mediana o fazia sempre olhar um pouco para cima quando se dirigia a Mehldrik. O respeitado comerciante gesticulou chamando o neto, e os três então subiram ao pavimento superior da loja, morada de Simon e seu neto. Horas mais tardes estariam saboreando um saboroso guisado de lebrecorne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas montanhas distantes, o tempo fechado e os ventos frios pareciam nunca dar trégua para os aventureiros que decidessem enfrentar jornadas constantes por aquela imensa região congelante. A nevasca que caía era uma presença constante naquela paisagem, cujo silêncio era levemente alterado pelo som abafados dos passos de três recrutas graduados na neve fofa. Caminhando atentamente e tentando encontrar a direção correta até O Portal de Teleporte, Drakonyh tinha certa dificuldade em enxergar o caminho à sua frente. Devidamente encapuzado e agasalhado, tinha o rosto protegido dos ventos gelados por uma echarpe de lã até a altura um pouco abaixo dos olhos. Poucos metros atrás dele, seguia Amarantys, distanciada também um pouco de Hevelin, ambas completamente encobertas por mantas embaixo de suas capas. O frio era um obstáculo a ser vencido naquela caminhada. Porém, em determinado momento, Drakonyh, agoniado e talvez ansioso por encontrar logo o Portal, parou repentinamente, e num gesto meio de revolta, tirou a echarpe que protegia parte de seu rosto. Estreitou o olhar, tentando ver o caminho à sua frente, e logo em seguida fez uma expressão de pura insatisfação, olhando para os lados, visivelmente irritado.&lt;br /&gt;- Neve, neve, só neve! Merda, como eu odeio todo esse lugar. Só tem neve pra qualquer lado que se olhe! – virou-se para trás, e viu Amarantys se aproximando lentamente pela neve fofa que fazia seus pés afundarem um pouco. – Como se consegue viver aqui neste lugar, cheio de... de... de neve!! – bradou o Espadachim, enquanto apontava para os lados.&lt;br /&gt;- Sabe que estou começando a achar que neve é a única coisa que tira você do sério? – disse a Arqueira em tom descontraído, enquanto tirava o capuz e olhava para os lados, fazendo um reconhecimento silencioso do local onde estavam – Ver você assim, nervoso, é bem raro.&lt;br /&gt;- Isso deve ser bem divertido para você – retrucou Drakonyh, mais contrariado com toda aquela neve do que com o que Amarantys disse.&lt;br /&gt;- É que você está resmungando mais do que o habitual. Acho que ter mais uma missão nesse continente gelado era tudo o que você não queria. E não foi você mesmo quem disse que pensa na vida sempre como um desafio que superamos quando queremos?&lt;br /&gt;- Fazer a missão para mim não é problema. Eu só queria que não tivesse tanta neve pelo caminho! – respondeu Drakonyh, meio impaciente.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, Hevelin aproximou-se e tirou o capuz também, e questionou Amarantys do motivo de terem parado no meio do caminho.&lt;br /&gt;- Drakonyh parece estar incomodado com tanta neve, resolveu parar e ficar resmungando. – explicou Amarantys, praticamente em tom de brincadeira, enquanto aproveitava aquela parada breve para observar atentamente o caminho que foram orientados a seguir.&lt;br /&gt;- Fala a verdade, você adora me desafiar com essas suas insinuações, não é? – questionou Drakonyh meio contrariado.&lt;br /&gt;- Eu acho que Amarantys não está insinuando. Ela está afimando. – interviu Hevelin na conversa e sua frase havia sido de fato muito mais desafiadora do que o comentário de Amarantys.&lt;br /&gt;Drakonyh ouviu Hevelin falar e virou-se lentamente, olhando para a duelista. Esboçou um sorrindo e, apesar de toda aquela neve o incomodar de fato, procurou agir com descontração com Hevelin.&lt;br /&gt;- Minha querida Hevelin. Eu percebo que desde que nos encontramos pela primeira vez, nossos poucos momentos de diálogos tem sido conflitantes e até um pouco provocativos, eu diria.&lt;br /&gt;- Se isso também o incomoda, então não se preocupe. Basta que a gente converse o menos possível – respondeu Hevelin asperamente.&lt;br /&gt;Instantaneamente Drakonyh parou de sorrir, apesar de continuar olhando para Hevelin. Sentiu que sua tentativa de ser diplomática não deu certo, e deu de ombros.&lt;br /&gt;- Pelo visto, continuarei não dando bem com duelistas. Pelo menos não digam que não tentei ao menos ser amigável.&lt;br /&gt;- Não precisa se esforçar em ser amigável, entre a gente isso não será necessário de forma alguma. – disse Hevelin.&lt;br /&gt;- Bom, não tenho culpa se vocês, duelistas, tem uma certa inveja de nós, Espadachins Arcanos, pelo nível superior de batalha que sempre apresentamos. – Drakonyh virou-se e soltou um sorriso sutilmente debochado de canto de boca. &lt;br /&gt;- O que você disse? – questionou desafiadoramente a Duelista, partindo para cima do Espadachim. – Você é um presunçoso!&lt;br /&gt;- Calma aí vocês dois! – bradou Amarantys, interrompendo aquela discussão e impedindo que Hevelin fosse em direção a Drakonyh. – Ficaram malucos? Vocês se esqueceram que estamos os três em uma mesma missão? Drakonyh, eu sei o quanto você gosta de ser provocativo algumas vezes, por isso, contenha-se dessa vez. Lembre-se que além de mim existe outra pessoa formando nosso grupo nesta missão.&lt;br /&gt;- Não se preocupe, vou procurar conter minha falta de modéstia – respondeu Drakonyh, ainda esboçando o mesmo sorriso sutil e debochado. Colocou o capuz na cabeça, protegeu novamente o rosto com a echarpe e novamente deu de ombros. Hevelin, ainda visivelmente irritada com a atitude do Espadachim, permaneceu calada enquanto Amarantys a acalmava.&lt;br /&gt;- Hevelin, procure não dar ouvidos ao que Drakonyh fala. Ele sempre foi assim, debochado, provocador, desafiador. Conheço ele já faz um bom tempo e sei que ele não faz nada disso por mal.&lt;br /&gt;- Para mim, ele é muito antipático, essa é a verdade – retrucou Hevelin.&lt;br /&gt;- Eu não sei por quais problemas você deve ter passado anteriormente com espadachins, mas dessa vez vamos esquecer um pouco as diferenças e seguir adiante como um grupo. Tudo bem para você se for dessa forma?&lt;br /&gt;- Tudo bem, vamos em frente. Já perdemos tempo demais com essa parada.&lt;br /&gt;Amarantys apontou a direção que eles deveriam seguir, informando que já estavam bem próximos do destino. Prosseguiram a jornada através de uma trilha em meio a uma floresta ao pé de uma cadeia de montanhas, dessa vez sem paradas. Ao final do dia, haviam encontrado o Portal. De posse de seus Cartões de Teleporte, Drakonyh, Amarantys e Hevelin avançaram pela entrada e seguiram pela 4ª Porta do Teleporte sem fazer a menor idéia do que os esperavam do outro lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-6449093575351498800?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/6449093575351498800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/06/capitulo-xxi.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/6449093575351498800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/6449093575351498800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/06/capitulo-xxi.html' title='Capítulo XXI'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-757777463669776295</id><published>2010-05-24T10:44:00.001-03:00</published><updated>2010-05-24T13:09:19.887-03:00</updated><title type='text'>Capítulo XX</title><content type='html'>&amp;nbsp;Assim como a cidade militarizada localizada no Condado de Tundra Infame, no Continente de Midreth, o núcleo militar que ficava no meio do Deserto da Lamentação, em Huan, era uma cidade privilegiada pela sua localização estratégica, ficando praticamente no topo de um imenso platô no meio do caminho entre duas grandes e principais cidades do continente, Eska e Judin. Tanto a cidade do Deserto da Lamentação como a de Tundra Infame, e também a que ficava localizada na Floresta do Desespero, no Continente de Pastur, tinham sido projetadas e construídas com o único propósito de concentrar o poderio armamentista e o contigente de recrutas e soldados, sendo esses em número bem maior do que o de civis nessas cidades.&lt;br /&gt;O brilho forte do sol cegou suas visões por alguns instantes, até que eles conseguiram enxergar o azul quase atordoante daquele céu límpido. Vohldrik e Lehvinia, enfim, estavam na cidade militar do Deserto da Lamentação. Ficaram bastante surpresos os dois, pois tinham acabado de sair no Portal de Teleporte que ficava praticamente na parte sul interna do enorme muro de pedra que cercava todo a área do prédio da Central das Forças Armadas do Condado do Deserto, um complexo arquitetônico construido no meio da cidade com pedras cujas tonalidades pareciam se confundir obrigatoriamente com as tonalidades presentes naquelas regiões áridas e desérticas. O prédio possuia uma imensa cúpula dourada na parte central rodeada por outras quatro abóbodas menores, estas também delimitadas por 2 miranetes dispostos nos lados leste e oeste da construção que podiam ser vistos de qualquer ponto da cidade.&lt;br /&gt;Sob o forte forte, Vohldrik e Lehvinia caminharam pela trilha pavimentada por pedras irregulares em direção ao prédio. No centro daquele pátio adornado por diversas palmeiras destacava-se no chão o desenho de um imenso sol, feito a partir do mosaico das próprias pedras irregulares. Um pequeno grupo de Magos novatos passaram por ali correndo, enquanto comentavam a respeito de estarem atrasados para treinarem suas habilidades na área dos fantoches de treinamento. O Guerreiro e a Maga atravessaram todo o pátio, até perceberem a presença de alguém que parecia estar aguardando pela sua chegada. Era o Oficial da Guarda Markus, conhecido por todos como um dos duelistas chefe da Guarda Militar que protegia os domínios da Cental das Forças Armadas do Deserto da Lamentação. Vohldrik imediatamente o reconheceu o robusto e imenso amigo de longe, com suas vestes da Guarda em tons azuis e preto, e usando um tubarte azul celeste preso por uma apresentável faxia preta. Acenou de maneira contente para ele, gesto que foi imediatamente retribuído por Markus.&lt;br /&gt;- Meu jovem amigo Vohldrik! – exclamou Markus, enquanto cumprimentava o guerreiro, que parecia ficar menor ainda perto do Oficial da Guarda. – Eu soube pelo Agente do Armazém que você foi à procura do Capitão Mark, e pela sua demora em retornar, temi que algo tivesse acontecido contigo. Afinal, você encontrou o Capitão Mark?&lt;br /&gt;- Encontrei, Markus, e você nem imagina as aventuras que passei e por onde eu andei! – respondeu Vohldrik com uma visível empolgação própria de sua idade de garoto ainda. Lehvinia, em princípio, olhou intrigada para o jovem guerreiro, e em seguida soltou um sorriso típico de quem acabara de ficar desconcertada pela situação, já que ela ainda não tinha presenciado o jeito ameninado de Vohldrik desde que o conhecera.&lt;br /&gt;- Pela empolgação, você deve ter passado por muitas coisas nos últimos dias, hein? – perguntou sorrindo Markus.&lt;br /&gt;- Claro! -&amp;nbsp; respondeu Vohldrik com uma agitação típica de um garoto cheio de histórias para contar. – Seu primo vai adorar ouvir minhas aventuras e escrever tudo o que vou contar. – o jovem guerreiro coçava a nuca enquanto soltava um sorriso de puro convencimento.&lt;br /&gt;- Eu tenho certeza absoluta de que ele vai adorar escrever suas aventuras. – disse Markus descontraidamente, enquanto virava-se para cumprimentar a Maga – Recruta Lehvinia, há quanto tempo não te vejo.&lt;br /&gt;- Oi, Markus. – respondeu Lehvinia toda sorridente, enquanto acenava de maneira modesta para o Oficial da Guarda. – Faz um tempinho que não nos vemos realmente.&lt;br /&gt;- Vocês já se conhecem? – indagou Vohldrik surpreso, enquanto olhava para os dois.&lt;br /&gt;- Claro que nos conhecemos, Vohldrik. – respondeu Markus – Eu já auxiliei Lehvinia em algumas missões de treinamento em campo logo quando ela entrou para a Academia Militar aqui no Deserto da Lamentação.&lt;br /&gt;- Algumas missões eu não teria completado sem a ajuda de Markus – comentou Lehvinia meio sem graça, enquanto percebia o sorriso de menino maroto presente no rosto de Vohldrik, que olhava para eles dois.&lt;br /&gt;- E então? Depois vamos visitar seu primo para eu contar tudo para ele! – disse Vohldrik empolgado.&lt;br /&gt;O Oficial da Guarda respondeu afirmativamente, e em seguida os conduziu pelos corredores e salões abobadados do prédio, enquanto escutava Vohldrik contar animadamente tudo o que tinha ocorrido com ele pelas montanhas geladas do Continente de Midreth e seus encontros perigosos com zumbis, gorilas e sombras mortais. Lehvinia contemplava realmente surpresa aquele inusitado comportamento de Vohldrik, que parecia deixar fluir seu lado juvenil sem qualquer pudor, um verdadeiro garoto ainda, contente por encontrar um grande amigo que não via fazia algum tempo.&lt;br /&gt;- Markus, como você sabia que nós estávamos chegando aqui no Deserto da Lamentação? – indagou Lehvinia com um ar questionador.&lt;br /&gt;- É mesmo, Markus – também perguntou Vohldrik – Se a gente não avisou que estava chegando, como você soube?&lt;br /&gt;- O Capitão Mark nos alertou que vocês chegariam hoje nesse extao horário. – explicou Markus. – Então recebi orientação do Tenente-Duelista Novack para que assim que vocês chegassem, eu o informasse para que ele pudesse agendar uma reunião imediata com o Comandante Oficial Dunhike.&lt;br /&gt;Ao ouvirem aquela explicação, tanto o Guerreiro como a maga fizeram expressões de puro espanto. Mais uma vez estavam sendo surpreendidos pelas atitudes misteriosas e inexplicáveis do Capitão Mark.&lt;br /&gt;- Novamente o misterioso Capitão Mark. – comentou Lehvinia.&lt;br /&gt;- Nada me tira da cabeça que ele seja um adivinho, ou um profeta. – opinou Vohldrik de maneira incisiva, tentando mostrar firmeza naquilo que dizia. Markus olhou para o pequeno e jovem amigo e soltou uma risada descontraída, achando graça do que Vohldrik acabava de dizer.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Vocês e esses seus jovens questionamentos. – disse o Oficial da Guarda. Alcançaram o 3º andar do prédio, e no hall central adornado por pilastras revestidas de desenhos em mosaicos sustentado um teto abobadado, encontraram o Tenente-Duelista Novack. Após rápidos cumprimentos militares, Novack agradeceu pelos serviços prestrados por Markus em conduzí-los imediatamente ao seu encontro, e então solicitou que Vohldrik e Lehvinia os acompanhasse até a sala do Comandante Oficial Dunhike. Antes, o jovem Guerreiro e a observadora Maga despediram-se do Oficial da Guarda, e Vohldrik cobrou a visita que fariam para o primo de Markus. Então seguiram por um extenso corredor até a entrada da sala do Comandante Oficial, que já os aguardava ansioso.&lt;br /&gt;O Comandante Dunhike era um senhor de idade avançada e corpo esguio, rosto marcado pela passagem dos tempos e delineado por um bigode e cavanhaque totalmente grisalho. Vestia uma batina em tons bege e amarelo dourado, com detalhes de arabescos em marrom-escuro e preso na cintura uma fivela escura com detalhes em prata. Usava um imponente chapéu-turbante amarrado por uma faixa alaranjada e segurava constantemente na mão esquerda uma katana sempre guarnecida na bainha. Entretanto, sua aparência anciã não condizia com seus movimentos rápidos e determinados, e seus gestos firmes e joviais. Dunhike estava sentado em sua mesa, no meio de uma sala ampla, arejada e bem iluminada por enormes janelas, assinando diversos papéis e os entregando para dois secretários subalternos quando avistou a entrada do Tenente-Duelista Novack seguido por Vohldrik e Lehvinia. Logo levantou-se confiante e sorrindo, enquanto dirigia-se ágil em direção aos recém-chegados recrutas graduados.&lt;br /&gt;- Fabuloso! Simplesmente fabuloso! – disse o Comandante Oficial de maneira contida. – Mais uma vez, o Capitão Mark foi preciso nas informações. – Dunhike aguardou a rápida saída dos subalternos e do Tenente-Duelista para então prosseguir com a reunião. – Estava aguardando a chegada de vocês com informações da missão para o qual foram designados pelo Capitão Mark.&lt;br /&gt;- Senhor... – interrompeu Vohldrik, mostrando um ar cheio de questinamento – ...estamos confusos sobre o fato de nosso ponto de retorno ter sido bem aqui na Central.&lt;br /&gt;- Na verdade, isso tem explicação direta com os cartões de teleporte entregues a vocês pelo Capitão Mark antes de iniciarem sua missão. Eles estavam programados com coordenadas de retorno justamente para o Portão de Teleporte localizado aqui no prédio da Central. – explicou Dunhike.&lt;br /&gt;- Então o Capitão Mark já sabia que retornaríamos exatamente para a Central? – perguntou Lehvinia meio confusa.&lt;br /&gt;- Exatamente, minha jovem Maga. – respondeu Dunhike prontamente – Inclusive ele me informou o dia e momento exatos em que vocês chegariam aqui. E como sempre, ele acertou novamente! – o Comandante Oficial demonstrava certa euforia quando falava do Capitão Mark. Mas imediatamente ele percebeu sua alegria exagerada naquele momento e rapidamente se aprumou, endireitando-se numa pose formal e contida. Pigarreou e então, mais contido, prosseguiu de maneira mais centrada com a reunião. – Muito bem, gostaria que vocês dois relatassem inicialmente como foi a missão de vocês e os resultados finais obtidos.&lt;br /&gt;Dito isso, Lehvinia e Vohldrik, cada um a seu tempo, iniciaram um breve relato resumido do que ocorreu desde a partida deles da morada do Capitão Mark, explicando basicamente todos as situações ocorridas nas montanhas geladas de Midreth até o retorno deles na cidade do Deserto da Lamentação. O Comandante Oficial Dunhike ouviu tudo atentamente, sem perder qualquer detalhe do que tinha sido contado pelos dois. Após 25 minutos de explicações, Dunhike fez uma pausa silenciosa, enquanto alisava mansamente seu cavanhaque branco.&lt;br /&gt;- Meus jovens, de certa forma, apesar de não terem encontrado de fato Kashu, todas as informações que foram trazidas por vocês estão sendo muito úteis para que possamos confirmar todo o envolvimento dele na série de roubos de mercadorias que tem ocorrido lá no Continente de Midreth. – explicou Dunhike calmamente.&lt;br /&gt;- Desculpe, Comandante, mas como nossas informações podem ajudar nesse caso? – perguntou Vohldrik, curioso.&lt;br /&gt;- Muito simples, meu jovem guerreiro. O local descrito como sendo um possível esconderijo de mercadorias roubadas tinha ligação direta com outras informações envolvendo Kashu. E a missão de vocês na verdade confirmou definitivamente tudo isso. No final das contas, a missão trouxe resultados positivos. – Dunhike fez uma nova pausa na conversa, como que avaliando as próximas palavras que diria. Então virou-se para os dois recrutas graduados e explicou o que viria pela frente para o Guerreiro e para a Maga.&lt;br /&gt;- Creio que vocês não terão descanso, pois informo oficialmente que os dois já foram designados para uma nova missão.&lt;br /&gt;Vohldrik e Lehvinia olharam para Dunhike surpresos, pois não esperavam realmente que fossem convocados para uma nova missão tão rapidamente. Permaneceram calados ouvindo as explicações do Comandante Oficial.&lt;br /&gt;- Recruta Graduada Lehvinia. Seu histórico positivo de missões de busca e resgate de grupos desaparecidos tem chamado a atenção de seus superiores aqui em nossa Central, assim como de diversos outros Comandantes nas outras Centrais Militares nos diversos continentes. Devido ao seu sucesso nas missões anteriores, você foi indicada para uma nova missão de busca e resgate de um grupo de soldados que desapareceu nas montanhas geladas próximas ao condado de Tundra Infame. – Dunhike dirigiu-se à sua mesa e mexeu em uma pequena pilha de papéis, até achar uma pasta em específico, abrindo-a. – Segundo informações sobre o grupo, ele era formado por soldados daqui de nossa Central e da Central das Forças Armadas de Tundra Infame.&lt;br /&gt;- Isso significa então que retornaremos para Midreth? – questionou Lehvinia.&lt;br /&gt;- Imediatamente. Tanto você como Vohldrik foram designados para esta missão. – confirmou Dunhike – Assim que vocês chegarem no Condado de Tundra Infame, sigam para a Central das Forças Armadas e obtenham novas instruções do Comandante Henkoff. Acredito que mais alguém irá acompanhá-los nesta missão.&lt;br /&gt;- Mais um recruta graduado? Quem seria? – indagou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Essa informação somente o Comandante Henkoff poderá dar a vocês. – respondeu Dunhike de forma meio enigmática. - Agora podem ir, estão dispensados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começava a nevar discretamente quando Mehldrik parou diante da Loja de Simon. Intimamente sentia-se chateado por saber que não tinha boas notícias para o amigo, e isso o fez hesitar um pouco em entrar na loja. Pensativo, o Guardião não havia reparado a presença de um jovem garoto sentado sobre alguns caixotes de madeira empilhados do lado de fora da loja, próximos à entrada. Apesar de seus 13 anos de idade, o garoto parecia muito mais interessado na leitura de um estranho livro que tinha em suas mãos do que estar se divertindo com os outros meninos que passavam correndo pela rua. Percebeu que começava a nevar e se preparava para entrar na loja quando avistou o Guardião Arcano.&lt;br /&gt;- Mehldrik? – o garoto fez uma expressão de puro espanto.&lt;br /&gt;- Não tinha visto você aí sentado. Seu avô está na loja? – perguntou.&lt;br /&gt;- Sim, está lá dentro no depósito. Quer que eu chame ele?&lt;br /&gt;- Agradeceria se você fizesse isso. &lt;br /&gt;Os dois entraram na loja, cujo interior era incrivelmente forrado por estantes até o teto, com centenas de tipos de elmos, grevas e outras partes de armaduras feitas com diversos tipos de materiais como aço negro e titânio. O garoto seguiu direto para os fundos da loja, passando ao lado de um poço circular de meio metro de altura em cujo interior metais líquidos derretidos queimavam em chamas incandescentes que iluminavam diversas ferramentas de ferreiro encostadas numa parede próxima a uma porta. Foi por essa porta que o garoto entrou, descendo por uma escadaria que sumia numa penumbra. Mehldrik apenas observou o garoto sumir pela porta, e silencioso aguardou que alguém retornasse. Observava algumas peças de armaduras numa estante próxima quando uma voz conhecida quebrou aquele silêncio do recinto e o trouxe de volta de seus pensamentos.&lt;br /&gt;- Meu amigo Mehldrik! Enfim você retornou! – bradou Simon, abrindo os braços, mostrando toda sua satisfação ao rever o amigo Guardião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-757777463669776295?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/757777463669776295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/05/capitulo-xx.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/757777463669776295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/757777463669776295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/05/capitulo-xx.html' title='Capítulo XX'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-758244239507303222</id><published>2010-05-06T04:11:00.002-03:00</published><updated>2010-05-06T14:33:06.004-03:00</updated><title type='text'>Capitulo XIX</title><content type='html'>Mehldrik caminhava pensativo, lembrando daquela discussão que Hevelin havia propiciado entre eles dois, achando completamente desnecessário tudo aquilo que havia ocorrido no dia anterior. Envolvido em seus pensamentos, avistou uma placa de madeira sustentada por uma firme haste de aço que começava a balançar ao sabor do vento, dando sinal de que o tempo poderia fechar a qualquer momento. Naquela placa podia ser lida a inscrição “Refúgio de Keller”, o que de fato era uma verdade, já que aquele local era uma aconchegante taberna onde as pessoas costumavam parar e passar alguns momentos conversando em um ambiente bem aquecido por uma imensa lareira, enquanto degustavam bebidas quentes e saborosamente exóticas servidas pela Alquimista Keller, proprietária do lugar. Mehldrik ouvira falar dessa taberna, bem como da boa reputação de sua dona, mas nunca havia parado no local. Estava indo para a Loja do amigo Simon, e pelo caminho passou diante do tal “Refúgio de Keller”. Olhou para cima, enxergando a placa que balançava, parando bruscamente, como que surpreso por encontrar aquela taberna naquele momento diante de si. Começava a nevar timidamente, e o Guardião olhou pela vidraça das janelas de madeira com atenção tentando visualizar o ambiente lá dentro.&amp;nbsp; Viu algumas pessoas sentadas em bancos, também de madeira bem trabalhada e extremamente fortes, bebendo e conversando próximas à lareira. Mehldrik então decidiu entrar para beber algo antes de encontrar-se com Simon.&lt;br /&gt;Empurrou a porta-balcão e incrivelmente sentiu a diferença de temperatura. Apesar do tempo frio e da neve lá fora, a taberna mantinha-se incrivelmente aquecida, o que realmente poderia explicar o motivo pelo qual o “Refúgio de Keller” vivia sempre cheio e movimentado. Mehldrik escolheu uma mesa qualquer e acomodou-se, enquanto observava os estandartes de tecidos azuis com detalhes de desenhos em espirais e círculos alquímicos pendurados, decorando o ambiente em alguns cantos. Não demorou muito para uma mulher calmamente aproximar-se dele. Keller era uma jovem alta e magra compondo uma beleza singularmente sinuosa e esbelta. Seus cabelos eram de um azul quase prateado e curtos na altura da nuca, escondidos por um gorro-chapéu marrom escuro de lã. Vestia trajes que combinavam praticidade e conforto, como um colete de couro cru marrom escuro que cobria seu corpo dos ombros até a altura de seus joelhos e a mantinha bem aquecida, além de luvas que cobriam seus braços, e as botas que cobriam suas pernas até a altura da canela, ambos feitos também de couro cru, num cinza azulado. Keller usava também uma fivela de metal prendendo duas espécies de aventais que cobriam lateralmente suas pernas.&lt;br /&gt;- Olá, seja bem vindo. – disse Keller com um sorriso jovial. – Eu sou Keller, proprietária desse caloroso refúgio.&lt;br /&gt;- Olá, eu sou Mehldrik. – respondeu o Guardião, economizando nas palavras.&lt;br /&gt;– Não lembro de ter visto você por aqui antes. – Keller puxava conversa, demonstrando ser uma pessoa comunicativa e expansiva para fazer novas amizades.&lt;br /&gt;- É, eu nunca estive aqui antes. Estava passando e decidi entrar para beber algo. &lt;br /&gt;- Então você veio ao lugar certo. Eu sirvo aqui diversos tipos de bebidas e ainda preparo misturas exclusivas e exóticas. – enquanto falava sobre as incríveis bebidas alquímicas que sua taberna oferecia, Keller gesticulava de uma forma cativante e envolvente. Seus movimentos não eram bruscos, e sempre abria os braços como que demonstrando toda sua simpatia e receptividade com os seus clientes. Em determinados momentos, colocava uma mão na cintura enquanto a outra apontava o dedo para o ar, balançando levemente, enquanto ela sorria em sua direção contando as maravilhas milagrosas que suas bebidas provocavam naqueles que as degustavam. – Você não imagina o que está perdendo então, rapaz.&amp;nbsp; Vou preparar algo exclusivo que vai revigorar sua força interior. Espere que já volto.&lt;br /&gt;Mehldrik realmente estava se sentindo bem naquele ambiente e simpatizou-se com a conversa descontraída de Keller que fazia qualquer um acreditar que já a conhecia há muito tempo, como uma amizade antiga. Mehldrik acabara de ter essa mesma sensação, e enquanto Keller se afastava para ir preparar sua bebida, ele soltou um sorriso sutil e balançou a cabeça levemente. Não demorou muito e Keller voltava trazendo numa bandeja uma caneca com uma bebida quente e amarronzada. Mehldrik recebeu a caneca e sentiu o aroma convidativo, para em seguida tomar o primeiro gole.&lt;br /&gt;- Uma delícia revigorante, não é? – perguntou sorridente Keller, observando atentamente a reação do Guardião.&lt;br /&gt;Mehldrik degustou o sabor único daquela bebida e concordou afirmativamente, chegando a fazer um certa expressão de espanto pois instantâneamente sentiu-se com as energias revitalizadas por completo, como se naquele exato momento pudesse sair andando pelas montanhas durante dias sem se cansar.&lt;br /&gt;- Algumas bebidas que faço são energéticas, outras revitalizantes, e tem algumas especiais que revigoram completamente sua força arcana interior. – explicou Keller, sempre expansiva em seus gestos calmos. – Não é algo maravilhoso?&lt;br /&gt;- Sim. – respondeu Mehldrik, percebendo que a Alquimista conversava bastante, bem mais do que ele. – Sua bebida é muito boa.&lt;br /&gt;- Desculpe perguntar, mas qual é seu nome mesmo? – Keller fez um trejeito de quem estava meio sem graça pela pergunta. Colocou uma mão na cintura e a outra coçava a nuca discretamente.&lt;br /&gt;- Mehldrik. – respondeu o Guardião enquanto tomava outro gole da bebida.&lt;br /&gt;- Não repare, mas eu sou assim meio esquecida das coisas, não consigo guardar nomes de pessoas e lugares. Eu desconfio que meu cérebro está congelando por conta do clima gelado, e está me fazendo esquecer das coisas. – Keller sorriu e prosseguiu falando – Mas mesmo assim eu adoro Tundra Infame, amo todo esse lugar coberto de neve. Adoro essa movimentação de pessoas indo e vindo, adoro criar bebidas diferentes para todos que aqui aparecem na taberna.&lt;br /&gt;- As pessoas devem gostar muito de suas bebidas. – comentou Mehldrik.&lt;br /&gt;- Muito! Elas adoram muito! &lt;br /&gt;- Dá para perceber pela movimentação aqui. – disse Mehldrik, enquanto olhava o ambiente.&lt;br /&gt;- Mas nem sempre foi assim. – Keller soltou um suspiro, cruzando os braços logo em seguida – No início eu era pouco conhecida, e não havia muitos clientes para quem servir meus elixires, então já dá para imaginar como o era o movimento aqui. Muito parado. Naquela época eu quase nem vivia ocupada com o estabelecimento como hoje.&lt;br /&gt;A Alquimista fez uma pausa brevíssima, como que tentando lembrar-se de algo ou alguém. &lt;br /&gt;- Naquela época até tive tempo para atender a um pedido de um amigo meu.&lt;br /&gt;- Que pedido? – perguntou Mehldrik.&lt;br /&gt;- Esse meu amigo... Como era mesmo o nome dele?... Bom, não importa. Esse meu amigo trouxe um garoto aqui e me pediu para que eu cuidasse dele. Coitado, o menino tinha perdido os pais dele quando monstros invadiram a vila onde eles moravam. Qual era mesmo o nome daquele garoto?... – Keller fez nova pausa, colocando a mão no queixo. – Ah, sim, agora me lembro. Seu nome era Patren. Graças aos céus, não esqueci o nome dele. – A Alquimista sorriu.&lt;br /&gt;- Você cuidou do garoto?&lt;br /&gt;- Cuidei durante algum tempo, era um bom garoto, educado e prestativo. Senti muito quando ele teve que partir novamente. Uma vez recebi uma carta dele onde ele dizia que tinha feitos muitos amigos em sua jornada e que estava feliz. Uma pena eu não saber hoje onde ele está. – Keller esboçou um leve ar pensativo ao relembrar do jovem garoto que havia cuidado.&lt;br /&gt;- Provavelmente hoje ele deve estar bem e agradecido por você ter cuidado dele por algum tempo. – disse Mehldrik, tomando o último gole da bebida. Aquele comentário dele trouxe a Alquimista de volta de suas recordações. Ela soltou um sorriso tímido.&lt;br /&gt;- Peço novamente desculpas... – Keller novamente havia se esquecido do nome do Guardião e disfarçou a pausa rápida na frase até lembrar como ele se chamava. – ...Mehldrik! Boas lembranças me invadiram agora.&lt;br /&gt;- Não precisa se desculpar. Recordações são criadas para serem lembradas sempre que pudermos. – Mehldrik sorriu levemente, e se levantou. – Sua bebida estava ótima, e a conversa também. Gostaria de ficar mais&amp;nbsp; um pouco, mas tenho que ir.&lt;br /&gt;- Não seja por isso. Sempre que quiser, pode voltar, você será sempre bem vindo.&lt;br /&gt;Mehldrik pagou pela bebida, despediu-se de Keller, e prometeu que voltaria mais vezes ao “Refúgio”. Logo em seguida saiu com passos rápidos para se encontrar com o Amigo Simon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distante dali, na Central do Comando das Forças Armadas de Tundra Infame, na sala do Comandante Oficial Henkoff, Hevelin terminava de relatar como havia sido sua missão de confirmar o esconderijo secreto da Guilda dos Ladrões. Após ouvir atentamente, Henkoff fez um ar de aprovação, satisfeito pelo fato de ter escolhido a Duelista para realizar tal missão. Parabenizou Hevelin para logo em seguida tecer seus comentários.&lt;br /&gt;- Sua coragem e determinação em alcançar o objetivo da missão nos trouxe resultados positivos. Com a confirmação do esconderijo da Guilda dos Ladrões, vou deliberar uma tropa de Resgate até a montanha com o objetivo de procurar sobreviventes no soterramento.&lt;br /&gt;- Acredito que os ladrões tenham sobrevivido e estejam ainda presos na mina. – explicou Hevelin.&lt;br /&gt;- Nesse caso, se houver sobreviventes, todos serão resgatados e presos. – afirmou o Comandante, levantando-se de sua cadeira. Caminhou calmamente até a lareira e ficou um breve tempo diante do fogo que crepitava. Logo acima, havia um enorme quadro com o mapa detalhado do Continente de Midreth. Henkoff virou-se então para Hevelin, que permanecia de pé em posição de sentido.&lt;br /&gt;- Então você encontrou o Guardião Mehldrik em missão nas montanhas?&lt;br /&gt;- Sim, Comandante. Ele estava em missão de busca e resgate de alguém chamado Skaild. Porém, o mesmo acabou escapando para destino ignorado.&lt;br /&gt;- Nesse caso, meu velho amigo Simon não receberá boas notícias de Mehldrik. Uma pena, pois eu garanti a ele que Skaild seria trazido são e salvo para Tundra.&lt;br /&gt;Hevelin ficou surpresa ao ouvir o que o Comandante dizia naquele momento.&lt;br /&gt;- O senhor sabia dessa missão de Mehldrik desde o início então?&lt;br /&gt;- De fato, eu sabia. Simon me procurou solicitando ajuda do exército para interceder em favor de Skaild. Então eu orientei ele para que procurasse Mehldrik e destinasse a missão para ele. – Henkoff silenciou repentinamente, virou-se e voltou para sua mesa. Pegou uma pasta e por alguns instantes observou os documentos em suas mãos. Sem tirar os olhos dos papéis, informou para Hevelin que ela estava convocada imediatamente para uma nova missão.&lt;br /&gt;- Recruta Graduada Hevelin, foi deliberada hoje pela manhã para você uma nova missão. Você deverá partir imediatamente com o grupo que está de saída. – O Comandante Oficial retirou de dentro da pasta um cartão de teletransporte e o entregou para a Duelista, ao mesmo tempo em que explicava para ela que todos os detalhes de sua missão seriam repassados pelos membros do grupo que faria parte.&lt;br /&gt;- E quem devo procurar? – indagou Hevelin.&lt;br /&gt;- Você deve procurar os Recrutas Graduados Amarantys e Drakonyh. Sua nova missão será com eles.&lt;br /&gt;Hevelin ficou imóvel e com um leve ar de espanto. Ela não estava acreditando no que acabara de ouvir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-758244239507303222?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/758244239507303222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/05/capitulo-xix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/758244239507303222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/758244239507303222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/05/capitulo-xix.html' title='Capitulo XIX'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-604947680718869150</id><published>2010-05-04T02:01:00.002-03:00</published><updated>2010-05-04T02:08:09.373-03:00</updated><title type='text'>Capitulo XVIII</title><content type='html'>&amp;nbsp;Drakonyh e Amarantys estavam muito bem arrumados vestindo seus fardões de recrutas graduados, enquanto aguardavam no extenso corredor iluminado pela claridade tímida daquele dia que atravessava as janelas daquele andar que dava acesso à sala do Instrutor Oficial O’Conner. De um lado, sentada em um banco de madeira de três lugares, Amarantys permanecia em silêncio, meio pensativa. Do outro lado, Drakonyh estava em pé, recostado mansamente na parede, onde apoiava levemente um de seus pés. De braços cruzados, seu rosto deixava transparecer um fisionomia relaxada, e quem olhava para ele naquele momento, poderia ter a impressão de que soltava um leve sorriso irônico. Ele olhou para a Arqueira, e ela então percebeu que estava sendo observada pelo Espadachim Arcano.&lt;br /&gt;- Ainda preocupada com aquele pessoal que encontramos nas montanhas, não é? – perguntou Drakonyh, com um leve sorriso de canto de boca. Sorria porque sabia que sua própria pergunta era redundante, pois ele sabia perfeitamente da resposta da Arqueira.&lt;br /&gt;- Sim, você sabe muito bem disso – respondeu Amarantys, baixando o olhar para o chão.&amp;nbsp; – Queria ter certeza de que eles estão bem, se eles conseguiram chegar aqui na cidade sãos e salvos.&lt;br /&gt;- Eu já disse para você não se preocupar. Quando menos esperar, a gente acaba se esbarrando com eles por aí. Você se preocupa demais.&lt;br /&gt;- E você é despreocupado demais. – respondeu secamente Amarantys, meio chateada por constatar que ela era realmente a única a se preocupar com o grupo deixado para trás. – Mesmo já conhecendo você há algum tempo, não consigo entender como você consegue ser assim, sempre tão relaxado.&lt;br /&gt;- Não se ofenda com o que vou dizer... – Drakonyh simulou um ar pensativo, mas na verdade demonstrava apenas olhar para o tempo de maneira irônica.&lt;br /&gt;- Eu suporto, vá em frente – disse Amarantys, aproveitando aqueles segundos de silêncio no diálogo.&lt;br /&gt;- Preocupação é para os fracos de espírito.&lt;br /&gt;- Fracos de espírito? – Amarantys conteve o tom de voz, e ficou indignada com o comentário do amigo Espadachim. Levantou-se e caminhou em direção de Drakonyh, cerrou os olhos de forma ameaçadora em sua direção, encarando-o de perto. – Drakonyh, você me conhece muito bem e sabe que eu costumo me preocupar com as pessoas. Quer dizer que só porque eu penso assim, eu posso me considerar uma pessoa fraca de espírito?&lt;br /&gt;Drakonyh manteve-se impassível diante dela, e continuava com aquele sorriso de canto de boca insistente. &lt;br /&gt;- Não disse que você é fraca. Eu disse que preocupação é para os fracos de espírito. Quem se preocupa demais, perde o foco de seus objetivos.&lt;br /&gt;- Pois fique sabendo que eu não perco o foco de meus objetivos – retrucou contrariada Amarantys, cruzando os braços.&lt;br /&gt;- Novamente, eu não falei de você. – Drakonyh percebeu que Amarantys estava ficando realmente chateada com toda aquela conversa e procurou dar um fim à discussão. – Amara, procure relaxar – respondeu sorrindo o Espadachim. – Eu apenas disse aquela frase porque penso na vida sempre como um desafio que superamos quando queremos. &lt;br /&gt;Um breve silêncio pairou no ar entre os dois, enquanto alguns outros recrutas graduados passavam por ali pelo corredor. Logo em seguida, Drakonyh retomou a conversa, dessa vez mudando um pouco de assunto.&lt;br /&gt;- O que você precisa, Amarantys, é manter seu foco, pois eu tenho certeza que o Intrutor Oficial nos chamou aqui hoje de manhã para nos convocar para alguma outra missão.&lt;br /&gt;- Eu sei disso... Provavelmente outra missão por essas montanhas geladas de Tundra Infame. – disse Amarantys, aparentando estar meio contrariada por considerar a possibilidade de terem que enfrentar o clima gelado das montanhas.&lt;br /&gt;Drakonyh, sempre com um sorriso sutil na boca, descansou suas mãos nos bolsos de seu fardão e caminhou calmamente em direção às janelas que ficavam um pouco acima da altura de seus ombros e deu uma olhada para o céu nublado.&lt;br /&gt;- Até que hoje o dia parece estar mais aberto. Pelo menos hoje mais cedo eu vi o sol aparecer rapidamente por entre as nuvens.&lt;br /&gt;Nesse momento, a porta da sala do Instrutor Oficial O’Conner se abriu, e os dois recrutas graduados que esperavam já há algum tempo serem chamado viram a figura serena do Tenente-Coronel Walkner surgir diante deles.&lt;br /&gt;- Recrutas Graduados Amarantys e Drakonyh, podem dirigir-se à sala do Instrutor Oficial O’Conner. Ele aguarda os dois para a reunião.&lt;br /&gt;Sem muita cerimônia, a Arqueira e o Espadachim entraram, passaram por uma breve ante-sala de secretariado discreta, que na verdade era a sala do Tenente-Coronel Walkner, para então adentrarem na sala de O’Conner. Após as devidas reverências militares, Amarantys e Drakonyh permaneceram de pé, enquanto O’Conner iniciava a reunião com breves explicações acerca do resultado do exame feito pelos pesquisadores de Tundra Infame com o material do sangue de Zumbi recolhido por eles. O instrutor também explanou brevemente sobre a praga desconhecida que estava atacando os habitantes da região,&amp;nbsp; deixando a todos em estado de alerta, e da deficiência dos cientistas de Tundra Infame em conseguir dar seguimento às pesquisas com a amostra, cujos resultados pareciam ter ligação direta com a doença. Ao final, deliberou oficialmente a missão dos dois recrutas e seus objetivos estabelecidos.&lt;br /&gt;- Levem a amostra do sangue de Zumbi que vocês conseguiram coletar para o pesquisador Heill. Estou liberando para os dois estes cartões de teletransporte. – O’Conner estendeu os cartões para Drakonyh enquanto continuava as explicações – Vocês seguirão para o Portal localizado nos arredores da cidade. Utilizem os cartões para ter acesso, e quando estiverem lá dentro, procurem pela 4ª Porta de Teleporte, aquela que não terá nenhum brasão de cidade. Será essa porta que os levará diretamente para as coordenadas programadas nos seus cartões, um ponto localizado próximo aos subterrâneos da Torre dos Sábios. A partir dessa localização, vocês precisarão ter cuidado.&lt;br /&gt;- Como assim cuidado? – indagou Amarantys, fazendo uma discreta cara de espanto – A missão não é encontrar esse cientista Heill e entregar a amostra para ele?&lt;br /&gt;- Sim... Mas vocês terão certa dificuldade em chegar até Heill.&lt;br /&gt;- Hmm. Já imagino que tipo de dificuldade seja. – disse Drakonyh olhando para a Arqueira, sorrindo enquanto esfregava as mãos num movimento que demonstrava satisfação pelo que o Instrutor Oficial havia dito. Amarantys sabia muito bem o que aquele sorriso do Espadachim queria dizer. – Teremos ação! – o rosto de Drakonyh era pura euforia contida.&lt;br /&gt;- Não iremos teleportar diretamente no laboratório de Heill? – perguntou Amarantys, fazendo um ar de contrariada.&lt;br /&gt;- Não. Mesmo estando cientes da eficiência e confiabilidade do sistema de Teletransportes dos Portais de Nevareth, por medida de segurança, alguns pontos de teleporte não ficam diretamente em seus destinos finais. Para a própria segurança de Heill e pelo incrível valor de suas pesquisas, o teleporte que conduz até ele fica nos arredores do local onde ele montou as instalações de seu laboratório. Então vocês podem deduzir o que encontrarão pela frente.&lt;br /&gt;- Ação! – disse Drakonyh novamente, olhando para a Arqueira, só que dessa vez em tom de sussurro e com um sorriso largo. Amarantys esboçou uma expressão de indiferença antes que O’Conner os dispensasse para iniciarem sua jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Arqueira e o Espadachim se preparavam mais uma vez para sair em campo para uma nova missão, e nem sequer tinham idéia de que todos os outros jovens recrutas graduados que eles encontraram nas montanhas de Tundra Infame conseguiram chegar em seus destinos sãos e salvos. Mal sabiam eles que ali no mesmo prédio da Central das Forças Armadas, no andar logo acima, naquela mesma manhã, Hevelin aguardava sua hora para se encontrar com o Comandante Oficial Henkoff e relatar como foi sua jornada na missão de confirmar a localização do esconderijo que a Guilda dos Ladrões estava usando para esconder as mercadorias roubadas dos comerciantes daquela região. Também trajava seu fardão de recruta graduado e esperava sozinha e silenciosa no amplo corredor que dava acesso à sala do Comandante Oficial. Passou aqueles breves minutos relembrando do retorno, no dia anterior, à cidade, e da discussão que teve com Mehldrik pouco antes dele seguir em direção à loja de Simon, antigo comerciante conhecido por todos, o respeitável fabricante e vendedor de armaduras e acessórios para guerreiros e guardiões que pediu ajuda ao jovem Guardião para encontrar o amigo Skaild. Estavam se despedindo, quando Hevelin tentou animar Mehldrik, dizendo que ele fez todo o possível para reencontrar Skaild e trazer ele de volta.&lt;br /&gt;- Você fez o mais difícil, que foi resgatar ele daquela mina. – explicava Hevelin.&lt;br /&gt;- Ele deveria estar comigo agora aqui. – resmungou Mehldrik, sempre mostrando-se contrariado quando aquele assunto vinha à tona. – Ele me enganou, o maldito me enganou e agora não faço idéia de onde ele esteja.&lt;br /&gt;- Sabemos que com a Guild dos Ladrões ele não está mais.&lt;br /&gt;- Começo a achar que não foi uma boa idéia a gente se unir... – disse Mehldrik, fazendo um ar pensativo, enquanto olhava para as ruas da cidade e seus habitantes andando de um lado para o outro. Hevelin franziu a testa e fez um ar de espanto, com uma clara expressão de que foi pega de surpresa por aquela afirmação.&lt;br /&gt;- Como assim? – questionou a Duelista.&lt;br /&gt;- Não sei... Quando a gente se encontrou nas montanhas, talvez tivesse sido melhor cada um seguir seu caminho. – Mehldrik agora olhava para Hevelin. – Talvez se a gente tivesse feito isso, tudo seria diferente agora...&lt;br /&gt;- Quer dizer que você acha que a gente ter se unido pode ter sido um erro? – Hevelin continuava um pouco confusa, e mesmo assim tentava entender o que Mehldrik queria dizer a ela.&lt;br /&gt;- Acho que sim. Se eu tivesse seguido meu caminho e você o seu... &lt;br /&gt;- Se cada um tivesse seguido seu caminho... – interrompeu Hevelin - ...ainda assim não dá para você saber o que aconteceria realmente. Você poderia ter conseguido trazer Skaild ou não.&lt;br /&gt;- E você poderia ter encontrado o esconderijo da guild ou não. – disse Mehldrik, buscando completar a lista de resultados possíveis. – Talvez você ter me encontrado tenha facilitado a você completar sua missão.&lt;br /&gt;Hevelin franziu novamente a testa, dessa vez fazendo uma expressão de&amp;nbsp; irritação pelo que acabava de ouvir do Guardião.&lt;br /&gt;- Como assim facilitado? – a voz da Duelista emanava um tom desafiador. – Você quer dizer que, sem você, eu não teria conseguido completar a missão?&lt;br /&gt;- Você se lembra de quem foi a idéia da gente se unir? – retrucou Mehldrik – A idéia foi sua. Você pode ter lançado essa idéia já considerando a possibilidade de que poderia não ter capacidade de cumprir com a missão.&lt;br /&gt;- O que? – Hevelin subiu o tom de sua voz. Agora mostrava-se visivelmente irritada com a afirmação feita pelo Guardião e o encarava de muito perto. – Então você sempre acreditou esse tempo todo que eu nunca seria capaz de cumprir com minha missão?? &lt;br /&gt;- Eu não disse isso. – respondeu Mehldrik, sentindo-se incomodado com aquela discussão entre as pessoas que passavam pela rua.&lt;br /&gt;- Não disse porque não teve coragem esse tempo todo de dizer na minha cara!! – Hevelin demonstrava, pela segunda vez diante de Mehldrik, que não admitia de forma nenhuma que questionassem a capacidade dela em conseguir alcançar os objetivos que lhe fossem estabelecidos. Seu temperamento forte e sua maneira meio grossa e ignorante de discutir opiniões estava novamente à tona naquele momento. Mehldrik procurou intervir, tentando acalmá-la.&lt;br /&gt;- Hevelin, acalme-se! – disse o Guardião de forma contida. – Você está começando a chamar a atenção...&lt;br /&gt;- Para o inferno você e quem quiser ir junto! – esbravejou a Duelista – Eu já te disse que não admito que ninguém duvide de minha capacidade! – Hevelin ficou face a face com Mehldrik, e soltou uma última frase antes de dar as costas para o Guardião e seguir com passos firmes em direção ao prédio do Comando Central das Forças Armadas de Tundra Infame. – Pelo menos, eu tenho coragem suficiente para dizer tudo o que penso.&lt;br /&gt;Absorvida nas lembranças ocorridas no dia anterior, Hevelin foi bruscamente trazida de volta à realidade daquele momento pela voz do Major Dublint chamando pelo seu nome. Ele a convocava para entrar na sala do Comandante Oficial Henkoff.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-604947680718869150?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/604947680718869150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/05/capitulo-xviii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/604947680718869150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/604947680718869150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/05/capitulo-xviii.html' title='Capitulo XVIII'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-894875272718837440</id><published>2010-04-28T02:23:00.008-03:00</published><updated>2010-05-01T15:26:43.644-03:00</updated><title type='text'>Capitulo XVII</title><content type='html'>Lá fora novamente o tempo havia fechado, e ventos intensos anunciavam que mais uma forte nevasca se aproximava do condado. Porém, nenhum anúncio de possíveis tempestades de neve ou qualquer tempo ruim parecia abalar o semblante firme e sério do Comandante Maior das Forças Armadas de Tundra Infame, o Oficial Henkoff, um dos mais antigos e experientes militares ainda na ativa, respeitado e temido por todos os seus soldados subordinados naquela Central. Seu rosto marcado pela linha do tempo e sua barba e cabelos brancos apenas ressaltavam sua carga de experiência por tanto tempo na carreira militar. Entretanto, seu olhar sempre determinado e seu rosto de expressões quase sempre impassíveis mostravam o quanto ele havia conquistado durante todos aqueles anos com força, vigor e honra diante de todos junto às Forças Armadas. Era uma figura imponente, oniciente de todas as suas responsabilidades, sempre buscando defender e proteger todos os civis do Condado e da região de Tundra Infame.&lt;br /&gt;Em sua sala, tudo ostentava certa imponência militar, a começar pelas cortinas e estofados de veludo em tons de vermelho, combinando com o tapete com desenhos sombreados de mosaicos e arabescos nas pontas. Em uma parede, uma lareira não apenas adornava o ambiente como o deixava comodamente aquecido. Na parede oposta, um imensa estante cheia de livros e outros manuscritos raros. No teto, um lustre adornado numa tonalidade de um dourado luminoso completava o ar imponente daquela sala. Sentado confortavelmente em sua cadeira revestida de um tecido de veludo vermelho escuro, Henkoff lia atentamente cada página do imenso relatório que estava sobre sua mesa e que lhe tinha sido enviado mais cedo. Cada linha do que lera o havia deixado preocupado, pois sabia que se tratava de uma situação nova e complicada, e cujos indícios recentes indicavam desdobramentos terríveis. De acordo com o que explicava o relatório entregue em suas mãos, uma praga desconhecida vinha assolando os habitantes da região de Tundra Infame nos últimos tempos. Os médicos afirmavam no relatório que nunca haviam visto nada parecido com aquilo antes, após examinarem diversas pessoas contaminadas pela doença. Felizmente, as conclusões indicavam que a doença não era fatal e os sintomas não pareciam ser muito sérios. Entretanto, Henkoff não concordava com as informações contidas no relatório, e considerava que aquela praga, justamente pelo fato de ser contagiosa, merecia uma atenção especial. O relatório trazia diversas outras informações e complementos que validavam sua preocupação. Enquanto lia mais algumas páginas do documento, um jovem recruta secretário bate em sua porta e anuncia a presença do Instrutor Oficial O’Conner. Este entrou e bateu continência ao Comandante, para logo em seguida sentar-se em uma poltrona em frente à mesa de Henkoff.&lt;br /&gt;- O senhor já está ciente da situação, eu creio. – disse O’Conner, num tom levemente indagador.&lt;br /&gt;- Sim, estou ciente – respondeu Henkoff, sem tirar os olhos do documento – Recebi hoje este relatório e estava lendo pela segunda vez. A situação requer uma atenção cuidadosa, O’Conner.&lt;br /&gt;- Acredito que o senhor tenha lido também a parte anexada por último, que mostra o resultado da análise da amostra de sangue de zumbi que dois recrutas graduados convocados nos trouxeram há cerca de dois dias.&lt;br /&gt;- Eu observei também os resultados dessa análise – Henkoff fez um pausa, como que esperando ouvir explicações sobre os resultados obtidos – Gostaria de ouvir um parecer seu sobre essa análise.&lt;br /&gt;- De acordo com as explicações finais dos nossos cientistas, a amostra de sangue parece ser de um Zumbi de uma origem diferente e desconhecida, que não pertence ao grupo de Zumbis que conhecemos e que perambulam por áreas pertecentes em nossa região.&lt;br /&gt;- Isso significa que pode existir não apenas um, mas uma horda desses zumbis diferentes? – questionou Henkoff.&lt;br /&gt;- Acreditamos que sim, Comandante. A análise também menciona a descoberta de uma substância bacteriana extremamente contagiosa, e que pode ter ligação com a praga que vem atacando diversos habitantes de nossa região. &lt;br /&gt;- Deduzimos então que a doença tem ligação direta com esses zumbis cuja origem desconhecemos.&lt;br /&gt;- Exatamente, Comandante – respondeu firmemente O’Conner.&lt;br /&gt;Henkoff fez um ar de profunda preocupação. Após aquela ligeira conversa com O’Conner, ele sentiu que a situação poderia sair do controle se não fossem tomadas providências urgentes.&lt;br /&gt;- Senhor, presumo que estejamos estagnados nas pesquisas, devido a nossa tecnologia limitada. Não podemos ir mais além de onde nossos cientistas conseguiram chegar em suas análises.&lt;br /&gt;Henkoff sabia muito bem o que aquelas palavras queriam dizer. A equipe renomada de cientistas fazia o possível dentro das possibilidades de seus laboratórios, mas havia limitações visíveis na tecnologia de suas pesquisas que os impedia de conseguir mais informações importantes acerca não apenas daquela amostra de sangue, mas também sobre a praga que estava se disseminando pela região. E nesse momento crucial, ele sabia que estava mais do que na hora de solicitar os serviços de um conhecido cientista excêntrico de incrível capacidade de pesquisa que montou seu laboratório em uma área remota e distante do condado. Uma área perigosa, cercada por diversos monstros.&lt;br /&gt;O comandante levantou-se de sua cadeira, e dirigiu-se até a janela. Ficou impassível alguns segundos, pensando e refletindo suas próximas ações, apesar de já saber qual decisão seria tomada por ele. Manteve as mãos atrás das costas, enquanto deliberava para o Instrutor Oficial O’Conner suas próximas instruções.&lt;br /&gt;- Convoque um grupo de recrutas graduados, de preferência aqueles que estiveram envolvidos com a missão de trazer a amostra de sangue. Eles demonstraram competência e eficiência no cumprimento de sua tarefa. Eles agora terão a missão de levar essa amostra para um conhecido especialista nosso, o pesquisador responsável pelas colônias especiais, no laboratório de pesquisas da Torre dos Sábios. – Henkoff virou-se então para o Instrutor Oficial O’Conner e concluiu – Eles devem encontrar Heill.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vohldrik havia parado no meio da trilha de neve, pois ao olhar para um lado do caminho, conseguiu reconhecer o trajeto que ele e Lehvinia tinham feito assim que saíram do portal de teletransporte. Então, o jovem guerreiro gritou o nome do irmão, que caminhava um pouco mais à frente, chamando sua atenção. Lehvinia, que caminhava ao lado de Vohldrik, olhou para ele e entendeu que realmente era chegado o momento dos dois retornarem para Huan e relatarem todos os detalhes de sua jornada pelas montanhas geladas de Tundra infame para o Capitão Mark. Apesar de todo cansaço e de saberem da frustração de Mehldrik por não terem cumprido objetivamente suas missões, Vohldrik e Lehvinia sabiam que as informações conseguidas por eles seriam extremamente importantes para dar continuidade às investigações do Capitão Mark e do Comandante Oficial Dunhike, da Central das Forças Armadas do condado do Deserto da Lamentação.&lt;br /&gt;- Tem certeza de que não quer vir conosco até o Condado, Vohldrik? – perguntou Mehldrik com certo ar de descontentamente no rosto.&lt;br /&gt;- Não podemos. Devemos retornar para o continente de Huan e relatar nossas descobertas para o Capitão Mark e os oficiais de lá. – disse Vohldrik, meio triste – Eu queria muito retornar, mas não posso.&lt;br /&gt;Lehvinia se aproximou do Guardião e procurou dizer-lhe palavras de incentivo.&lt;br /&gt;- Saiba que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, e que mesmo não conseguindo concluir nossos objetivos, cada um de nós tem informações que serão importantes daqui para frente. – Lehvinia olhava com sinceridade nos olhos de Mehldrik. – Passamos por muitas coisas, e conseguimos superar tudo juntos. Isso, para mim, já nos torna vitoriosos.&lt;br /&gt;- Eu compreendo o que você quer dizer – respondeu Mehldrik – Eu entendo que tudo o que passamos serviu de aprendizado para nosso próprio futuro. Apesar de ainda não admitir realmente nossos fracassos nas missões...&lt;br /&gt;- Não pense assim – interrompeu Lehvinia – Pense apenas que se não fizemos certo dessa vez, teremos outras oportunidades para fazer certo e conseguir alcançar nossos objetivos.&lt;br /&gt;- Nos veremos em breve? – perguntou o Guardião, sorrindo.&lt;br /&gt;- Pode ter certeza que sim – respondeu serenamente a Maga.&lt;br /&gt;- Posso fazer uma breve pergunta? – interrompeu Hevelin, com ar de curiosidade.&lt;br /&gt;- Sim, pode fazer – respondeu Vohldrik.&lt;br /&gt;- Vocês foram designados para uma missão em caráter de urgência, correto?&lt;br /&gt;- Sim, pelo Capitão Mark. – explicou Vohldrik. – Por que?&lt;br /&gt;- Por nada, estava apenas tentando relembrar o nível de prioridade da missão de vocês dois aqui no continente de Midreth.&lt;br /&gt;Vohldrik e Lehvinia entreolharam-se rapidamente meio que sem entender aquela pergunta da Duelista. Por fim, abraçaram-se, despedindo-se em silêncio. Lehvinia e Vohldrik conversaram ainda brevemente com Hevelin antes de seguirem sua jornada de volta ao mesmo Portal que os havia teletransportado para aquelas terras inóspitas e geladas de Midreth.&lt;br /&gt;Mehldrik e Hevelin retomaram sua caminhada pela trilha que conduziria os dois para o Condado de Tundra Infame. Pelo caminho, Mehldrik questionou Hevelin o motivo que a levou a fazer aquela pergunta para seu irmão.&lt;br /&gt;- Perguntei porque eu tenho a impressão de que eles estejam de possa de cartões de teletransporte. Eu não sei se você reparou, mas eles tomaram um caminho que conduz ao Portal de Teletransporte que fica aqui nos arredores do condado.&lt;br /&gt;- Você quer dizer os cartões de teletransporte de uso exclusivo das Forças Armadas? – perguntou Mehldrik.&lt;br /&gt;- Sim, esses mesmos cartões que são utilizados apenas por militares ou soldados em missões especiais. Foi justamente pelo nível de prioridade alta da missão que nem seu irmão e nem Lehvinia puderam ficar aqui no Condado por mais tempo.&lt;br /&gt;- Mas eles foram enviados em missão pelo Capitão Mark.&lt;br /&gt;- O Capitão Mark tem notada influência nos altos escalões das Forças Armadas de Huan. Ele pode ter pressentido a urgência para a missão e deliberou ele mesmo a liberação dos cartões tanto para Vohldrik como para Lehvinia. – explicou Hevelin.&lt;br /&gt;- Fico ressentido apenas por eles não terem concluído a missão deles da maneira como realmente deveria. Assim como eu também não consegui concluir minha missão... – ao final dessa frase, Mehldrik silenciou-se e permaneceu caminhando pensativo. O Guardião e a Duelista permeneceram assim durante boa parte do restante da jornada. No entardecer congelante daquele mesmo dia eles finalmente estavam chegando ao seu destino final, o condado de Tundra Infame.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-894875272718837440?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/894875272718837440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/04/capitulo-xvii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/894875272718837440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/894875272718837440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/04/capitulo-xvii.html' title='Capitulo XVII'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-8330095155050797014</id><published>2010-04-20T21:26:00.001-03:00</published><updated>2010-04-20T21:26:44.368-03:00</updated><title type='text'>Capitulo XVI</title><content type='html'>- Mas o que é isso?... – balbuciou Mehldrik enquanto olhava fixo para o perigo diante deles.&lt;br /&gt;- De onde surgiu isso? – questionou Hevelin, enquanto recuava um pouco já se colocando em posição de ataque.&lt;br /&gt;Estavam todos claramente assustados diante daquele incrível monstro que se agigantou diante de seus olhos de maneira aterrorizante e perigosa. Era um gorila branco, porém ele era absurdamente imenso, quatro vezes maior que os gorilas que eram encontrados naquela região das montanhas de Tundra Infame. Aquele ser descomunal surgiu diante dos jovens, paralisados pelo choque da visão perturbadora. De cima do barranco, o gorila gigante ergueu-se e soltou um urro ensurdecedor, enquanto batia no peito com suas mãos enormes repetidas vezes. Ninguém, naquele momento, sabia o que pensar, principalmente Mehldrik e Vohldrik, que nunca tinham visto antes algo parecido por aquelas montanhas. Algumas vezes, quando crianças, ouviram rumores sobre a existência de um monstro gorila enorme, e tudo ficava apenas como lenda entre os habitantes dos condados, já que ninguém havia conseguido provar a existência de tal monstro. Agora a situação inesperada tomou de surpresa os quatro jovens, atônitos, parados, olhando aquele gorila imenso erguendo-se perigoso diante deles. O monstro tinha uma luminosidade flamejante em seus olhos, e subitamente parou no alto do barranco, enquanto observava fixo para os minúsculos humanos logo abaixo. E então, repentinamente, aquele gorila enorme deu um pulo e desceu pela barranco, indo perigosamente na direção dos jovens. Pelo caminho, o monstro destroçou algumas árvores com uma facilidade absurda, demonstrando uma força fantástica, bem de acordo com seu tamanho agigantado. Mehldrik, Hevelin, Vohldrik e Lehvinia pularam cada um para um canto, caindo desajeitadamente na neve fofa. Não perderam muito tempo, e levantaram-se já em posição de ataque e com suas armas astrais em punho.&lt;br /&gt;- Protejam-se! Não se aproximem muito dele! – gritou Mehldrik, que naquele exato momento percebeu que estava mais do que na hora de enfrentar o perigo usando suas verdadeiras habilidades de Guardião Arcano. Até aquele momento, em todos as situações de perigo nas quais esteve envolvido, havia utilizado mais de habilidades arcanas simples, centralizadas em projéteis mágicos disparados de seu escudo astral. Agora, diante daquela ameaça feroz e devastadora, tinha certeza plena de que teria que usar a sua força verdadeira em batalha, a força de um Guardião através de suas habilidades com sua katana. Fechou os olhos por alguns instantes e concentrou-se, buscando seu poder interior.&lt;br /&gt;O enorme gorila encontrava-se mais perto da Maga e preparou-se para atacá-la quando Lehvinia, logo após canalizar suas magias nos orbes, começou a lançar a uma distância segura projéteis de gelo e fogo alternados, de forma a distrair o monstro e impedir assim que ele conseguisse se aproximar rapidamente.&lt;br /&gt;- Vou tentar manter ele distante o máximo que puder. – gritava a Maga, enquanto disparava seus projéteis em sequências rápidas. Enquanto disparava suas magias, Lehvinia percebeu que o monstro tombava um pouco para trás, mas permanecia impassível, tentando aproximar-se ferozmente deles. – Não consigo deter ele por muito tempo!&lt;br /&gt;Vohldrik percebeu que seu irmão estava concentrado, buscando transceder seu poder arcano interior, e então decidiu por conta própria intervir na situação para livrar Lehvinia do perigo iminente. Empunhando sua montante, velozmente e de forma inacreditavelmente ágil, saltou entre os troncos de árvores próximas, indo em direção ao perigo desafiador. Então saltou muito perto do gorila, e a poucos metros, parou diante dele, e saltou no ar corajosamente rodopiando. Ao cair no chão, cravou determinado sua montante na terra, como que buscando o poder da terra, e então ergueu sua poderosa arma fazendo o chão de abrir próximo ao gorila e acertando com um golpe certeiro. Dessa vez o monstro tombou alguns metros para trás, atingindo mais árvores que estavam mais atrás. Vohldrik permaneceu em seu lugar, segurando sua montante, enquanto Lehvinia, que até então não havia parado de lançar seus projéteis, cessou sua ataque ao ver o monstro caído no chão. Porém, o gorila ergueu-se completamente possesso de fúria, com seu olhar cada vez mais aterrorizante. Vohldrik preparava-se para lançar outro golpe contra o monstro, mas esse foi mais rápido dessa vez, e o atingiu com seu enorme braço, fazendo com que o jovem guerreiro voasse alguns metros, atingindo o tronco grosso de um pinheiro.&lt;br /&gt;- Vohldrik! – gritou Mehldrik assustado, agora de pé, empunhando desafiadoramente sua katana e seu escudo astral.&lt;br /&gt;- Eu estou bem! – disse Vohldrik, enquanto se levantava um pouco tonto ainda. – Ele pensa que pode me derrubar assim tão fácil.&lt;br /&gt;Lehvinia iniciou novamente a sequência de projéteis de gelo e fogo contra a enorme aberração, enquanto Hevelin partiu em direção ao gorila, cujos olhos pareciam queimar com aquela sua luminosidade vermelha. A duelista empunhou suas katanas, e estava atento aos ataques do monstro, esquivando-se com uma rapidez surpreedente dos pedaços de troncos de árvores que eram arremessados contra ela. Assim que conseguiu aproximar-se, projetou seus golpes certeiros, a Espiral Fantasma e o Corte da Lua Gêmea, deixando o monstro atordoado um pouco, mas não o suficiente. Transtornado pelos ataques da duelista, o gorila também acabou atingindo Hevelin com seu punho fechado, o que fez a duelista voar diretamente de encontro às árvores, caindo desacordada. &lt;br /&gt;- Hevelin! – Lehvinia soltou um grito. Pressentiu a gravidade da situação, e assim que parou de atacar o gorila, teleportou-se para o local onde a duelista estava caída inerte. Mehldrik correu ao encontro das duas e questionou a maga a respeito de Hevelin.&lt;br /&gt;- Ela está bem? – perguntou Mehldrik enquanto examinava o pulso da duelista.&lt;br /&gt;- Está apenas inconsciente. Mesmo assim, vou ministrar uma cura regenerativa nela, para reverter qualquer dano que ela tenha sofrido. – explicou Lehvinia.&lt;br /&gt;Mehldrik virou-se e viu seu irmão que tentava distrair o gorila, correndo para o lado oposto onde se encontravam. O Guardião então ergueu-se e correu na direção do monstro.&lt;br /&gt;- Vohldrik, distraia ele o máximo que você puder! Esgote as forças dele para que eu possa atacá-lo somente uma vez e acabar com ele – gritou Mehldrik, enquanto corria na direção da batalha.&lt;br /&gt;- Não será muito difícil! – respondeu Vohldrik, que depois da queda diante do primeiro ataque do gorila, estava agora mais atento e esperto, não deixando o imenso peludo o atingir novamente. Desferiu mais alguns golpes com sua montante, fazendo o monstro tombar de lado ferido dessa vez. Quando percebeu seu irmão aproximando-se, afastou-se e deu espaço para as investidas poderosas do Guardião Arcano.&lt;br /&gt;Mehldrik começou a sentir sua energia arcana fluindo no braço em que empunhava sua katana, uma energia que precisava ser liberada de alguma forma. Aproximou-se do enorme monstro feroz, e imediatamente arrastou a ponta de sua katana no chão ao seu redor, criando uma espécie de círculo faíscante e luminoso que o envolveu semicircularmente da direira para esquerda. Sua força arcana se intesificou e pulsou com força dentro de seu íntimo, e Mehldrik soltou o golpe de baixo para cima, atingindo o enorme macaco peludo em cheio, mas este ainda conseguiu se projetar para frente, suportando o golpe, e mesmo ferido tentou acertar Mehldrik com seu enorme punho fechado com golpes que pareciam imensas marteladas perigosas que apenas acertaram o chão, rachando tudo ao redor. O jovem Guardião desviou-se das investidas do gorila, não hesitou e continuou com seu ataque, e dessa vez aplicou no monstro o golpe Tempestade da Destruição. Atacou implacavelmente o gorila, não dando a este qualquer chance de um contra-ataque. Sua katana parecia ter vida própria, desferindo contra o inimigo golpes incrivelmente rápidos e tão poderosos que acabavam gerando uma confluência de raios que atingiam mortalmente o monstro. Completamente ferido e com as forças esgotadas pelo ataque de Mehldrik, o imenso gorila permaneceu alguns segundos imóvel. Seus olhos, antes luminosos e flamejantes, agora estavam negros e apagados, e então finalmente o gigante peludo tombou morto para trás. Mehldrik havia parado de golpeá-lo, e afastou-se a tempo de ver o perigoso monstro cair como uma pedra enorme bem à sua frente.&lt;br /&gt;Vohldrik aproximou-se do irmão, que agora demonstrava certo cansaço físico pela sequência de golpes desferidos utilizando-se de sua força arcana interior, e perguntou-se se ele estava bem. Mehldrik, com a respiração um pouco ofegante, olhou para o seu irmão guerreiro e apenas acenou com a cabeça em sinal afirmativo. Observaram silenciosos durante um certo tempo o imenso corpo do gorila morto caido na neve, e então voltaram caminhando para onde estavam Lehvinia e Hevelin, que já estava consciente, mas permanecendo sentada, queixando-se estar meio tonta ainda.&lt;br /&gt;- Ela está bem, apenas tonta ainda pois o golpe foi muito forte – explicava Lehvinia, enquanto terminava de ministrar seu poder de cura regenerativa na duelista.&lt;br /&gt;- Estou preocupado. – disse Mehldrik – Precisamos sair daqui o mais rápido possivel. Não sabemos o quanto essa batalha aqui possa ter atraido a atenção de gorilas próximos.&lt;br /&gt;- Hevelin consegue se levantar? – perguntou Vohldrik&lt;br /&gt;- Acho que consigo sim – respondeu a duelista, tentando ficar de pé – Estou melhor, graças a Lehvinia. Mas Mehldrik tem razão. Temos que sair daqui antes que outros gorilas apareçam.&lt;br /&gt;- Igual àquele ali creio que não deva aparecer. Eu acreditava que esse gorila imenso não passasse de uma lenda criada por todos daqui da região. Nunca cheguei a ver um desses, até hoje... – Mehldrik novamente olhou para o local onde o monstro jazia morto – Por um momento cheguei a pensar que não conseguiria acabar com ele.&lt;br /&gt;- Felizmente você conseguiu, mano – disse Vohldrik sorrindo, tentando animar o irmão – E estamos todos vivos, agora só precisamos nos apressar e chegar logo ao condado, pois não estamos muito longe.&lt;br /&gt;- Só precisamos sair das montanhas e encontrar a estrada que leva até Tundra Infame. – disse Lehvinia.&lt;br /&gt;- Não devemos estar muito distante – afirmou Mehldrik – Devemos continuar naquela direção, e em mais algumas horas de caminhada alcançaremos a estrada.&lt;br /&gt;Passado mais alguns momentos, Hevelin confirmou a todos estar mais disposta. A tontura havia passado, e ela sentia-se revigorada novamente, após ser tratada com a cura regenerativa de Lehvinia. Olharam ao redor uma última vez, pois queriam ter certeza de que não seriam novamente pegos de surpresa por algum outro tipo de perigo iminente. Mehldrik observou por entre as árvores, e viu o ponto exato onde estavam conversando antes do momento em que o enorme gorila havia surgido. Então apontou a direção a ser seguida, chamando os demais para não perderem mais tempo parados ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-8330095155050797014?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/8330095155050797014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/04/capitulo-xvi.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/8330095155050797014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/8330095155050797014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/04/capitulo-xvi.html' title='Capitulo XVI'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-7985970088711799377</id><published>2010-04-18T16:50:00.003-03:00</published><updated>2010-05-07T14:55:03.521-03:00</updated><title type='text'>Capítulo XV</title><content type='html'>O dia parecia ter clareado naquele momento por sobre o Condado de Tundra Infame. A nevasca cessou, tempo abriu, e as nuvens se afastaram, abrindo espaço para as paisagens distantes se discortinarem no horizonte distante. Da janela de seu escritório no prédio do Comando Central das Forças Armadas de Tundra Infame, o Instrutor Oficial O’Conner apreciava os montanhas distantes que rodeavam todo o condado. Observava toda aquela paisagem pensativo, enquanto degustava uma xícara de chá quente. Atrás de si, sobre sua mesa, uma pilha de papéis indicavam que seu trabalho era realmente constante e interminável. Convocações de recrutas pendentes, processos de missões em aberto, liberação de cartões de teletransporte de uso exclusivo das forças militares. Tudo para ser analisado, revisto e liberado após sua assinatura. O’Conner virou-se e olhou a pilha de papéis diante de si, soltou um suspiro e voltou seu olhar para as montanhas ao longe. Degustou mais um gole de chá, enquanto imaginava como estaria o andamento das últimas missões as quais considerava as mais importantes até o momento. Os recrutas graduados que ele havia convocado tinham deixado Tundra Infame há alguns dias e desde então não tivera mais qualquer notícia ou retorno sobre os progressos feitos. Estava um pouco temeroso quanto ao desenrolar dos fatos, mas continuava com um olhar impassível em um rosto que não deixava transparecer qualquer sinal de um possível sentimento de insegurança quanto às suas decisões tomadas. Imerso em seus pensamentos, concentrava-se nas próximas ações que tomaria caso as missões falhassem, quando alguém bateu em sua porta. Era um jovem recruta trazendo notícias. Após bater leve continência, permaneceu próximo à porta.&lt;br /&gt;- Oficial O’Conner, acabamos de ser informados que os recrutas graduados convocados pelo senhor para uma missão aqui no continente acabaram de retornar.&lt;br /&gt;Ao ouvir essa notícia, O’Conner permaneceu imóvel, olhando pela janela. Sentiu certo alívio ao saber do retorno dos recrutas, apesar de não saber se a missão foi bem sucedida ou não. &lt;br /&gt;- Eu agradeço a informação, meu jovem. Avise a eles que já estou a caminho para falar com ele. Conduza-os até a sala de reunião.&lt;br /&gt;Assim que o jovem recruta deixou sua sala, ele virou-se e sentou em sua cadeira. Calmamente, revistou a pilha de papéis sobre a mesa, procurando o documento de uma missão em específico. Assim que achou, abriu a pasta e fez uma breve leitura de todos os procedimentos da missão, bem como dos recrutas graduados que haviam sido convocados. Era uma tarefa arriscada e difícil, e O’Conner sabia perfeitamente que poderia sofrer perdas caso os recrutas não tivessem êxito. Todos na região do condado estavam em perigo com aquelas hordas de zumbis se aproximando cada vez mais. Mais uma vez olhou atentamente para o documento da missão. Ali estavam os nomes dos dois recrutas graduados convocados. Eram Drakonyh, da região de Spine, e Amarantys, da região de Areshand, ambos no Continente de Pastur.&lt;br /&gt;O’Conner levantou-se, ajeitou-se em seu fardão militar, deixou seu escritório e se dirigiu então para a Sala de reuniões um andar abaixo. Ao chegar à porta, um soldado que estava de prontidão à entrada bateu continência e deu passagem para o Instrutor. O ambiente tinha poucos móveis, uma mesa redonda ao centro com alguns assentos, e era bem iluminado pelas janelas altas. Ao perceberem a entrada de O’Conner no recinto, Drakonyh e Amarantys levantaram-se em sinal de respeito, mas não bateram continência. O Instrutor Comandante de Tundra Infame aproximou-se dos dois na expectativa de receber boas notícias sobre a missão. Não demorou em iniciar a conversa.&lt;br /&gt;- Recruta Drakonyh, recruta Amarantys. Sejam bem vindos de volta. Confesso que fiquei apreensivo com o desfecho da missão que foi confiada a vocês dois, dado o grau de perigo da mesma. &lt;br /&gt;- Comandante, informamos ao senhor que obtivemos êxito no objetivo da missão e conseguimos coletar a amostra de sangue. – disse Drakonyh num tom de voz formal. Logo em seguida, Amarantys estendeu a mão, mostrando o pequeno frasco transparente contendo um líquido vermelho viscoso, entregando-o para O’Conner.&lt;br /&gt;- Não tivemos dificuldades em encontrá-los – comentou a jovem arqueira.&lt;br /&gt;- Então as informações referente a localização da horda de zumbis de fato procedia? – perguntou o Comandante Instrutor.&lt;br /&gt;- Exatamente – respondeu Amarantys – Nós os encontramos mais próximos dos limites das colônias da região, como informava os relatórios anteriores. &lt;br /&gt;- As hordas que encontramos eram realmente muito numerosos em zumbis, senhor - disse Drakonyh – Isso confirma também a informação de que a população deles tem crescido vertiginosamente.&lt;br /&gt;Enquanto ouvia as explicações dos dois, O’Conner pegou delicadamente o pequeno frasco transparente e o levantou diante de seu rosto, colocando-o contra a claridade que vinha das janelas. Olhou atentamente e de perto o líquido vermelho, que deixava levemente resplandecer uma sutil luminosidade.&lt;br /&gt;- Senhor, durante nossa missão encontramos um outro grupo nas montanhas da região. Segundo nos relataram, eles estavam seguindo rastros de pessoas desaparecidas. – revelou Drakonyh.&lt;br /&gt;O Instrutor Comandante esboçou uma leve expressão de surpresa em seu rosto, como se aquela informação dita pelo Espadachim o fizesse lembrar de algo importante relacionado a algumas outras missões das quais tinha conhecimento. Entretanto, não se aprofundou em questionamentos referentes àquele comentário feito por Drakonyh, pois sua atenção estava voltada para a missão bem sucedida daqueles recrutas graduados.&lt;br /&gt;- Realizaram sua missão de forma extremamente competente – disse O’Conner de maneira contida – Agora enviaremos essa amostra coletada para nossa equipe de cientistas examinarem. E precisarei de um relatório completo de vocês sobre esta missão para o mais breve possível.&lt;br /&gt;Dito isso, o Instrutor Comandante guardou o minúsculo frasco em um bolso de seu fardão e retirou-se da sala. Assim que O’Conner não estava mais presente, Drakonyh soltou um suspiro e cruzou os braços, mostrando um claro comportamento de descontentamento com relação ao último pedido do Comandante.&lt;br /&gt;- Eu odeio essa parte burocrática – resmungou em voz baixa. – Deixo isso para você, Amarantys. – o Espadachim soltou um leve sorriso de canto de boca.&lt;br /&gt;- Você, como sempre, fugindo das responsabilidades. – retrucou Amarantys.&lt;br /&gt;- Não me interessa todas essas papeladas. O que importa pra mim é estar em campo, enfrentando desafios, colocando minhas habilidades em prática. Afinal, não aprendi tanta coisa pra ser desperdiçada assim, não é mesmo? – continuou sorrindo o Espadachim.&lt;br /&gt;- Debochado como sempre. – respondeu Amarantys, enquanto se dirigia para a janela e observava os prédios de Tundra Infame e as montanhas que cercavam aquele condado. – E quanto ao pessoal que acompanhamos? Será que foi certo o que fizemos? &lt;br /&gt;- Você se preocupa demais. Eles conseguirão chegar aqui no condado, todos são corajosos e determinados.&lt;br /&gt;- Eu me preocupo porque tudo o que aconteceu estará em nosso relatório. Não podemos omitir os fatos, principalmente porque informamos o Comandante O’Conner a respeito. E se eles não conseguirem sobreviver? – explicou Amarantys.&lt;br /&gt;- Então você acha que não foi uma boa idéia termos relatado esse encontro com o Comandante? – questionou Drakonyh.&lt;br /&gt;- Não tenho certeza, mas se eles não conseguirem chegar no condado, o Exército vai investigar e nós estaremos no meio dessas investigações. E isso pode não ser bom para a gente.&lt;br /&gt;Amarantys e Drakonyh se entreolharam por alguns segundos e parecem ter chegado às mesmas conclusões. Ambos tinham suas ambições pessoais de carreiras promissoras dentro das Forças Armadas e aquele fato em especial poderia ser uma mancha em seus currículos.&lt;br /&gt;- Deveríamos ter ficado com eles e seguido todos juntos. – balbuciou Amarantys. – Acho que nossa decisão foi errada. E agora temos que torcer para que eles consigam chegar aqui em segurança. – A arqueira permaneceu olhando pela janela durante algum tempo para as montanhas no horizonte, aquelas mesmas montanhas onde agora caminhavam Mehldrik, Hevelin, Vohldrik e Lehvinia, tentando transpor todos os obstáculos para chegarem o mais rápido possível ao condado de Tundra Infame.&lt;br /&gt;Os quatro caminhavam com dificuldade pela neve espessa que cobria os caminhos entre as montanhas altas. O tempo havia melhorado um pouco, mas não o suficiente para facilitar a locomoção por aquelas estradas. O jovem guerreiro caminhava ao lado do irmão e o questionou sobre a decisão tomada por Mehldrik sobre a utilização das pedras guia.&lt;br /&gt;- Tem certeza de que era aquilo mesmo que deveria ser feito? Entregar as duas pedras para aquele Espadachim e aquela Arqueira?&lt;br /&gt;- Eles estavam em uma missão importante e tiveram êxito. Coletaram um material valioso para pesquisa e precisavam voltar logo para o condado. – explicava Mehldrik – Considero justo, já que não tivemos a mesma sorte com nossas missões. Eu precisava resgatar e levar Skaild em segurança de volta ao condado e falhei. Você e Lehvinia não conseguiram encontrar Kashu.&lt;br /&gt;- Mas temos informações importantes – respondeu Vohldrik – Você e Hevelin confirmaram o local do esconderijo da Guild dos Ladrões e as Forças Armadas de Tundra Infame poderão agir e prender todos os que ficaram soterrados e presos naquela mina.&lt;br /&gt;- Não acho isso suficiente. Skaild tinha informações realmente importantes que podem esclarecer os desaparecimentos em toda Nevareth, e deixamos ele escapar.&lt;br /&gt;- Seu irmão não precisa ficar se culpando pelo que aconteceu. – disse Lehvinia, que acompanhava os irmãos de perto e escutou a conversa deles. – O esforço dele foi recompensado com as informações que conseguimos, como a confirmações do esconderijo, e o resgate de Skaild. Sem a determinação e a coragem dele e de Hevelin, acredito que Skaild estaria preso até agora e sob risco de morrer nas mãos dos ladrões.&lt;br /&gt;- Eu discordo – retrucou Helevin, que caminhava um pouco mais distante – Tinhamos missões a cumprir, e não conseguimos cumprir nossos objetivos. Em parte eu entendo o que Mehldrik quer dizer.&lt;br /&gt;Mehldrik parou de caminhar, parecendo sentir-se incomodado com aquela conversa toda. Todos pararam um pouco surpresos, sem saber o motivo daquela atitude do jovem Guardião. Ele então decidiu dar um ponto final naquele assunto. Virou-se para os outros com o intuito de esclarecer possíveis dúvidas referentes às decisões tomadas por ele, principalmente no que dizia respeito sobre ter dado as duas pedra guias para Drakonyh e Amarantys.&lt;br /&gt;- Entendam de uma vez por todas. Nós não conseguimos concluir nossas missões, diferente de Drakonyh e Amarantys. Eles tinham um material importante em mãos que deveria chegar o mais rápido possível ao Condado. Nós falhamos em missões que nos foram confiadas por pessoas importantes em Nevareth.&lt;br /&gt;- Mas conseguimos informações importantes – disse Lehvinia.&lt;br /&gt;- Skaild era mais importante do que todas essas informações que temos agora. Ele sabe de muita coisa que não sabemos... – havia algo de tenso na voz de Mehldrik, e sua última frase foi seguida por um silêncio enigmático, como se cada um ali estivesse procurando entender o posicionamento e o pensamento do outro sobre o assunto. Mas o tempo foi passando, e aqueles segundos de silêncio se tornaram mais enigmáticos ainda. Todos se entreolharam confusos, pois eles pareciam não estar mais pensando sobre o assunto, mas sim, tentando decifrar um barulho meio rouco e abafado que parecia distante, mas que crescia gradativamente. Parecia um rugido, e estava ali próximo.&lt;br /&gt;- Acho melhor a gente discutir isso depois. – disse Vohldrik, enquanto olhava fixo para algo enorme que surgiu em um barranco logo acima deles.&lt;br /&gt;Todos seguiram o olhar fixo de Vohldrik e olharam para trás. Eles não podiam acreditar no que estava diante deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-7985970088711799377?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/7985970088711799377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/04/capitulo-xv.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/7985970088711799377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/7985970088711799377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2010/04/capitulo-xv.html' title='Capítulo XV'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-3328629680676248141</id><published>2009-07-26T13:23:00.000-03:00</published><updated>2009-07-26T13:24:16.605-03:00</updated><title type='text'>Capitulo XIV</title><content type='html'>Sem perder tempo, todos seguiram caminho pelo lago congelado. A neve que caía escondia a grossa camada de gelo de pouco mais de 15 centímetros que se estendia sob seus pés e seguia em direção até onde a vista alcançava. E no momento, ninguém conseguia enxergar mais do que 100 metros à frente, por culpa daquela nevasca que desenhava todo o clima daquela região de Tundra Infame. Temendo que alguém acabasse se perdendo naquela imensidão branca e gelada, Mehldrik orientou a todos que permanecessem juntos, andando em grupo. A nevasca tornou-se mais constante e forte, com rajadas de ventos que dificultavam a movimentação pela neve espessa. Todos procuraram se proteger daquele clima extremamente frio agasalhando-se da melhor maneira que podiam, usando suas mantas com capuz e luvas grossas feitas com pele de lincorne  pelos melhores artesãos das regiões de Tundra Infame. Ocasionalmente, durante aquela jornada perigosa pelo lago congelado, podiam ouvir ao longe uivos tenebrosos de lobos zumbis, andando em matilhas desesperadas à procura de comida.&lt;br /&gt;Estavam andando há algumas horas, quando Vohldrik avistou ali próximo algo se mexendo por debaixo da neve, em um pequeno monte formado ali.&lt;br /&gt;- Pessoal, tem alguma coisa se mexendo ali. – disse o jovem guerreiro, apontando à sua esquerda.&lt;br /&gt;- Espere, Vohldrik, fique aí. – alertou Mehldrik – Não sabemos o que pode ser. Fiquem aqui. – O Guardião Arcano caminhou em direção ao local vagarosamente, apenas empunhando sua katana.&lt;br /&gt;Havia algo ali realmente, e se mexia sem parar. Era um solitário e inquieto lebrecorne, que remexia sem parar a neve, lançando-a com suas minúsculas patas para todos os lados. O pequenino animal, cujo pêlo branco era uma ótima camuflagem contra os predadores, repentinamente parou, como que sentindo cheiro de perigo próximo dele, levantando suas enormes e pontudas orelhas, tentando captar algum tipo de som que denunciasse a presença de um possível inimigo. Coçou o nariz, e congelou o olhar na direção de Mehldrik e dos outros que estavam ali perto. O lebrecorne permaneceu parado, a princípio paralisado de medo, mas não demorou muito para ele sair pulando em disparada e desaparecer na imensidão de neve.&lt;br /&gt;- Era apenas um lebrecorne – disse Mehldrik, sem se virar. Ainda estava olhando atentamente aquele monte ali perto dele. Havia algo mais ali, e talvez o pequeno animal estivesse remexendo aquele monte à procura de comida ou algo que tenha atraído sua atenção. Aproximou-se com certa cautela, para enxergar melhor o que seria aquilo caído e quase coberto pela neve.&lt;br /&gt;- Vamos embora então. É melhor não perder mais tempo. – disse Drakonyh contrariado. – Não suporto mais ver tanta neve. Até meus pensamentos congelaram.&lt;br /&gt;- Não sou muito de concordar com qualquer um, mas Drakonyh tem razão. – opinou Hevelin – Não podemos perder mais tempo.&lt;br /&gt;- Agradeço que tenha concordado comigo, minha amiga – o espadachim soltou um leve sorriso – Apesar de não me dar bem com a maioria dos duelistas que conheço, você tem uma personalidade com a qual simpatizei.&lt;br /&gt;- Não se preocupe – respondeu a duelista, de cara fechada – Concordei contigo apenas porque você disse uma verdade, e não para agradar você. Também não sou de muita amizade com espadachins arcanos.&lt;br /&gt;Drakonyh sentiu-se desarmado com a resposta, mas continuou sorrindo, meio sem graça. Estava quase chegando à conclusão de que não tinha mesmo sorte com qualquer tipo de amizade com duelistas.&lt;br /&gt;- É... pelo menos valeu a tentativa. – disse o espadachim, dando de ombros, ainda sorrindo sem graça.&lt;br /&gt;- Pessoal, esperem um pouco. – interrompeu Mehldrik, com uma voz um pouco tensa. – Acho que encontrei algo aqui.&lt;br /&gt;- O que você encontrou? – perguntou Lehvinia, com ar de extrema curiosidade.&lt;br /&gt;- Não sei ainda, mas acredito que não seja algo bom.&lt;br /&gt;Mehldrik aproximou-se mais, e ajoelhou-se sobre aquele pequeno monte. O lebrecorne havia espalhado um pouco da neve ao redor. O guardião arcano decidiu tirar mais um pouco da neve, afastando com as mãos, e à medida que foi limpando o local, revelou-se diante dele o corpo inerte e congelado de uma pessoa.&lt;br /&gt;- É um corpo. – disse Mehldrik, sem rodeios.&lt;br /&gt;- O que? – assustou-se Lehvinia – Um corpo? Como assim um corpo?&lt;br /&gt;- Está morto? – questionou Amarantys rapidamente.&lt;br /&gt;- Sim. – respondeu Mehldrik, depois de analisar a pulsação. – Pelas vestimentas, acredito que era um comerciante errante.&lt;br /&gt;- Será que foi atacado por algum animal? Gorilas, pantrocornes? – indagou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Não, pois não tem marcas de feridas. Suas roupas não estão rasgadas, e nem existe rastro de sangue ao redor dele. – Mehldrik foi escavando ao redor daquele corpo, enquanto investigava mais sobre a possível causa da sua morte. – Provavelmente deve ter morrido por causa do frio excessivo. Mas tem algo de estranho aqui.&lt;br /&gt;- O que mais de estranho pode haver em se morar num lugar onde você pode morrer de frio? – retrucou Drakonyh. – Não entendo como as pessoas podem morar num lugar como esse.&lt;br /&gt;- Não sei explicar direito. – disse Mehldrik, enquanto olhava intrigado para o rosto daquele comerciante morto. A expressão congelada deixada por aquele pobre coitado antes de morrer era de puro pavor, como se tivesse visto algo horrendo, maligno. – O olhar dele congelado, é como se ele tivesse visto a morte em pessoa.&lt;br /&gt;Mehldrik revirou os bolsos do casaco e o bornal de couro que estava preso pela alça ao corpo do comerciante. Entre cadernetas de anotações, mapas da região, um pequeno aparelho antigo de GPS e amostras de peles de diversos animais catalogados em pequenos frascos, o jovem guardião encontrou um saquinho de veludo cor de vinho. Dentro dele havia duas pequenas pedras de quartzo de cor dourada opaca, lapidadas com faces hexagonais. Eram duas pedras guia. Elas eram feitas com o quartzo dourado, um tipo de mineral encontrado nas profundezas de algumas das minas daquela região e que tinha um tipo de poder bastante incomum e que foi descoberto pelos alquimistas que tentaram utilizá-la pela primeira vez para outras finalidades. Aquele quartzo tinha o poder de teleportar as pessoas para locais e lugares onde houvesse maior concentração do mesmo mineral. Por causa disso, muitos dos maiores condados de Nevareth ergueram, em suas praças principais, diversas estátuas e monumentos feitos de quartzo dourado, com o propósito de concentrar o poder de teleporte liberado pelas pedras guia para quem as utilizasse. Inicialmente, esse tipo de teleporte passou a ser utilizado por comerciantes, viajantes errantes, mensageiros e diversos membros dos Conselhos de Oficiais dos condados mais importantes. O seu uso era simples, bastava segurar a pequena na mão fechada, imaginar o local para onde quisesse ir e dizer apenas “Retornar”. Cada pedra podia ser utilizada apenas uma vez, e após seu uso, desaparecia por completo.&lt;br /&gt;- Encontrei um pequeno aparelho de GPS, mas parece quebrado. – Mehldrik tentou fazê-lo funcionar, mas sem sucesso. O portátil aparelho tinha rachaduras no monitor e estava inutilizado completamente. – Ele poderia nos ser muito útil se funcionasse. Em compensação, encontrei duas pedras guias.&lt;br /&gt;Após dizer isso, um estranho assobio soturno pairou no ar, deixando todos em estado de alerta. O assobio cresceu assustadoramente e se transformou em gritos agudos de pavor. Mehldrik, ainda ajoelhado ao lado do corpo inerte, olhou para o lado e viu um vulto negro descendo rapidamente dos céus numa espiral de fumaça negra vindo em sua direção.&lt;br /&gt;- Protejam-se! – gritou para os outros, antes de cair de costas contra a neve. Rapidamente pegou seu escudo astral, ativando-o a tempo de rebater aquela espiral de fumaça que vinha ao seu encontro, lançando-a de volta para o ar.&lt;br /&gt;Imediatamente, todos se jogaram no chão, tentando proteger-se daquelas ameaças que agora voavam sobre suas cabeças perigosamente. Eram diversas sombras mortais, espectros de espíritos malignos que tinham como único objetivo sugar as almas de pessoas vivas.&lt;br /&gt;- Mas o que diabos é isso agora? – gritou Drakonyh, que após se jogar assustado ao chão, ajoelhou-se para tentar enxergar o que era aquilo que os estavam atacando. Balançava as mãos de maneira nervosa, como se estivesse tentando afastar moscas perturbadas de sua cabeça. – Já não bastavam zumbis horríveis e gorilas branquelos, e agora me aparecem fumaças assassinas?&lt;br /&gt;- O que são essas coisas voando sobre a gente? – perguntou Amarantys, um pouco assustada.&lt;br /&gt;- São sombras mortais. – respondeu Vohldrik. – Espíritos errantes. Eu nunca tinha visto um, mas sempre ouvia meu pai contando histórias horríveis sobre esses sugadores de almas.&lt;br /&gt;- Temos que afastá-los daqui. – disse Hevelin. – Eu tenho quase certeza de que aquele pobre coitado ali foi morto por essas coisas.&lt;br /&gt;- Permaneçam abaixados. – continuou alertando Mehldrik. – Vamos armar um ataque para afastá-los daqui.&lt;br /&gt;Lehvinia estava jogada ao chão em meio aos outros, mas contrariando o pedido de Mehldrik, repentinamente ela sentiu sua Força Arcana pulsar firme dentro de si, o que a fez levantar-se ágil. Todos olharam espantados para a jovem maga, que tirou as luvas de suas mãos, colocou as orbes e com apenas um gesto determinante com a mão direita, liberou o poder de sua força espiritual em uma aura iluminada e vibrante em ventos que a rodeavam por completo e que podiam ser vista por todos.&lt;br /&gt;- É isso mesmo o que estou vendo? – indagou Amarantys, meio confusa. – Ela liberou a própria aura?&lt;br /&gt;- Pode ter certeza que sim. – respondeu Drakonyh, com um sorriso de canto de lábio. – Agora vai ficar realmente excitante isso aqui. – Amarantys encarou o espadachim com ar de espanto, mas sua atenção logo se voltou para Lehvinia, envolvida naquela aura luminosa e envolvida pela força espiritual do elemento Vento. As maléficas Sombras Mortais começaram a rodopiar rapidamente no ar ao seu redor, girando em perigosas espirais de fumaça negra. Momentaneamente, elevaram-se um pouco mais nas alturas, para logo em seguida descer com toda força e fúria sobre a Maga possuída em Aura liberta. Lehvinia então começou a concentrar a sua energia astral em diversos elementos, entre, água, fogo, terra e ar, que surgiam ao seu redor, concentrando-se em suas mãos equipadas com as orbes. Ela, então, iniciou o ataque contra aquelas sombras, lançando em sua direção sequências controladas de canhões de gelo, fogo e terra, ora com uma mão, ora utilizando as duas para potencializar mais o poder de ataque. Com sua Aura liberta, Lehvinia podia sentir sua força arcana fluir com mais vigor e intensidade, liberando momentaneamente seu poder de forma incomum. Os canhões foram acertando em cheio aqueles malignos seres, ricocheteando alguns para bem longe e praticamente pulverizando outros mais fracos em pleno ar, até não sobrar qualquer vestígio. Duas daquelas sombras mortais recuaram e partiram pra cima de Mehldrik, que preparava-se para soltar, com seu escudo astral, canhões na direção dos mesmos. Porém, Lehvinia foi muito mais rápida e soltou dois canhões de gelo e fogo, fazendo as perigosas criaturas sumirem no ar acima do Guardião Arcano caído na neve. Mais alguns momentos e mais canhões, até que todas as Sombras Mortais desapareceram, deixando apenas leves cinzas pairando no ar, em meio à neve que caía. Logo após acabar com a ameaça que rondava a ela e seus amigos, Lehvinia sentiu o poder de sua Aura iluminada esvair-se mansa e sutilmente. Respirou profundamente e fechou os olhos por um momento, buscando um breve relaxamento após a liberação intensa de sua força arcana. Era o tempo exato de seus batimentos cardíacos voltarem à pulsação normal. Demorou alguns segundos até que todos tivessem certeza de que podiam se levantar sem perigo de qualquer outro ataque iminente. Amarantys aproximou-se de Lehvinia, tocando em seu ombro.&lt;br /&gt;- Você está bem? – perguntou a Arqueira Arcana.&lt;br /&gt;- Sim. – respondeu a Maga com um sorriso singelo e um olhar de agradecimento pela preocupação de Amarantys. – Estou apenas um pouco tonta, mas é uma sensação normal.&lt;br /&gt;- Fiquei muito admirada pela sua atitude. Você foi muito corajosa na decisão que tomou. – continuou Amarantys.&lt;br /&gt;- Garota, você foi sensacional! – bradou Drakonyh, empolgado com a cena que tinha acabado de presenciar. Demonstrava certa excitação por toda situação que acontecera ali, enquanto caminhava em direção de Lehvinia e segurava sua mão. – Você tem estilo, e a maneira como você encarou o perigo! Eu gosto disso!&lt;br /&gt;- Quanta empolgação desnecessária... – sussurrou Hevelin, no momento em que Mehldrik passava ao seu lado, que ouviu aquele comentário que a duelista claramente dirigia a Drakonyh. Ela parecia um tanto incomodada com aquela atitude meio espalhafatosa do espadachim, que não parava de elogiar Lehvinia, que também recebeu palavras de agradecimento do Guardião Arcano.&lt;br /&gt;Vohldrik, que durante o ataque das Sombras Mortais, manteve-se agachado, mas segurando sua montante em posição de possível ataque, aproximou-se da Maga, fincando com cuidado sua enorme arma em um pequeno monte de neve formado ali. Sorrindo, estendeu a mão para Lehvinia em sinal de agradecimento. Não disse uma palavra sequer a ela, apenas continuou sorrindo, enquanto apertavam as mãos. A Maga retribuiu o gesto, lançando também um sorriso para o jovem guerreiro. Permaneceram os dois naquele breve momento de gratidão até que a voz um pouco tensa de Mehldrik os trouxe de volta para a perigosa realidade que os cercava naquele momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-3328629680676248141?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/3328629680676248141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/07/capitulo-xiv.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/3328629680676248141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/3328629680676248141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/07/capitulo-xiv.html' title='Capitulo XIV'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-2705228177416715307</id><published>2009-07-16T20:19:00.000-03:00</published><updated>2009-07-16T20:20:15.460-03:00</updated><title type='text'>Capitulo XIII</title><content type='html'>Mehldrik caminhava sozinho em meio à floresta coberta de gelo e dominada por aquele clima frio. Tentava se aquecer esfregando as mãos uma contra a outra, enquanto olhava ao redor com uma expressão confusa e desnorteada. Não fazia idéia de onde estava, e nem imaginava onde estavam todos os outros. Seu irmão Vohldrik, Hevelin, Lehvinia, todos haviam sumido, e ele não sabia do paradeiro deles. Andava olhando para os lados um pouco assustado com essa situação, tentando se lembrar onde e quando se perdeu, mas sua mente parecia entorpecida por um esquecimento repentino e estranho. A escuridão da noite foi dando lugar a um amanhecer manso e gélido. Nevava sutilmente quando ele avistou ao longe, entre as árvores, uma cabana, que lhe pareceu familiar. Era a cabana de seus pais, onde ele havia passado os melhores anos de sua infância. Uma sensação de nostalgia o dominou completamente, misturado a um sentimento de esperança, que inundou ainda mais seu espírito quando ele ouviu vozes ao longe, que pareciam vir da cabana. Seriam seus pais que haviam retornado enfim e estariam esperando pelos seus filhos? As vozes eram alegres, pareciam conversar animadamente, soltando risadas gostosas. Mehldrik parou por um instante, olhando para os lados. Soltou um sorriso, como se não acreditando em toda aquela situação. A cabana ainda estava um pouco distante, e a neve que caía dificultava um pouco a visão, mas ele conseguia enxergar pessoas na frente da cabana, conversando, rindo.&lt;br /&gt;Começou a correr em direção à cabana. Não conseguia conter sua ansiedade em reencontrar seus pais. Mehldrik esperava por esse dia há muito tempo. As vozes ficavam mais próximas, e sua ansiedade só aumentava. A voz de seu irmão Vohldrik tornou-se clara, e então Mehldrik correu mais rápido ainda. Um arrebatamento alegre tomava conta de todo seu espírito, enquanto vencia toda aquela neve e corria por entre as árvores. Nada o impediria de reencontrar seu irmão e seus pais. Seu irmão gritava seu nome. Entretanto, Mehldrik percebeu algo estranho. Por mais que corresse em direção à cabana, não conseguia chegar. Seus passos começaram a ficar pesados, e suas pernas pareciam afundar mais e mais naquela neve toda. Seu irmão continuava gritando seu nome e acenava. Quando parecia se aproximar um pouco, então conseguiu visualizar um pouco mais a cena à sua frente, e o que viu foi tão atordoante que cessou seus passos de maneira instantânea. Seus pais e seu irmão não estavam conversando alegremente, mas pedindo ajuda desesperados, tentando se defender de gorilas brancos enfurecidos. Seu irmão continuava gritando, chamando seu nome insistentemente, enquanto Mehldrik, atônito, sentiu um desespero tomar conta de si. Tudo ao seu redor começou a se dissipar de maneira alucinante, como que levada por sopros gelados de uma nevasca repentina e violenta, girando sem parar. Já não enxergava mais nada, e só conseguia ouvir a voz de Vohldrik gritando seu nome sem parar.&lt;br /&gt;Foi justamente nesse exato momento, onde realidade e sonho se confundem insistentemente, que Mehldrik acordou assustado, olhos arregalados, coração disparado, sendo pego de surpresa numa situação de alto risco. A angústia gerada pelo pesadelo agora foi substituída pela gravidade de perigo da realidade ao seu redor. Ao seu lado, a pequena fogueira que havia acendido na noite anterior já havia se consumido completamente, restando apenas cinzas. Todos haviam se levantado também assustados, correndo para a entrada da gruta. Ali próximo estava Vohldrik, cercado por um bando de gorilas brancos. Girando sua enorme montante em espirais rápidas, ele tentava se defender dos animais enfurecidos, enquanto gritava o nome de Mehldrik e dos demais, alertando-os para o perigo que havia se aproximado enquanto eles ainda dormiam.&lt;br /&gt;- Temos que sair daqui rápido! – gritava o jovem guerreiro, de maneira ofegante – Eles são muitos, e estão vindo mais descendo aquela colina!&lt;br /&gt;A visão era realmente bastante aterrorizante. Vários grupos de gorilas brancos desciam pelas encostas, pulando por sobre pedras, e se pendurando pelos galhos das árvores. Alguns, mais ágeis, davam saltos incríveis, de uma árvore para outra. Sem demora, Amarantys pulou sobre uma pedra, dando um salto acrobático para mais próximo de onde estava Vohldrik, ao mesmo tempo em que invocava seu arco astral, descarregando com extrema rapidez vários disparos de flechas das sombras contra os gorilas que se aproximavam enraivecidos.&lt;br /&gt;- Corram enquanto tento retardá-los um pouco! – Amarantys fez um sinal apontando à sua direita, onde havia uma trilha descendo logo após a gruta. Todos seguiram a orientação da arqueira e correram para o local indicado, menos Drakonyh, que com passos largos foi em direção de onde estava a arqueira. – O que você faz aqui, seu louco?&lt;br /&gt;- Você acha que eu iria perder essa oportunidade? – disse o espadachim, soltando um sorriso, antes de correr na direção dos gorilas. – Isso aqui vai ser muito divertido!&lt;br /&gt;Enquanto Amarantys continuava disparando de maneira frenética suas flechas sombrias, Drakonyh saiu em disparada, e com movimentos rápidos chegou o mais próximo que podia da horda de gorilas. Empunhando sua espada de lado, Drakonyh parou e olhou fixamente para o primeiro grupo de monstros bem à sua frente. As pupilas de seus olhos sutilmente desapareceram por detrás de retinas prateadas, enquanto ele levantava sua mão esquerda, centralizando seu poder astral no cristal que estava preso a ela. Como que em transe, Drakonyh canalizou toda sua energia em seu pulso, lançando-a como um pó maligno e letal contra os gorilas, enfraquecendo o máximo que podia os seus movimentos. Ele havia fragilizado toda a defesa dos perigosos animais, que sentiram todas as suas forças e agilidades serem substituídas momentaneamente por uma sensação profunda de torpor.&lt;br /&gt;- Aproveite ao máximo, Amarantys! – gritou Drakonyh – Eu enfraqueci os dois grupos da esquerda. Dispare contra eles enquanto eu cuido dos que estão à direita.&lt;br /&gt;Amarantys concordou, e então mirou seu arco na direção dos gorilas entorpecidos, disparando várias flechas astralmente envenenadas. Enquanto lançava os projéteis venenosos, uma névoa verde oriunda do veneno se formava ao redor da arqueira, envolvendo-a momentaneamente, até dissipar-se completamente no vácuo das flechas lançadas. Do outro lado, Drakonyh, ainda em transe, continuava enfraquecendo os monstros em seu redor, e utilizando a técnica da dança da ruína, saltando habilmente em cima dos gorilas, atacando com extrema força com sua espada. Todos os monstros enfurecidos ao seu redor foram caindo diante de sua luta determinada. Por todo lado apenas ouvia-se rugidos ferozes dos gorilas. Assim que o último peludo branco caiu diante de seus pés, e passado o estado momentâneo de êxtase, Drakonyh virou-se e estreitou seu olhar para a colina acima, enxergando dezenas de gorilas descendo pela montanha. Eram muitos, pulando pelas árvores, correndo alucinados para cima do espadachim arcano. Amarantys percebeu a gravidade da situação ao avistar Drakonyh, e soltou algumas flechas envenenadas na direção dos gorilas que corriam para cima dele.&lt;br /&gt;- Drakonyh! Vamos embora! Já não podemos dar conta de todos! – gritou a arqueira, um pouco nervosa.&lt;br /&gt;- Justo agora que estava começando a ficar excitante? – retrucou o espadachim com um expressão visivelmente contrariada.&lt;br /&gt;- Pare de falar besteiras e corra!&lt;br /&gt;Os dois seguiram em disparada para a trilha indicada pela arqueira e na qual os demais já haviam seguido minutos antes.&lt;br /&gt;- Eu já te disse que você realmente não sabe como aproveitar a vida? – perguntou Drakonyh visivelmente chateado. – Podíamos dar conta de todos aqueles gorilas num piscar de olhos.&lt;br /&gt;- E eu já te disse que você é um maluco perturbado? – revidou Amarantys, enquanto corria por entre as árvores, buscando pegar a estreita trilha que seguia por entre um vão nas rochas.&lt;br /&gt;- Admita, depois que nos conhecemos, sua vida ficou mais cheia de desafios. Sinta só o perigo às nossas costas! – Drakonyh soltava urros de alegria, enquanto sorria descaradamente para Amarantys, que algumas vezes chegava mesmo a considerar a possibilidade de que aquele espadachim arcano que conhecera há algum tempo atrás era um louco  que sentia prazer em desafiar perigos acima de seu próprio limite humano.&lt;br /&gt;Chegaram à trilha estreita e passaram por ela. Atrás deles, os gorilas se amontoavam numa corrida desembestada em busca de suas vítimas, correndo e pulando uns sobre os outros, urrando sem parar. A trilha que pegaram se afinulava numa passagem única por entre rochas escuras, sem qualquer outro retorno visível. Não demorou muito, e o caminho estreito terminou abruptamente, dando lugar a um pequeno desfiladeiro coberto de neve. Desceram pela encosta, e no meio do caminho já podiam avistar Mehldrik, Vohldrik, Hevelin e Lehvinia, todos parados à beira de um lago congelado. Não demorou muito e já estavam todos reunidos novamente.&lt;br /&gt;- Por um momento, pensamos que vocês não haviam escapado dos gorilas. – disse Lehvinia com expressão preocupada.&lt;br /&gt;- Conseguimos retardar um pouco eles, mas são muitos, e ainda devem estar atrás de gente. – explicou Amarantys.&lt;br /&gt;- São muitos, mas poderíamos ter dado conta da maioria, se não tivéssemos fugido. – a leve firmeza nas palavras de Drakonyh fez todos olharem para ele com um confuso ar de espanto. Ele percebeu os olhares e desconversou no mesmo instante. – Bom, fugimos, mas pelo menos derrubamos uma boa quantidade daqueles monstros peludos e branquelos. – disse, sorrindo sutilmente.&lt;br /&gt;- Agora temos que nos preocupar em como sairemos daqui. – disse Mehldrik, preocupado. – Não podemos voltar pelo caminho por onde viemos por causa dos gorilas, e estamos diante de um lago congelado.&lt;br /&gt;- Essa nevasca não deixa a gente ver o outro lado do lago. – Vohldrik olhava insistentemente para além do lago, tentando enxergar alguma paisagem que pudesse definir a outra margem do lago.&lt;br /&gt;- Não podemos ficar parados aqui muito tempo. O tempo está piorando e ficarmos conversando aqui não vai resolver nada. – Hevelin estava visivelmente chateada com a situação na qual se encontravam no momento. A gente errou no caminho que tomamos ao fugirmos. Podíamos ter sido mais precisos e menos precipitados sobre o que devíamos ter feito na hora.&lt;br /&gt;- Peço desculpas, Hevelin, mas eu não conheço muito bem a região, e quando apontei uma opção de fuga, eu dei a primeira saída que visualizei para todos. Não me interprete mal, mas não tenho culpa se viemos parar em cima de um lago congelado.&lt;br /&gt;Amarantys tentava se explicar, pois tinha a impressão de que aquelas palavras de Hevelin pareciam ser direcionadas a ela, afinal de contas, foi a própria Amarantys quem indicou um caminho para a fuga. Mehldrik pediu um pouco mais de calma a todos, e olhou ao redor. Avaliou a situação a partir exatamente do ponto onde estavam. Atrás deles havia o desfiladeiro coberto de neve por onde desceram, e lá em cima, a trilha estreita entre as rochas, por onde haviam escapado. Voltar por ali era improvável, e permanecer naquela beirada íngreme era perigoso. Mehldrik percebeu que havia descido por uma parte acidentada de uma pequena montanha, e seria muito trabalhoso tentar escalar aquelas rochas. Constatou que a única saída seria realmente atravessar o lago congelado.&lt;br /&gt;- Pessoal, nossa única alternativa realmente é seguir em frente, atravessando o lago. Não podemos mais ficar parados aqui. Parece que a nevasca está piorando.&lt;br /&gt;- Então temos que nos apressar. – disse Vohldrik. – Posso estar errado, mas acho que ouvi os urros dos gorilas agora há pouco.&lt;br /&gt;Todos fizeram silêncio, e apesar do som incessante dos ventos frios, possíveis prenúncios da nevasca que estava por vir, dava para ouvir um som em princípio tímido, mas que parecia aproximar-se cada vez mais. Os gorilas estavam se aproximando de fato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-2705228177416715307?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/2705228177416715307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/07/capitulo-xiii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/2705228177416715307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/2705228177416715307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/07/capitulo-xiii.html' title='Capitulo XIII'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-4652059369414573120</id><published>2009-05-23T01:40:00.000-03:00</published><updated>2009-05-23T01:41:08.417-03:00</updated><title type='text'>Capitulo XII</title><content type='html'>Enquanto observava atentamente aquele zumbi desaparecer por completo diante de si, Mehldrik protegia-se com seu escudo astral das cinzas que se dissipavam diante de seus olhos. Antes que pudesse raciocinar direito sobre o que realmente havia atingido aquele zumbi, uma sequência rápida de flechas das sombras foi disparada contra a horda perigosa que continuava rastejando em sua direção. Um a um, vários zumbis à sua frente foram aniquilados completamente, virando cinzas no ar. Mehldrik olhou na direção de onde as flechas estavam sendo lançadas, e viu, em meio às árvores, a silhueta de uma pessoa que empunhava um arco astral.&lt;br /&gt;- Mas quem está disparando essas flechas sombrias? – perguntou Vohldrik, surpreso, enquanto observava os zumbis desaparecerem bem diante de seus olhos.&lt;br /&gt;- Não tenho certeza, mas acabei de ver um arqueiro entre as árvores. – respondeu Mehldrik.&lt;br /&gt;- Você consegue enxergar quem é, Mehldrik? – perguntou Lehvinia.&lt;br /&gt;- Não, o local de onde ele está atirando está meio escuro. Só consigo ver uma silhueta na penumbra. E ele continua atirando.&lt;br /&gt;- Não sei se vocês perceberam, mas tem mais zumbis vindo ao nosso encontro. São muitos, acho melhor a gente conversar menos e agirmos de uma vez. – Hevelin estava realmente impaciente para se livrar daquela horda de zumbis. Eles estavam aparecendo em um número cada vez mais crescente. Quando Hevelin estava partindo para cima de um grupo de zumbis à sua frente, alguém repentinamente saltou em sua frente, de forma ágil e com movimentos rápidos começou a atacar os zumbis. Todos se voltaram meio assustados para aquela nova aparição, dando saltos e piruetas de maneira incrivelmente precisos. E pela maneira como empunhava sua espada em uma de suas mãos, tendo a outra equipada com um cristal astral, tratava-se de um Espadachim Arcano. Assim como o arqueiro, ele escondia o rosto sob um capuz, dificultando sua identificação naquele instante.&lt;br /&gt;- Acho que vocês estão realmente no lugar errado. – disse o Espadachim, sem olhar para trás.&lt;br /&gt;- Mas o que é isso? – disse Hevelin, dando um passo para trás, meio contrariada por ter sido atrapalhada em sua investida contra os zumbis.&lt;br /&gt;- Um Espadachim arcano – respondeu Lehvinia com um sorriso.&lt;br /&gt;- Eu sei que é um espadachim arcano! – retrucou Hevelin, nervosa – Eu quero saber de onde ele surgiu e o que ele está fazendo aqui.&lt;br /&gt;- Eu não sei quanto a vocês, mas acho melhor dar uma ajuda a eles. – disse Vohldrik, enquanto levantava sua montante e partia para cima dos zumbis.&lt;br /&gt;Mehldrik concordou com as palavras do irmão, e então decidiram atacar. Havia muitos grupos de zumbis aparecendo por toda parte, e eles se dividiram para acabar com as hordas que se arrastavam perigosos na direção do grupo. Vohldrik potencializou toda a sua força utilizando o golpe da Condenação Espiral, um ataque mortal rodopiando sua montante em espiral, acertando todos os inimigos em seu redor. Entretanto, um ou dois zumbis não eram atingidos, o que fazia com que Vohldrik utilizasse outro golpe conhecido como Queda Livre, dando um salto giratório no ar  e na descida, cravando a montante no chão para em seguida acertar mortalmente o oponente de frente. Perto do jovem guerreiro, Lehvinia tentava manter aqueles seres sinistros distantes, lançados diversos projéteis em sequência contra eles. Utilizando um orbe em cada mão que potencializa de maneira concentrada sua força arcana, Lehvinia canalizava suas técnicas de magia, soltando-as ora com as duas mãos, ora com apenas uma delas. Dessa forma, ela lançava projéteis de gelo e fogo em lances alternados, derrubando diversos zumbis que vinham ao seu encontro. Para se proteger, em determinados momentos, aplicava em si mesma uma aura astral de defesa. Enquanto Lehvinia mantinha aqueles monstros longe de seu alcance, Mehldrik desferia seus golpes circulares com sua katana, para em seguida desferir também seus projéteis relâmpagos mortais de seu escudo astral contra os zumbis. Já Hevelin não perdeu tempo em projetar-se em sua espiral fantasma juntamente com sua técnica do Corte da Lua Gêmea, finalizando com seus dois golpes cruzados com suas katanas. Dessa forma, pouco a pouco as hordas de perigosos zumbis estavam sendo dizimadas pelos jovens guerreiros através de suas diversas forças arcanas. Entretanto, o espadachim arcano e o arqueiro estavam atacando os zumbis de uma forma diferente, como se não quisessem que eles sumissem em cinzas por completo. Empunhando apenas sua espada, o espadachim demonstrava total precisão em seus ataques. Em alguns momentos, ele simplesmente parava, e passava sua mão equipada com o cristal na lâmina de sua espada, concentrando dessa forma força arcana mágica na mesma. Hevelin, ofegante pela sequência de golpes desferidos, resguardou-se em uma pausa para respirar, e nesse meio tempo conseguiu ver o espadachim misterioso invocando as chamadas técnicas mágicas de espada, onde ele reunia as técnicas de magia e de espada em golpes únicos e precisos, causando assim maior dano aos inimigos. Partia para cima dos zumbis utilizando a técnica da Dança da Ruína, saltando em direção ao inimigo, atacando com incrível força e precisão de golpe. Movimentando-se de forma quase instantânea, partia para outros oponentes, atacando-os enquanto deslizava velozmente pelo espaço, parecendo teleportar-se no ar, num outro golpe conhecido como Assalto Astral. O arqueiro permanecia distanciado, ajudando-o, concentrado em suas rajadas de flechas sombrias, como que preocupado em não estraçalhar completamente os corpos desfigurados dos zumbis.&lt;br /&gt;Em determinado momento, ouviu-se pela primeira vez a voz do espadachim, em tom de ordem, gritando na direção do arqueiro. Todos os outros, enquanto lutavam, espantaram-se com aquele grito repentino.&lt;br /&gt;- Não atire! Não atire! Ele é o último! Vou tentar pegar dele – gritava o espadachim para o arqueiro, que nesse momento parou de lançar suas flechas astrais. Melhdrik e os demais ficaram sem entender exatamente o que aqueles dois estranhos estavam tentando fazer. Haviam derrubado todos os zumbis, e restava apenas aquele, diante do espadachim imóvel em posição de ataque. Então, tão veloz quando antes, deslizou na direção daquela monstruosidade, desferindo um golpe único de sua espada no crânio semi esfacelado do zumbi, porém mantendo-o seguro pela lâmina, por onde, lentamente, começou a descer um filete de sangue. Agilmente, com a outra mão livre, o espadachim puxou de um pequeno alforje preso em sua cintura um minúsculo frasco transparente, com o qual coletou uma pequena amostra do sangue daquela criatura sinistra. Assim que o frasco encheu-se daquele líquido viscoso de cor avermelhada, ele o fechou e guardou novamente no alforje. O corpo daquele zumbi, que permanecia suspenso pela espada cravada em seu crânio, se contorcia em espasmos, quando o espadachim novamente soltou uma nova ordem para o arqueiro.&lt;br /&gt;- Agora! Atire! – ordenou.&lt;br /&gt;O arqueiro soltou um disparo sombrio, e a flecha foi certeira no alvo, aniquilando completamente o último zumbi, até sobrarem apenas cinzas esvoaçantes ao redor do espadachim. Após se livrarem de toda aquela horda de seres horrendos, Mehldrik, Vohldrik, Hevelin e Lehvinia se aproximaram do espadachim, buscando saber o que realmente eles estavam fazendo ali.&lt;br /&gt;- Estamos agradecidos por nos ajudar com aqueles zumbis – disse Mehldrik, dirigindo-se ao Espadachim, que virou-se para eles, tirando enfim o capuz que cobria sua cabeça. Era um jovem de pele morena e de olhos negros, assim como seus cabelos. De estatura mediana e magro, tinha uma desenvoltura física esbelta, que havia sido demonstrada pelos seus gestos e movimentos flexíveis durante o combate com os zumbis. Seu nome era Drakonyh.&lt;br /&gt;- Não precisa agradecer. Não estávamos ajudando vocês. – respondeu com um sorriso no canto da boca, enquanto limpava sua espada suja com resquícios de sangue dos zumbis. Todos fizeram certo ar de espanto com aquela resposta. Em princípio, não compreenderam aquelas palavras ditas por Drakonyh, que ao perceber o leve incômodo causado pela sua resposta, procurou remediar a situação. – Olha, desculpe a franqueza, mas realmente eu e minha amiga já estávamos aqui pelas redondezas quando vocês apareceram.&lt;br /&gt;- Amiga? – perguntou Vohldrik meio em tom de surpresa. – Então quem estava atirando aquelas flechas sombrias era uma garota?&lt;br /&gt;- Exatamente. – respondeu uma voz feminina. Era a arqueira, amiga de Drakonyh, aproximando-se do grupo. Saiu de trás das árvores onde estava, descendo uma pequena trilha na neve até onde todos se reuniram. Ainda segurando seu arco astral invocado antes da batalha, retirou o capuz da cabeça com uma das mãos, revelando seus lindos e ondulados cabelos ruivos, de um vermelho vivo e intenso e um sorriso enigmático e cativante, e não demorou-se em fazer as apresentações. – Eu sou Amarantys, do condado de Areshand, e este é meu amigo Drakonyh, de Spine. Somos do Continente de Pastur.&lt;br /&gt;Enquanto todos se apresentavam amigavelmente, Drakonyh terminava de limpar cuidadosamente sua espada, para em seguida procurar novamente pelo conteúdo guardado no minúsculo frasco transparente que estava em seu alforje. Assim que todos terminaram de se apresentar, Drakonyh decidiu então explicar realmente o que eles faziam ali por aquelas terras do Clã dos Mortos-Vivos.&lt;br /&gt;- Como eu havia dito, nós já estávamos aqui pelas redondezas dessa área antes de vocês aparecerem.&lt;br /&gt;- Mas o que exatamente vocês fazem aqui por estas terras? – perguntou Mehldrik, ainda intrigado.&lt;br /&gt;- Estamos caçando zumbis. – respondeu Amarantys.&lt;br /&gt;- Caçando zumbis? – Lehvinia ficou intrigada com aquela resposta. – Mas qual o objetivo de vocês em caçarem zumbis?&lt;br /&gt;- Estávamos atrás disso aqui. – Drakonyh mostrou o pequeno frasco transparente contendo uma amostra de sangue do zumbi. Examinava o minúsculo recipiente apoiado levemente em seus dedos bem próximo aos seus olhos. – Esse é o motivo real de estarmos aqui nesse fim de mundo sinistro.&lt;br /&gt;- Desculpe, mas ainda não estou realmente entendendo. – insistiu dessa vez Hevelin, que não estava gostando muito daquele sorriso estampado no rosto de Drakonyh. Ela realmente não simpatizou com aquele espadachim arcano. – Vocês vieram aqui atrás de sangue de zumbi?&lt;br /&gt;- Na verdade, não somos nós que estamos atrás desse sangue de zumbi. Eu e Drakonyh estamos aqui em missão, a pedido do Instrutor O’Conner, do condado principal de Tundra Infame.&lt;br /&gt;- O’Conner enviou vocês em uma missão? – indagou Vohldrik – Mas porque coletar sangue de zumbis?&lt;br /&gt;- De acordo com as explicações dadas por O’Conner, esses monstros do Clã dos Mortos-Vivos que vagam por cemitérios e outras áreas isoladas das montanhas de Tundra Infame se tornaram mais violentos nos últimos tempos. Além disso, a quantidade deles tem aumentado de maneira estranha, e eles têm invadido os limites das colônias da região. – enquanto conversava com todos, Amarantys levantou a mão que segurava seu arco astral, concentrou-se rapidamente, e em seguida seu arco retraiu-se até tornar-se um pequeno cristal de duas pontas preso em seu punho. – Com isso, os incidentes com os moradores ficaram mais freqüentes.&lt;br /&gt;- De fato, isso tem ocorrido muito ultimamente, os zumbis começaram a aparecer em lugares onde antes eles nem sequer pisavam. – comentou Mehldrik.&lt;br /&gt;- Justamente por causa desse comportamento anormal que esses monstros vêm demostrando é que O’Conner solicitou nossa ajuda para que capturássemos um zumbi e assim coletarmos uma amostra de seu sangue para que ele possa ser examinado pelos especialistas do condado. – Drakonyh complementou a explicação de Amarantys, e novamente guardou o pequenino frasco com a amostra em seu alforje. – Agora que já cumprimos nossa missão, devemos retornar para o Condado para entregar a amostra que conseguimos.&lt;br /&gt;Mal terminou sua frase, e Drakonyh sentiu um vento gelado começar a soprar atrás de si. Olhou para o alto e percebeu que começava a nevar. Além disso, estava começando a anoitecer, e a luz diurna começava a sumir gradativamente, dando lugar a uma penumbra cada vez mais escura. Estreitou o olhar e balançou a cabeça negativamente. Assim como Mehldrik, Drakonyh também não gostava muito daquele clima frio e daquelas nevascas que pareciam nunca terminar por aquelas montanhas geladas. Olhou para Amarantys com uma expressão desolada.&lt;br /&gt;- Já sei, não precisa me dizer nada. Vamos tratar de procurar um abrigo e passar a noite. Mas amanhã cedinho quero sair dessas montanhas de neve. Não agüento mais ver tanta neve ao meu redor. – Drakonyh virou-se, levantou o capuz sobre sua cabeça e saiu andando, resmungando sozinho. – Que lugar sinistro, só faz nevar, nevar. Desde que cheguei aqui nesse continente, ainda não vi um dia ensolarado sequer.&lt;br /&gt;- Não se preocupem com ele. – disse Amarantys sorrindo – Drakonys costuma resmungar um pouco além da conta, mas ele não é assim o tempo todo. A propósito, o que vocês fazem aqui por essas terras? Eu estava curiosa em saber, e assim que os vi, imaginei que vocês também estivessem caçando zumbis para coletar amostras de sangue.&lt;br /&gt;- Não estamos caçando zumbis. – respondeu Mehldrik – Antes de encontrar aquela horda de monstros, estávamos seguindo o rastro deixado por alguém.&lt;br /&gt;- Mas eu acredito que agora já não encontraremos mais ninguém, Mehldrik – disse Lehvinia – Com essa neve começando a cair, não demora muito e o rastro deixado por Skaild terá sumido.&lt;br /&gt;Mehldrik afastou-se um pouco do grupo, e caminhou olhando para o chão, procurando vestígios do rastro que estavam seguindo. Agachou-se e apalpou a neve levemente, pegando um punhado em sua mão, enquanto ponderava sobre o que realmente deveriam fazer. Caso decidissem não mais seguir os rastros de Skaild, Mehldrik tinha a perfeita noção de que estaria perdendo a oportunidade única de elucidar parte do mistério dos desaparecimentos em Nevareth, e isso significava que o desaparecimento de seus pais continuaria também parte de todo esse mistério. Ao chegar a essa conclusão, Mehldrik sentiu um aperto gelado no coração. Fechou o punho, esmagando o pouco de neve que tinha na mão.&lt;br /&gt;- De fato, você tem razão, Lehvinia. Essa neve caindo já deve estar encobrindo os rastros deixado por Skaild.&lt;br /&gt;- Acho melhor então voltarmos para o condado. – disse Hevelin – Precisamos informar aos Oficiais do Condado tudo o que descobrimos naquela mina, inclusive a respeito de Skaild.&lt;br /&gt;- E eu e Lehvinia devemos retornar também ao encontro do Capitão Mark, para relatarmos todo o ocorrido aqui. – complementou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Já que vocês estão retornando, podemos voltar juntos – sugeriu Amarantys – Seria até mais seguro para todos, já que estamos ainda em uma região perigosa e não sabemos se encontraremos mais zumbis ou não.&lt;br /&gt;Todos concordaram com a idéia de Amarantys, seguindo o caminho de volta para o Condado Principal de Tundra Infame. Já havia anoitecido e a nevasca tornara-se mais intensa, quando finalmente encontraram um abrigo em uma pequena gruta na encosta de uma montanha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-4652059369414573120?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/4652059369414573120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/05/capitulo-xii.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/4652059369414573120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/4652059369414573120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/05/capitulo-xii.html' title='Capitulo XII'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-8806505147014311716</id><published>2009-03-17T17:22:00.000-03:00</published><updated>2009-03-17T17:27:02.925-03:00</updated><title type='text'>Capitulo XI</title><content type='html'>O breu que envolvia Mehldrik e Hevelin naquela pequena reentrância na rocha soterrada pela avalanche era uma escuridão angustiante e sufocante. Era preciso sair dali logo antes que eles acabassem ficando sem ar. Mehldrik invocou novamente seu escudo astral, já que na fuga desesperada ele o tinha recolhido e guardado em seu alforje. Agora o brilho do escudo iluminava fracamente o interior da minúscula gruta onde estavam. Pedia a Hevelin que se afastasse um pouco.&lt;br /&gt;- O que você pretende fazer? – perguntou a duelista, ainda ofegante.&lt;br /&gt;- Vou tentar tirar a gente daqui antes que a gente sufoque.&lt;br /&gt;- Você está maluco? – questionou Hevelin nervosa. – Estamos soterrados, e você quer nos enterrar mais ainda?&lt;br /&gt;- Hevelin, eu sei dos riscos, mas temos que sair desse buraco de algum jeito!&lt;br /&gt;- E você acha que essa é a melhor maneira, por acaso? – retrucou a Duelista.&lt;br /&gt;- Você tem alguma idéia melhor no momento? – Mehldrik encarou Hevelin fixamente nos olhos por alguns momentos. O tom de voz do guardião era desafiador. – Não se preocupe, tomarei cuidado para não cometer algum erro que acabe com nossas vidas aqui.&lt;br /&gt;Mehldrik mirou o escudo em direção à entrada soterrada e soltou um projétil de fogo. Parecia estar dando certo, pois a neve acumulada estava se afastando, abrindo espaço para uma possível saída. O Guardião tomou cuidado em não soltar projéteis com muito poder, para não provocar novos deslizamentos e soterrá-lo ainda mais debaixo de novas camadas de neve. Soltou mais dois projéteis de fogo em intervalos regulares de tempo, e ao ver finalmente um fio de claridade adentrar um minúsculo buraco no meio daquela neve toda, ele decidiu soltar um último projétil mais forte, cujo poder de fogo acabou provocando um rombo, abrindo caminho finalmente para fora daquela pequena gruta. Conseguiram sair e olharam ao redor, começando a ter uma visão total de todo o estrago provocado pela avalanche que desceu pela montanha. Hevelin acabou sentando na neve fofa, enquanto Mehldrik observava silencioso por alguns instantes toda a área que estava soterrada.&lt;br /&gt;- Você tomou uma atitude muito arriscada. A gente poderia não estar vivo agora, caso desse errado. – disse Hevelin, meio contrariada.&lt;br /&gt;- Era um risco que corríamos. Ou isso, ou morreríamos sufocados lá dentro.&lt;br /&gt;Mehldrik permanecia investigando os locais próximos da avalanche, tentando encontrar possível sinal da presença de Skaild pelas redondezas.&lt;br /&gt;- Será que Skaild conseguiu se salvar? – perguntou Hevelin.&lt;br /&gt;- Eu espero que sim. Do contrário, tudo o que fizemos aqui terá sido em vão. – respondeu Mehldrik, enquanto via a nevasca cessando gradualmente. – Precisamos encontrá-lo e levá-lo para o Condado Principal.&lt;br /&gt;- E se ele conseguiu escapar da avalanche?&lt;br /&gt;- Se conseguiu, com certeza não deve estar muito longe. Podemos alcançá-lo e acompanhá-lo até o condado.&lt;br /&gt;- Você acredita que ele possa estar mesmo retornando para o Condado, como você o orientou a fazer, caso escapasse?&lt;br /&gt;- Não tenho certeza que ele retorne sozinho. Por isso devemos encontrar ele e acompanhá-lo até o Condado.&lt;br /&gt;Após dizer isso, Mehldrik observou movimentação em uma parte não muito distante da montanha, do local onde estavam. Ficou intrigado e chamou Hevelin para mostrar o que estava vendo.&lt;br /&gt;- Consegue ver ali? Naquela parte da montanha.&lt;br /&gt;- Acho que sim... Parece ser duas pessoas, e estão se movendo com certa rapidez, eu diria até.&lt;br /&gt;- Eu também percebi isso. Um deles parece estar utilizando técnicas de teleporte para se deslocar.&lt;br /&gt;- Se isso for verdade, então creio que deva ser um Mago. O outro não se desloca por teleporte, mas se move também de maneira ágil pelo caminho. Pelo estilo e desenvoltura, parece ser um guardião, ou um guerreiro. Não tenho certeza.&lt;br /&gt;- Creio que estão vindo em nossa direção. – disse Mehldrik&lt;br /&gt;- Serão membros da Guilda dos Ladrões e estão nos procurando?&lt;br /&gt;- Não parecem bandidos... E acho que já nos viram.&lt;br /&gt;Mehldrik e Hevelin ficaram apenas observando enquanto as duas pessoas se aproximavam rapidamente do local onde estavam. A primeira a chegar foi Lehvinia, que parou diante de Mehldrik, que permanecia imóvel aguardando o primeiro contato, que não demorou muito.&lt;br /&gt;- Olá, eu me chamo Lehvinia. – disse a maga, de maneira contida e diplomática. – Estamos procurando por alguns guerreiros que foram soterrados na avalanche.&lt;br /&gt;- Então você acaba de nos encontrar. Eu sou Mehldrik e esta é minha amiga Hevelin. Estávamos em uma missão importante e...&lt;br /&gt;- Espere um instante – interrompeu Lehvinia, com ar de surpresa em seu rosto. – Você disse que seu nome é Mehldrik?&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Por quê? – questionou o guardião, curioso.&lt;br /&gt;- Lehvinia perguntou porque ela já ouviu falar de você, e muito bem. – respondeu Vohldrik, que tinha acabado de chegar a tempo de ouvir parte da conversa. Estava parado ao lado de uma pedra, com um sorriso no rosto e feliz por reencontrar o irmão naquele momento.&lt;br /&gt;- Vohldrik! – o guardião ficou surpreso, para logo em seguida sorrir.&lt;br /&gt;Abraçaram-se de maneira saudosa sob os olhares atentos de Lehvinia e Hevelin, e trocaram palavras rápidas a respeito das aventuras que tiveram, do que fizeram e por onde andaram. Tinham muito que contar um ao outro, mas naquele momento Vohldrik estava mais interessado em saber como e porquê seu irmão se envolveu naquela situação toda.&lt;br /&gt;- Eu e Hevelin nos conhecemos recentemente e estávamos em missões distintas, mas resolvemos nos unir, pois chegamos à conclusão de o nosso destino era o mesmo. – explicava Mehldrik – Conseguimos localizar o esconderijo da Guilda dos Ladrões aqui nessa montanha, e depois de resgatarmos uma pessoa, procuramos fugir o mais rápido possível.&lt;br /&gt;- Mas e a avalanche? – perguntou Lehvinia, apesar de já saber parte da história contada por Skaild.&lt;br /&gt;- A avalanche foi provocada por Mehldrik. – respondeu prontamente Hevelin – Os ladrões estavam atrás da gente, e logo encontramos uma matilha enorme de lobos zumbis. Então Mehldrik teve a idéia de provocar o desmoronamento.&lt;br /&gt;- Mas espere um instante? – Mehldrik teve um lampejo de dúvida - Como vocês souberam que nós poderíamos estar soterrados aqui na neve?&lt;br /&gt;- Skaild, a pessoa que vocês resgataram que nos contou. – disse Vohldrik.&lt;br /&gt;- Vocês encontraram Skaild? – questionou o guardião com certo espanto.&lt;br /&gt;- Sim, nós o encontramos momentos antes de ser enterrado pela avalanche, e o tiramos debaixo da neve. Eu ministrei cura nele, e assim ele pôde nos contar o que havia acontecido e nos falou de vocês dois.&lt;br /&gt;- E onde ele está?&lt;br /&gt;- Ele seguiu o caminho para o Condado Principal, disse que precisava chegar lá o quanto antes, pois não queria ser pego novamente pela Guilda. – explicou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Precisamos alcançá-lo e escoltá-lo em segurança até o Condado. – explicou Mehldrik, com certa tensão em sua voz.&lt;br /&gt;- Por que toda essa preocupação com relação a Skaild? – perguntou Lehvinia. – Ele não é apenas mais um fugitivo da Guilda?&lt;br /&gt;- Na verdade, não. Ele não é apenas mais um fugitivo... – respondeu Mehldrik vagamente.&lt;br /&gt;- Como assim? – questionou Hevelin, olhando para o guardião e percebendo que ele escondia algo mais a respeito de Skaild. – Você me disse que estava tentando resgatar alguém que estava sendo ameaçado de morte pela Guilda por causa de dívidas. Tem algo mais que você não me contou a respeito de Skaild?&lt;br /&gt;Mehldrik permaneceu em silêncio por alguns momentos, mas logo percebeu que todos o estavam olhando, como que esperando por respostas ou alguma explicação a mais. Então decidiu contar o que sabia a respeito de Skaild. Explicou que tinha aceitado a missão a pedido do amigo Simon, e que este havia lhe contado que muito provavelmente Skaild teria informações que seriam importantes para elucidar parte do mistério do desaparecimento de pessoas que vinham ocorrendo pelos continentes de Nevareth. Após relatar tudo sobre sua missão, todos o olharam com enorme espanto, principalmente Vohldrik, que parecia saber dos verdadeiros motivos que levaram o irmão a aceitar aquela missão perigosa. Por um breve momento, os irmãos se entreolharam e puderam saber exatamente o que cada um pensava a respeito daquela situação toda.&lt;br /&gt;- Quer dizer que Skaild tem informações que podem desvendar todo o mistério dos desaparecimentos? – perguntou Lehvinia, intrigada.&lt;br /&gt;- Segundo as informações que me foram passadas, sim.&lt;br /&gt;- Então isso explica o motivo pelo qual você tinha tanta pressa em encontrar Skaild e o levar de volta em segurança ao Condado. – disse Hevelin, enquanto meditava suas próprias palavras.&lt;br /&gt;- Por isso precisamos alcançá-lo o quanto antes e levarmos ele em segurança de volta ao Condado. Temos que ir.&lt;br /&gt;Mehldrik se preparava para descer a montanha quando Vohldrik parou diante do irmão, que ficou meio assustado com aquela atitude.&lt;br /&gt;- Mehldrik, espera um pouco. Vocês invadiram aquela mina, então você e Hevelin podem nos dizer exatamente se havia um líder presente entre eles? – questionou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Líder? De quem você está falando exatamente?&lt;br /&gt;- Estamos falando de Kashu.&lt;br /&gt;- Não posso dar a você certeza dessa informação, mas enquanto invadíamos a mina, não vimos nenhum sinal de Kashu por lá. E acredito que agora seja impossível descobrir se ele estava naquela mina, já que ela está completamente soterrada pela neve. Mas por que você está querendo saber sobre Kashu?&lt;br /&gt;- Viemos aqui a Midreth a pedido do Capitão Mark, para encontrar Kashu. – respondeu Vohldrik.&lt;br /&gt;- O que? – Hevelin estava surpresa com o que acabava de ouvir – O Capitão Mark enviou vocês para encontrar Kashu?&lt;br /&gt;- Sim, ele nos enviou nessa missão em caráter de urgência, e nos indicou justamente uma mina abandonada como possível refúgio secreto de Kashu. – explicou Lehvinia.&lt;br /&gt;- Nesse caso, tanto o Capitão Mark quanto o Oficial Henkoff estavam certos em suas suspeitas com relação ao local onde a Guilda permanecia escondida. – disse Hevelin.&lt;br /&gt;- Se Kashu estava naquela mina ou não, não saberemos. Se ele realmente estava, então ele foi soterrado e enterrado com todos os ladrões que estavam com ele lá. – Mehldrik olhou para o céu, encarando o tempo, pois tinha receio que uma nova nevasca começasse a cair e acabasse apagando qualquer trilha deixada por Skaild. – Precisamos ir antes que uma nova tempestade de neve venha a cair e apague o rastro deixado por Skaild.&lt;br /&gt;- Mehldrik, eu e Lehvinia vamos acompanhar você e Hevelin até as proximidades do Condado de Tundra Infame, e em seguida partiremos para levar as informações que obtivemos aqui até o Capitão Mark.&lt;br /&gt;- Meu irmão, será muito bom ter a sua companhia durante essa jornada, mesmo que por um curto período de tempo. – disse Mehldrik, apoiando a mão no ombro de Vohldrik. Só nesse momento, Lehvinia voltou a observar novamente a baixa estatura de Vohldrik, dessa vez em relação ao seu irmão mais velho. Sorriu singelamente olhando para os dois, enquanto Hevelin a observava, meio sem entender o motivo daquele sorriso.&lt;br /&gt;Desceram pela montanha com extremo cuidado, até o ponto onde o jovem Guerreiro e a Maga haviam encontrado Skaild. Logo encontraram uma pequena trilha de pegadas que começava justamente no local onde haviam se despedido do ex-refém da Guilda dos Ladrões. Apesar dos constantes ventos gelados soprando por todos os lados, aproveitaram o tempo nublado e sem neve caindo para seguir a trilha, antes que ela sumisse completamente. Caminharam durante algumas horas, sempre seguindo os passos de Skaild deixados na neve, até que em determinado ponto Mehldrik parou para examinar mais de perto as pegadas. Olhou ao redor, buscando saber exatamente a direção que aquelas pegadas estavam tomando naquele ponto. Depois de observar durante certo tempo o rumo que estavam indo, acabou concluindo que Skaild não tinha ido em direção ao Condado, como havia prometido a ele.&lt;br /&gt; - Ele mentiu para a gente! – disse Mehldrik, nervoso. – Ele disse que iria para o Condado, mas tomou outro rumo.&lt;br /&gt;- Talvez ele tenha tomado um outro caminho para fugir dos lobos zumbis, ou dos pantrocornes. – sugeriu Hevelin.&lt;br /&gt;- Não acredito que ele estivesse fugindo de matilhas de lobos zumbis. – questionou Lehvinia, enquanto olhava a trilha de pegadas na neve – O padrão é o mesmo desde o início, e não há indícios de que ele estivesse correndo ou fugindo. A distância entre as pegadas é a mesma.&lt;br /&gt;- Não, ele não estava fugindo de nada. Além disso, já estamos consideravelmente longe do caminho que segue para o Condado. – O guardião caminhou um pouco e apontou uma direção – O Condado fica naquela direção, a nordeste, e nós estamos caminhando para o noroeste, nesta direção. Skaild tomou este rumo propositadamente.&lt;br /&gt;- Mas para onde Skaild pode ter ido, então? – perguntou Vohldrik.&lt;br /&gt;- É o que iremos descobrir seguindo a trilha deixada por ele. Precisamos nos apressar, antes que anoiteça.&lt;br /&gt;Os quatro jovens continuaram seguindo aquela trilha que seguia agora para noroeste. Começava a entardecer, e logo seria noite. Continuaram a jornada, e depois de ouvirem alguns lobos uivando ao longe, passaram pela entrada de uma outra mina abandonada. Havia muitas minas abandonadas espalhadas não apenas nas Montanhas de Vahour, mas em diversas outras montanhas.  Muitas dessas minas foram totalmente abandonadas depois que os Zumbis, monstros pertencentes ao Clã dos Mortos-Vivos que vivem isolados em determinadas áreas das montanhas de Tundra Infame, começaram a invadir os locais e ameaçar os trabalhadores. Muitos temiam serem capturados e transformados em zumbis, e então largavam tudo e voltavam para o Condado. As autoridades locais viam o Clã dos Mortos-Vivos como um verdadeiro estorvo para o desenvolvimento econômico da região, e não mediam esforços em repelir e isolar cada vez mais os zumbis para regiões cada vez mais distantes dos condados e das comunidades. E parece que Mehldrik, Vohldrik, Lehvinia e Hevelin estavam caminhando justamente em direção a essas áreas isoladas. Ainda seguindo a trilha deixada por Skaild, depois de terem passado pela mina abandonada, atravessaram um largo portal de pedra em arco. Caminhavam cada vez mais para dentro daquela região. Passaram por um cemitério, desviando de diversos túmulos com cruzes esculpidas em pedra branca, e não demorou muito para avistarem pelas redondezas algumas cabanas abandonadas e completamente em ruínas, com buracos no teto, portas e janelas caindo aos pedaços e madeira podre por todo lado. Na verdade, tinham acabado de chegar numa pequena vila abandonada. A trilha deixada por Skaild atravessava aquela vila. Mehldrik seguia na frente do grupo quando parou após ouvir um ruído estranho vindo das redondezas. Pareciam gemidos.&lt;br /&gt;- Eu acho realmente que não estamos sós aqui. – disse Mehldrik, enquanto fazia sinal a todos para permanecerem em silêncio.&lt;br /&gt;- Mas o que Skaild veio fazer realmente aqui neste maldito lugar? – retrucou Hevelin, observando tudo ao redor com certo ar de repugnância.&lt;br /&gt;- Essa é uma boa pergunta que ele deveria nos responder. – observou Lehvinia, enquanto olhava para os lados.&lt;br /&gt;- Mehldrik, você faz idéia de onde nós estamos? – Vohldrik puxou o irmão pelo braço. – Nós estamos dentro das terras do Clã dos Mortos-Vivos! Acho melhor sairmos daqui e continuar seguindo a trilha de Skaild.&lt;br /&gt;- Acho que é um pouco tarde para a gente fazer isso, Vohldrik. – disse Mehldrik, enquanto ouvia os gemidos cada vez mais próximos.&lt;br /&gt;O guardião mal terminou de dizer sua frase, e percebeu que vários zumbis estavam saindo das sombras e começando a cercá-los por todos os lados. Eram muitos, inúmeros, arrastando ao redor e indo ao encontro deles. Estendiam os braços de maneira pavorosa e gemiam sem parar. Alguns tinham membros amputados, fossem partes dos braços, das pernas, mas todos tinham extensas feridas expostas em carne viva em suas peles.&lt;br /&gt;- Acho melhor a gente se preparar para nos defendermos. – Mehldrik tinha a voz tensa. – Não temos outra alternativa.&lt;br /&gt;Vohldrik empunhou sua enorme montante, enquanto Hevelin cruzava suas katanas diante de si. Lehvinia colocou suas orbes e ministrou em si mesma rapidamente uma aura astral de defesa. Mehldrik invocou seu escudo astral, ao mesmo tempo em que empunhava sua katana. Estavam todos preparados para entrar em combate com aquela horda de zumbis que avançavam sedentos de carne e sangue, quando subitamente um disparo sombrio atravessou o ar, como uma flecha pontiaguda, acertando em cheio um dos zumbis. Alguém havia acabado de disparar uma flecha das sombras contra a infeliz criatura, que caiu no chão em agonia pura, envolvida por dezenas de flechas espirituais escuras, consumindo-a por completo até virar pó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-8806505147014311716?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/8806505147014311716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-xi.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/8806505147014311716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/8806505147014311716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-xi.html' title='Capitulo XI'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-7644058398602893035</id><published>2009-03-11T00:10:00.000-03:00</published><updated>2009-03-11T00:13:48.995-03:00</updated><title type='text'>Capitulo X</title><content type='html'>Os lobos zumbis se aproximavam cada vez, numerosos, ferozes. Tinham um aspecto tenebroso, com seus pêlos em tons azuis escurecidos, seus olhos prateados e suas presas afiadas, prontas para dilacerar suas vítimas. Mehldrik sabia que não podia perder mais tempo, e nem dizer mais nada. Precisava agir logo, antes que os bandidos da Guilda também os alcançassem na entrada da mina. Olhou para o alto e viu, logo acima da entrada por onde haviam saído, a imponência da montanha de neve que se elevava até sumir por entre as nuvens daquele tempo fechado e nebuloso. O que estava prestes a fazer seria muito arriscado para eles, mas era uma alternativa que poderia tirá-los de duas situações de perigo iminente de uma vez só. Mehldrik virou-se para a entrada da mina.&lt;br /&gt;- Prestem atenção. Quando eu der o aviso, corram o máximo que puderem em direção da cabana.&lt;br /&gt;- O que você pretende fazer? – perguntou Hevelin.&lt;br /&gt;- Tirar a gente daqui da maneira mais rápida possível. Fiquem atentos. – Mehldrik segurou no ombro de Skaild e olhou fixo nos olhos dele – Se não der certo o que estou querendo fazer, e você for o único a sobreviver aqui, volte o mais rápido que puder para o Condado Principal, entendeu?&lt;br /&gt;- Claro, eu entendi. Não se preocupe. – respondeu Skaild.&lt;br /&gt;Enquanto se preparava, Mehldrik começou a enxergar os bandidos movimentando-se pelo corredor da mina, vindo em sua direção. Então ele não perdeu mais tempo, mirou seu escudo astral para a montanha sobre a entrada da caverna e soltou em sequência projéteis de fogo e de pedra.&lt;br /&gt;Imediatamente ouviu-se um estrondo, para em seguida a terra começar a estremecer.&lt;br /&gt;- Corram! Corram! – gritou Mehldrik para Skaild e Hevelin.&lt;br /&gt;O guardião arcano soltou mais dois projéteis de fogo e pedra. Então ele viu uma enorme avalanche de neve vindo em sua direção. Só depois de ter certeza de que havia obtido sucesso em criar a avalanche, Mehldrik começou a correr o mais rápido que podia em direção da cabana, onde Skaild e Hevelin haviam corrido também para se proteger. O barulho da avalanche assustou os lobos zumbis, que rapidamente fugiram do local. Os bandidos ainda estavam correndo pelo interior da caverna e quase alcançando a saída quando ouviram o estrondo e sentiram o tremor, porém não conseguiram sair da mina a tempo, pois a imensa camada de neve que vinha descendo pela montanha havia soterrado todo o local. A cabana, que ficava numa encosta à esquerda próxima à mina também foi atingida, sendo completamente arrastada por grossas camadas de neve montanha abaixo. Mehldrik, Hevelin e Skaild, que haviam entrado na cabana, percebendo o risco que corriam em permanecer ali, se atiraram pelas janelas e correram desfiladeiro abaixo, buscando a todo custo fugir da avalanche que descia arrastando tudo que encontrava pelo caminho. Naquela fuga desesperada, nem Mehldrik e nem Hevelin notaram que Skaild havia se afastado demais deles, correndo praticamente em outra direção, não demorando a desaparecer completamente por entre as árvores da encosta da montanha. O Guardião e a Duelista depararam-se com um desfiladeiro logo à frente a alguns metros adiante e consideraram a possibilidade de realmente não conseguirem pular para o outro lado, onde ficariam a salvo da avalanche. Pularam sobre uma rocha e abrigaram-se numa reentrância abaixo dela, numa minúscula caverna. A avalanche avançou sobre eles, soterrando tudo ao redor. Escuridão e silêncio os envolveram durante longos e angustiantes minutos.&lt;br /&gt;Não muito distante dali, Vohldrik e Lehvinia, que algumas horas antes haviam atravessado o Portal e alcançado as terras geladas das Montanhas de Vahour, superavam com certa dificuldade toda aquela neve, além dos ventos gelados e da nevasca constante. Estavam caminhando pela encosta de uma montanha quando ouviram um estrondo próximo e sentiram um leve tremor. Ficaram apreensivos, sem saber o que poderia ter sido aquele som vindo de algum lugar não muito distante. Foram alguns segundos de certa tensão, até que Lehvinia olhou para sua direita e viu, numa outra montanha próxima, alguém correndo desesperadamente ao longe, descendo que nem um louco montanha abaixo. Alguns metros acima, uma imensa avalanche o perseguia, como que querendo alcançá-lo a tempo de engoli-lo.&lt;br /&gt;- Vohldrik, olhe, lá embaixo! – gritou Lehvinia.&lt;br /&gt;O jovem Guerreiro olhou exatamente para onde a Maga havia apontado, e conseguiu enxergar uma pessoa fugindo desesperada de uma avalanche, tentando, a qualquer custo, chegar ao pé da montanha, antes que toda aquela neve a enterrasse por completo.&lt;br /&gt;- Acho que ele não vai conseguir se salvar. – disse Vohldrik, enquanto observava sem poder fazer nada naquele momento.&lt;br /&gt;O tremor era cada vez mais intenso e o barulho quase ensurdecedor. A avalanche passou diante deles soterrando toda a encosta da montanha vizinha, e alcançando também a pessoa em fuga, que desapareceu sob toda aquela neve na encosta. Depois que todo o perigo havia passado, Vohldrik e Lehvinia desceram rápido até o ponto crítico daquele desastre. Lehvinia usou sua habilidade de teleporte e adiantou-se pelo caminho, chegando em poucos momentos ao local onde a pessoa havia sido soterrada. Vohldrik vinha logo atrás, deslizando agilmente em intervalos rápidos, e assim que alcançou o ponto onde Lehvinia estava, começou a ajudá-la na escavação de salvamento. Conseguiram retirar a pessoa do meio de toda aquela neve. Estava desacordado e com ferimentos no rosto e no braço.&lt;br /&gt;- Vohldrik, me ajude a carregá-lo para aquelas árvores. Preciso ministrar nele uma cura regenerativa para que ele recupere suas forças mais rapidamente. – disse Lehvinia.&lt;br /&gt;Carregaram o homem ferido amparando-o pelos ombros até um local seguro, fora da área de risco, para que não fossem pegos de surpresa por qualquer novo desmoronamento. Repousaram o homem ferido próximo de um pinheiro, e então Lehvinia concentrou-se, energizando seu poder de cura. Em intervalos regulares de dez segundos, ela conduzia sua mão levemente em um movimento semicircular sobre o corpo do enfermo, que era envolvido por pequenas auréolas azuladas cintilantes, que pulsavam suaves até desaparecerem. Repetiu esse processo cinco vezes, até que percebeu os sangramentos leves retraírem-se e os locais feridos regenerando-se lentamente. A pessoa, agora recuperada em suas energias, começava a acordar, abrindo os olhos lentamente.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – perguntou ainda meio aturdido.&lt;br /&gt;- Você foi soterrado por uma avalanche e nós o resgatamos. – disse Vohldrik, agachado ao lado dele.&lt;br /&gt;- Mas não se preocupe. Ministrei uma cura regenerativa em você, apenas descanse um pouco, você ainda precisa recuperar suas forças vitais.&lt;br /&gt;- Eu preciso ir para o Condado Principal...&lt;br /&gt;- Quem é você? – perguntou Lehvinia.&lt;br /&gt;- Eu me chamo Skaild... Fui resgatado por um guardião e uma duelista... Estávamos fugindo da Guilda dos Ladrões... O guardião provocou a avalanche para evitar que fôssemos capturados por eles...&lt;br /&gt;Ao ouvir a respeito do guardião arcano, Vohldrik sentiu seu coração gelar. Apesar de conhecer muitos guardiões arcanos naquela extensa região congelada do continente, teve receio de que talvez pudesse ter sido seu irmão que estivesse tentando resgatar Skaild. Ficou um pouco apreensivo e receoso em perguntar a respeito do guardião, temendo uma resposta que não lhe agradasse.&lt;br /&gt;- Skaild, você sabe o nome do guardião que resgatou você?&lt;br /&gt;- Ele não chegou a me dizer... Ele disse o nome da duelista algumas vezes... Ela se chamava Hevelin...&lt;br /&gt;- Vohldrik, você acha que o guardião pode ser seu irmão? – questionou Lehvinia depois de perceber uma expressão meio preocupada e pensativa no semblante do jovem Guerreiro.&lt;br /&gt;- Não tenho certeza. Eu espero que realmente não seja ele.&lt;br /&gt;Skaild, com certa dificuldade ainda e voz quase sussurrante, explicava tudo o que havia ocorrido momentos antes de ser tragado pelo desmoronamento. Através de frases soltas, ia contando sobre como foi capturado e mantido refém pela Guilda dos Ladrões por ordem de Kashu, e como foi resgatado de dentro da mina onde estava preso.&lt;br /&gt;- Lehvinia, isso significa que estamos próximos de encontrar o local onde Kashu está escondido junto com a Guilda.&lt;br /&gt;Skaild, sentindo sua força vital se restabelecer aos poucos, apoiou-se nos braços e recostou-se no tronco do pinheiro.&lt;br /&gt;- Onde estão o guardião e a duelista que resgataram você? – indagou Lehvinia.&lt;br /&gt;- Não sei dizer, mas acredito que foram soterrados mais acima na montanha. A gente estava descendo juntos, mas quando eu percebi, já tínhamos nos separado. Eu me perdi deles.&lt;br /&gt;Lehvinia, que ainda permanecia ajoelhada próxima de Skaild, levantou-se e olhou decidida para Vohldrik.&lt;br /&gt;- Precisamos subir a montanha e encontrar as pessoas que resgataram Skaild. Eles ainda devem estar vivos, e podem nos ajudar na busca por Kashu. Ele pode estar dentro daquela mina soterrada. Precisamos nos certificar disso para podermos voltar e informar ao Capitão Mark.&lt;br /&gt;Vohldrik concordou, apesar de temer que aquele guardião soterrado naquela montanha pudesse ser seu irmão. Então os dois, percebendo que Skaild não tinha condições de acompanhá-los na subida da montanha, concordaram pelo seu retorno imediato para o Condado Principal de Tundra Infame. Skaild também estava decidido a voltar para a cidade o quanto antes, pois temia agora, mais ainda, pela sua vida, e não queria de maneira nenhuma cair novamente nas mãos dos ladrões. Lehvinia ministrou por mais um minuto nova cura regenerativa em Skaild, para que ele se recuperasse efetivamente e pudesse seguir jornada de volta ao Condado Principal. Antes de ir, Skaild explicou vagamente para os dois onde achava que havia se separado do guardião e da duelista. Em seguida, despediram-se. Vohldrik e Lehvinia prepararam-se para subir pela montanha em busca dos guerreiros desaparecidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-7644058398602893035?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/7644058398602893035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-x.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/7644058398602893035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/7644058398602893035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-x.html' title='Capitulo X'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-3306220388679893940</id><published>2009-03-08T23:55:00.001-03:00</published><updated>2009-03-08T23:55:59.349-03:00</updated><title type='text'>Capitulo IX</title><content type='html'>Mehldrik deu o sinal para Hevelin, e ambos começaram a correr para lados opostos, cada um com um objetivo diferente naquele momento. O Guardião Arcano concentrou-se enquanto corria, e escolheu seu primeiro alvo, um dos membros da Guilda que estava mais próximo dele. Então lançou seu escudo de maneira feroz e certeira, atingindo o ladrão em cheio, fazendo-o cair inerte e morto ao chão. Assim que o escudo voltou para suas mãos, Mehldrik parou e soltou projéteis de fogo contra dois ladrões que vinham de sua esquerda. Outros três aproximaram-se aproveitando o momento, e Mehldrik percebeu que não daria tempo para soltar projéteis nos oponentes que vinham em sua direção de espadas em punho. Então se virou rapidamente e soltou um golpe circular com a katana para derrubar todos ao mesmo tempo. Então aproveitou a oportunidade e soltou projéteis relâmpagos nos ladrões caídos, que não tiveram qualquer chance de reação. Melhdrik havia eliminado todos os membros da Guilda que estavam na entrada da mina. Já Hevelin entrou na cabana com determinação, pegando os ladrões ali de surpresa. Eram apenas quatro deles, e somente um teve tempo de empunhar sua daikatana contra a duelista. Ela usou o golpe da espiral fantasma para atingir os ladrões que estavam desarmados, e mal teve tempo para se proteger contra o ataque da daikatana do oponente armado. Agilmente usou seu próprio pé para arrastar o pé do ladrão, fazendo o mesmo desequilibrar para trás. Hevelin, então, aproveitou o momento e com movimentos rápidos largou o golpe do Corte da Lua Gêmea contra o infeliz, que já caiu sem vida no chão da cabana. Um pouco ofegante, Hevelin deu uma rápida olhada ao redor, como se procurasse por pistas, e percebendo que nada de importante havia naquela cabana a não ser o clima quente proporcionado pela lareira acesa, saiu dali rapidamente, indo ao encontro de Mehldrik na entrada da mina.&lt;br /&gt;- Havia apenas quatro na cabana – explicou Hevelin. – Isso significa que teremos muito mais problemas lá dentro.&lt;br /&gt;- A gente precisa ser rápido e fazer ataques direcionados e centralizados. Não sabemos realmente quantos ladrões existem dentro da mina. – disse Mehldrik, preocupado com a situação.&lt;br /&gt;- Então é melhor não perder mais tempo e entrar.&lt;br /&gt;Os dois correram na direção da entrada da mina, e iniciaram uma invasão sorrateira. O local era mal iluminado, quase escuro, e havia caixas e sacos empilhados em toda parte, em diversos pontos daquele corredor de pedra. Enquanto penetravam naquele antro perigoso, Hevelin concentrou ainda mais sua técnica da lâmina intensa, pois tinha certeza de que o combate ali dentro não seria realmente fácil. Mehldrik, dessa vez, acompanhou a atitude de Hevelin, e concentrou-se para enrijecer seu escudo, de forma a aumentar os danos causados pelo mesmo contra os inimigos. Continuaram a caminhar cada vez mais para dentro da mina, acompanhando a sinuosidade do percurso quase escuro, até que enxergaram luminosidade mais intensa em determinado ponto. Chegaram a uma caverna iluminada por lampiões cristalizados presos nas paredes de pedra. Ali no local, podiam ver uma pilha imensa de caixas de todos os tamanhos, e sacos empilhados em diversos cantos do lugar. Havia mais ladrões ali distraídos, conversando e rindo. Mehldrik, escondido atrás de algumas caixas, passou rapidamente os olhos e contou seis pessoas naquele lugar. Ele fez sinal para Hevelin manter-se em seu lugar, e então se levantou rapidamente, correndo em direção aos ladrões. Mehldrik queria se livrar o quanto antes daqueles oponentes, então preferiu apenas usar sua katana, dando novo golpe circular para derrubar todos que estavam à sua frente. Pensou rápido, olhou a imensa pilha de caixas ao seu lado, e assim como fizera nas montanhas quando encontrou o primeiro bando, se lançou em saltos laterais pelas caixas, de forma a dar impulso para o seu golpe da guilhotina. Rodopiou rapidamente pelo ar e deixou sua katana agir sobre os inimigos implacavelmente. Dessa vez, a força de seu golpe não apenas matou os inimigos, como acabou rachando parte do chão ao seu redor. Em questão de segundos, havia derrubado e eliminados todos ali. Hevelin, que apenas observava escondida, saiu em direção a Mehldrik.&lt;br /&gt;- Henkoff realmente estava certo em suas suspeitas. Todas as mercadorias roubadas estão aqui. – disse Hevelin.&lt;br /&gt;- Isso aqui parece somente uma pequena parte dos roubos. Deve haver muito mais lá para dentro da mina. Temos que encontrar Skaild logo, se é que ele está aqui mesmo.&lt;br /&gt;- Se ele estiver, e os ladrões souberem de nossa invasão, presumo que tenhamos que ser rápidos em achar ele, caso contrário ele acabará sendo eliminado.&lt;br /&gt;A partir daquele ponto da caverna havia bifurcações no caminho. Eram três novas entradas que seguiam caminhos diferentes para dentro da mina. Mehldrik e Hevelin sabiam que agora, se quisessem realmente agir rápido e tentar encontrar Skaild, teriam que se dividir. A decisão era perigosa para eles, mas era a única maneira de vasculharem toda aquela mina em um espaço de tempo menor e terem mais chances de encontrarem logo Skaild. Decidiram pelas entradas das extremidades, esperando realmente terem sorte em suas escolhas. Mehldrik caminhava ágil e sorrateiro, e sem perder tempo, havia descido muitos metros pelo corredor da mina, encontrando um vão iluminado por dois lampiões cristalizados. Ao fundo havia uma porta larga de madeira impedindo sua passagem. Soltou diversos projéteis de fogo contra a porta, até que a mesma se despedaçou completamente, revelando uma caverna maior do que a primeira, com mais caixas empilhadas por todos os lados, sendo a maioria coberta por lonas de couro. Como dessa vez não havia mais o fator surpresa, Mehldrik foi recepcionado por ladrões já esperando pela sua entrada, todos empunhando katanas, daikatanas e montantes, prontos para o atacarem. Mehldrik então teve uma idéia para reverter a situação em seu favor. Percebeu que o local era iluminado por 5 lampiões cristalizados, um em cada canto da caverna e o último ao centro, encravado no chão como uma espécie de abajur. Logo após entrar, olhou à sua esquerda e lançou seu escudo astral contra o lampião na parede. Pulou sobre algumas caixas à sua direita, esperou seu escudo retornar e lançou ele novamente, desta vez contra o lampião no canto direito da parede de pedra. Dessa forma, ele esperava escurecer cada vez mais o local e dificultar os ataques dos bandidos. Correu para os demais cantos da caverna, pulando sobre caixas e sacos, até acertar os outros dois lampiões cristalizados que estavam ainda acesos. O local ficou quase às escuras, e foi nesse momento que Mehldrik decidiu atacar os ladrões, lançando diversos projéteis congelantes e de relâmpago de seu escudo. Um a um, os ladrões foram sendo mortos, até que restou apenas um brutamontes mal encarado envergando uma montante. Ele tentou acertar Mehldrik, que se esquivou dando uma cambalhota para trás e partindo pra cima do gigante, atingindo-o com um choque arcano. A agilidade do golpe e a força da joelhada fatal lançou o enorme ladrão contra a parede de pedra da caverna, fazendo ele afundar completamente na rocha, abrindo um rombo. O ladrão caiu de joelhos para frente, e tombou seu corpo pesado juntamente com dezenas de pedras. Mehldrik olhou ao redor, e começou a ficar preocupado, pois ainda não tinha encontrado nenhum sinal de Skaild em todo o percurso da mina até ali. Olhou para o fundo da caverna e viu mais uma porta de madeira, idêntica a anterior.&lt;br /&gt;- Isso está começando a ficar chato e cansativo. – disse, irritado. – Eu espero que Hevelin tenha mais sorte do que eu, e já tenha achado Skaild.&lt;br /&gt;Enquanto o jovem Guardião Arcano abria caminho e derrubava todos os oponentes que encontrava, Hevelin descia por uma gruta mal iluminada e sinuosa. Assim como Melhdrik, também ela encontrou uma porta larga de madeira. Com alguns golpes de suas katanas, ela pôs abaixo a porta, entrando em mais uma caverna. Os ladrões que ali estavam partiram para cima dela. A duelista não perdeu tempo e saiu girando em esquivas, livrando-se dos golpes, ao mesmo tempo em que imprimia agilmente as lâminas de suas katanas contra os bandidos, soltando três seqüências cruzadas com luminosidades intensas e eliminando todos de seu caminho. Dessa vez, sua rapidez foi tamanha, que suas katanas começaram a criar fechos de luz em cada golpe que soltava. Hevelin respirou fundo e olhou um pouco aturdida para suas espadas. Sentiu como se a Força Arcana dentro de si começasse a se potencializar cada vez mais em poder e força. Olhou ao seu redor, e percebeu que ali havia somente caixas e mais caixas com mercadorias roubadas, e que aquela caverna era o ponto final, a última galeria daquele caminho que escolhera momentos antes na bifurcação que havia encontrado junto com Mehldrik. Skaild também não estava ali. Teria que voltar para a caverna onde haviam se separado.&lt;br /&gt;Na outra parte da mina, Mehldrik já havia passado por cinco cavernas e eliminado quase 40 ladrões. Estava sentindo já certo cansaço por todos aqueles combates. Então enxergou mais uma porta à sua frente e esbravejou para sim mesmo:&lt;br /&gt;- Maldição! Isso não acaba nunca?&lt;br /&gt;Partiu com raiva extrema em direção à porta, soltando dessa vez fortes projéteis de pedra com o obstáculo à sua frente. Mehldrik sabia quando ficava realmente revoltado e irritado com uma situação de combate. Era exatamente quando ele começava a soltar poderosos projéteis de pedra, como estava fazendo naquele exato momento. Precisou apenas de duas rajadas de projéteis para colocar a porta abaixo. Estava se preparando para novo confronto, quando estranhamente entrou naquela caverna cheia de caixas, e não encontrou nenhum bando de ladrões. Examinou o local, e então viu no fundo da caverna, em meio a pilhas de caixas, uma pessoa agachada no chão. Estava com as mãos e pernas amarradas por cordas. “Só pode ser Skaild”, pensou Mehldrik consigo mesmo. Caminhou na direção onde a pessoa se encontrava e parou bem em sua frente.&lt;br /&gt;- Skaild? – perguntou Mehldrik, esperando uma resposta afirmativa.&lt;br /&gt;- Por que esse espanto? Vocês me mantêm preso aqui nesse lugar e agora esquecem quem está preso?&lt;br /&gt;- Você é Skaild? – insistiu Mehldrik.&lt;br /&gt;- Espere um momento... Olhando agora com mais atenção, você não parece ser uns dos ladrões do grupo de Kashu. Você veio me resgatar?&lt;br /&gt;- Sim, eu vim a pedido do meu amigo Simon, do Condado principal da Tundra Infame. Vim resgatar você para levá-lo de volta ao condado em segurança.&lt;br /&gt;- Então você é a pessoa que Simon enviou para me salvar? – perguntou Skaild, abrindo um sorriso no rosto.&lt;br /&gt;- Isso mesmo. – respondeu Mehldrik, enquanto desamarrava Skaild. – Agora que encontrei você, precisamos sair daqui o mais rápido possível.&lt;br /&gt;- Finalmente! Simon conseguiu encontrar alguém disposto a me salvar! – Skaild mostrava-se agora mais sorridente e eufórico. Seu rosto, que antes mostrava uma expressão ensimesmada e preocupada, mudou completamente, deixando transparecer uma fisionomia mais alegre. – Eu tinha certeza de que ele encontraria uma pessoa capaz de me resgatar!&lt;br /&gt;- Não temos tempo para conversar agora. Você tem que sair daqui em segurança. – Disse Mehldrik, enquanto voltava e observava o caminho de onde viera, para ter certeza de que não havia mais nenhum bandido da Guilda. Estava meio tenso, pois sabia que agora teria que encontrar Hevelin e sair daquela mina antes que mais bandidos aparecessem pelo caminho e tornassem a fuga deles mais difícil ainda. Orientou Skaild para que o seguisse de perto, mantendo-se atrás dele sempre. Fazia agora todo o caminho inverso, passando pelos corredores e cavernas onde havia travado vários combates com os ladrões.&lt;br /&gt;- Não tenho como lhe recompensar pelo que você está fazendo comigo agora, mas não se preocupe! Eu irei lhe recompensar adequadamente com certeza! – dizia Skaild, que não parava de sorrir.&lt;br /&gt;- O que importa para mim agora é levar você de volta ao Condado em segurança, pois eu sei que você tem informações muito importantes a respeito dos desaparecimentos que vêm ocorrendo há tempos por toda Nevareth.&lt;br /&gt;- Sim, de fato, eu tenho informações importantes sobre os desaparecimentos, e isso deve ter sido um motivo a mais para que Kashu e seu bando quisessem me eliminar de alguma forma. - explicou Skaild, enquanto corriam pelas galerias da mina. – Eles iriam me vender para o Exército Mercenário, pois somente assim eu quitaria minha dívida com eles e nunca mais seria encontrado por ninguém.&lt;br /&gt;Mehldrik subitamente parou, o que fez com que Skaild que vinha logo atrás se esbarrasse nele. O Guardião Arcano sentiu que o momento poderia ser único e que ele poderia obter respostas rápidas a respeito dos desaparecimentos com Skaild ali, naquele momento. Virou-se para Skaild e o encarou com uma fisionomia tensa.&lt;br /&gt;- Skaild, eu sei que você sabe de muita coisa que pode elucidar de vez todo esse mistério sobre os desaparecimentos, por isso eu quero deixar claro a você desde já que estou salvando você tão somente para que você possa esclarecer a todos de Nevareth sobre isso. – Mehldrik fez uma pausa, como que pensando em suas próximas palavras – Também eu preciso de respostas sobre esse mistério, e eu sei que somente você poderá me esclarecer muita coisa.&lt;br /&gt;Skaild sentiu um certo calafrio percorrendo sua espinha, e mesmo sorriso meio sem graça, sentiu-se intimidado tanto pelo olhar de Mehldrik quanto pelo que ele acabava de dizer.&lt;br /&gt;- Não se preocupe. Tudo o que sei eu irei revelar a todos. Sei o quanto isso é importante para todos. – Skaild continuava sorrindo, apesar de estar agora um pouco nervoso. – Agora precisamos sair daqui, como você mesmo disse, não é mesmo?&lt;br /&gt;Mehldrik permaneceu impassível por alguns segundos, até que caiu em si e percebeu que Skaild tinha razão no que havia dito. Tinham que deixar qualquer explicação para depois, e precisavam se concentrar em sair daquela mina antes que mais bandidos da Guilda dos Ladrões aparecessem por ali e atrapalhassem sua fuga.&lt;br /&gt;- Mantenha-se atrás de mim, como eu disse. – falou o Guardião secamente.&lt;br /&gt;Continuaram a correr pelos corredores, e Mehldrik reconheceu a caverna à sua frente onde tinha se separado de Hevelin. Ao entrar naquela galeria, conseguiu encontrar a duelista a tempo de impedir ela de tomar o caminho do meio na bifurcação.&lt;br /&gt;- Hevelin, encontrei Skaild. Agora precisamos correr e sair logo daqui.&lt;br /&gt;- Espere! – disse Hevelin, repentinamente – Você está ouvindo isso?&lt;br /&gt;Os três ficaram em silêncio por alguns momentos, e começaram a ouvir murmúrios distantes e confusos vindos justamente do caminho do meio na bifurcação, o único que eles não haviam entrado. Aqueles sons pareciam se aproximar cada vez mais, e então aqueles murmúrios se transformaram em gritos de ordem ecoando naquele corredor. Tudo levava a crer que mais ladrões estavam no interior daquela mina, e estavam se aproximando para saber o que estava havendo por ali.&lt;br /&gt;- Mais ladrões! – disse Mehldrik com uma voz tensa. – Precisamos sair daqui agora!&lt;br /&gt;- Vamos, o caminho por onde viemos é por ali. – disse Hevelin, apontando para a saída oposta da caverna.&lt;br /&gt;- Skaild, continue atrás de mim, e não olhe para trás. Hevelin, cubra a nossa retaguarda.&lt;br /&gt;Saíram em disparada pelos corredores e cavernas, e enquanto corriam, podiam ouvir os gritos dos ladrões cada vez mais perto, esbravejando sem parar. “Invadiram o esconderijo! Procurem os invasores! Eles não devem estar longe!”, exclamavam os bandidos pelas galerias da mina. Mehldrik e Hevelin sabiam perfeitamente que entrar com combate naquele momento colocaria em risco a vida de Skaild, então a fuga desesperada era a única saída daquela situação. Ambos haviam cumprido exatamente com as missões que lhe foram confiadas, e por isso mesmo, nada mais tinham a fazer ali agora. De uma só vez, acharam o esconderijo onde estavam as mercadorias roubadas pela Guilda e encontraram Skaild, mantido como refém. Agora, para completarem de vez suas missões, precisavam retornar imediatamente para o Condado principal de Tundra Infame. Minutos intermináveis separavam Mehldrik, Helevin e Skaild da saída da mina. Enfim, avistaram a saída do túnel, e continuaram correndo ao encontro da claridade que se tornava mais intensa adiante.&lt;br /&gt;Quando finalmente saíram da mina, sentiram alívio e sabiam que a partir dali, a fuga seria mais fácil e rápida. Entretanto, o sentimento de alívio e liberdade não iria durar muito. Abruptamente, os três pararam bem diante da entrada da caverna. A nevasca não parava de cair, mas agora não estava tão intensa, o que facilitava enxergar o novo perigo que surgiu diante deles. Entre os corpos dos ladrões que permaneciam caídos por ali, rondavam uma matilha de lobos zumbis, rosnando ferozes e andando em círculos de maneira perigosa. Logo perceberam a presença de Melhdrik, Hevelin e Skaild, voltando-se contra eles de maneira sorrateiramente agressiva. Permaneceram imóveis, em posição de combate, exceto Skaild, que se esquivava atrás de Mehldrik, tentando se proteger. Atrás deles, os ladrões se aproximavam rapidamente, quase alcançando a saída da mina.&lt;br /&gt;- E agora? – perguntou Hevelin, um pouco nervosa, enquanto empunhava suas katanas.&lt;br /&gt;- São muitos lobos. Vamos perder tempo combatendo toda essa matilha.  – disse Mehldrik, olhando ao redor, enquanto pensava numa forma de saírem daquela situação.&lt;br /&gt;- Não temos mais tempo! – exclamou Skaild enquanto olhava para a entrada da caverna com um olhar assustado. – Os ladrões estão se aproximando!&lt;br /&gt;Mehldrik olhou também para trás, encarando a entrada da mina. Foi quando ele teve uma idéia de como se livrar dos bandidos e dos lobos zumbis ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;- Já sei como iremos sair daqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-3306220388679893940?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/3306220388679893940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-ix.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/3306220388679893940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/3306220388679893940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-ix.html' title='Capitulo IX'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-2230390849508103034</id><published>2009-03-06T20:46:00.001-03:00</published><updated>2009-03-10T23:53:12.309-03:00</updated><title type='text'>Capitulo VIII</title><content type='html'>Na manhã seguinte, Vohldrik e Lehvinia deixaram a morada do Capitão Mark, e iniciaram sua jornada pelas areias escaldantes do imenso Deserto da Lamentação. Estavam ainda pensando na missão extremamente importante que tinham agora, e algumas vezes seus pensamentos com relação a essa nova jornada traziam sensações de surpresa ainda. Nunca imaginariam eles dois que sairiam da residência do Capitão com um objetivo tão importante a ser cumprido, e muito menos que teriam tamanha responsabilidade baseada na confiança depositada neles pelo Capitão. Durante a jornada, Vohldrik contou para Lehvinia a respeito de sua família desaparecida, seu irmão guardião e sobre como viviam em Tundra Infame, sendo criados pelo padrinho deles, o Oficial Henkoff. Porém, caminharam a maior parte do trajeto em silêncio, mais para pouparem suas forças sob aquele sol causticante do que por falta de assunto qualquer. Tentavam se proteger daquele calor quase insuportável que reinava naquelas planícies desertas. E para que a viagem nunca fosse muito cansativa, tanto Vohldrik quanto Lehvinia carregavam somente o essencial para a jornada, e suas vestimentas eram as mais leves possíveis. Vohldrik, com sua armadura leve sob a capa de couro de cobras gigantes, e Lehvinia em seu quimono de seda, uma vestimenta que deixava à mostra parte de suas pernas e seus braços, ambos já bastante bronzeados pelo sol do deserto.&lt;br /&gt;Caminharam por dois dias e duas noites, com paradas programadas para descanso. Na manhã do terceiro dia avistaram ao longe o condado principal do Deserto da Lamentação. O calor abrasivo deformava a linha do horizonte, e de cima de um monte, Vohldrik e Lehvinia podiam ver a cidade. Estavam seguindo as orientações do Capitão Mark a respeito da localização exata do Portal, e por isso não foram em direção ao condado. O Portal ficava nas imediações da cidade, a cerca de cinco quilômetros na direção sudeste, em um local de difícil acesso.&lt;br /&gt;Na realidade, a dificuldade de acesso era apenas um artifício utilizado para evitar possíveis visitas de viajantes e moradores da região, já que em toda a extensão do Deserto da Lamentação havia centenas de edificações em ruínas, construções abandonadas que na maioria das vezes serviam de abrigo aos inúmeros viajantes que sempre se aventuravam a tentar atravessar as areias do deserto. Em função disso, a localização exata onde o Portal havia sido construído era bem peculiar. Ele ficava escondido no fundo de pequeno vale cheio de corredores estreitos e sombrios, e possivelmente esse clima soturno também acabava afastando os possíveis curiosos que resolvessem perambular pela localidade. Além disso, o próprio Portal tinha um sistema de funcionamento que agia como um mecanismo de proteção, onde somente aqueles que traziam o cartão de teletransporte é que poderiam atravessá-lo sem problema. Para aqueles que não dispunham de um cartão, a entrada dimensional não era acessível e não poderia ser vista. Nada seria visto, a não ser um imenso portal em arco encravado na rocha e construído com pedras talhadas e bem trabalhadas, tendo na parte superior do arco a imagem de um imenso rosto com uma expressão intimidatória, em cuja parte superior de sua cabeça havia um rosto menor, além de um semi-arco com 7 pequenas espadas encravadas. Nas paredes interiores da entrada podiam ser vistos entalhados diversos hieróglifos da língua regional. Esses mesmos sinais podiam ser vistos nas pequenas rochas lapidadas que ficavam dispostas em destaque na parte superior do Portal, logo atrás da imensa cabeça.&lt;br /&gt;Vohldrik e Lehvinia avistaram ao longe uma matilha de raposas do deserto, enquanto seguiam pelo caminho que os levariam ao pequeno vale. Desceram, então, pelos corredores esguios e penumbrosos, e seguindo as orientações do Capitão Mark, conseguiram encontrar o Portal.&lt;br /&gt;- Enfim, chegamos. – disse Lehvinia, enquanto observava o lugar atentamente.&lt;br /&gt;- Que local difícil de ser encontrado esse aqui. – disse Vohldrik olhando para o Portal – Se não fosse pelas orientações detalhadas do Capitão, a gente não encontraria esse lugar no meio desse labirinto de pedra.&lt;br /&gt;Lehvinia chegou um pouco mais perto, e fez um ar de desconfiada.&lt;br /&gt;- Vohldrik, estranho dizer isso, mas eu acho que o Portal não está funcionando. Só vejo ali uma parede de pedra.&lt;br /&gt;Vohldrik ficou um pouco confuso, e começou a considerar a possibilidade do Capitão Mark ter se enganado com relação ao local da passagem.&lt;br /&gt;- Não é possível. O Capitão explicou detalhadamente para a gente, e explicou duas vezes, para que tivéssemos certeza do local exato. – Vohldrik abriu sua pequena bolsa de couro, procurando o cartão de teletransporte em seu interior. – Será que o Capitão nos deu os cartões corretos?&lt;br /&gt;Assim que Vohldrik pegou o cartão, ele olhou novamente para o Portal, e começou a observar uma breve cintilação luminosa sair de dentro dele. O brilho luminoso foi aumentando levemente, até se converter numa espécie de aura envolvendo a entrada do lugar.&lt;br /&gt;- Lehvinia, pegue o seu cartão. Eu já entendi como o Portal funciona.&lt;br /&gt;- Entendeu? Então o Portal funciona mesmo? – perguntou a maga, toda curiosa.&lt;br /&gt;- Sim, funciona. Exatamente como o Capitão nos disse. Só que você precisa estar com o cartão em mãos. Pegue o cartão e veja você mesma.&lt;br /&gt;Lehvinia pegou o cartão que havia guardado consigo, segurou e encarou o Portal. Ao perceber também a aura se formando diante de si, começou a rir eufórica, abraçando Vohldrik, que ficou meio sem jeito com aquela atitude amistosa repentina.&lt;br /&gt;- Isso é fascinante! Realmente funciona, impressionante! – dizia Lehvinia, entre sorrisos.&lt;br /&gt;- Eu só espero que consigamos encontrar o caminho correto até Midreth. – comentou Vohldrik, pensativo. – Preparada para atravessar?&lt;br /&gt;- Sim, estou, lógico! – respondeu Lehvinia, entusiasmada.&lt;br /&gt;Vohldrik então atravessou primeiro, seguido de perto por Lehvinia. Não demorou muito e estavam os dois em um imenso saguão circular com paredes e pisos em tons de um azul escurecido, que era devidamente iluminado pelas auras brilhantes que emanavam de cada uma das diversas portas que rodeavam completamente o lugar. Vohldrik olhou para o chão, e percebeu que aquele todo aquele lugar, o piso, o teto, e inclusive as paredes, eram revestidos de metal, com rebites em diversos pontos a reforçar sua estrutura. Lehvinia olhava maravilhada, e ao mesmo tempo surpresa, todo aquele ambiente, pois nunca tinha visto antes um lugar igual àquele. Caminharam em direção ao centro do saguão.&lt;br /&gt;- Vohldrik, acho que não teremos dificuldade em encontrar nosso destino. – disse Lehvinia.&lt;br /&gt;- Realmente, você tem razão.&lt;br /&gt;De fato, eles não teriam dificuldade nenhuma em encontrar a porta certa que os levaria até Midreth. Na frente de cada uma das portas havia uma espécie de holograma de um brasão flutuando de maneira giratória. Cada brasão indicava um lugar importante de Nevareth, representando uma cidade, uma região ou um dos continentes conhecidos. Entretanto, nem todas as portas pareciam estar funcionando.&lt;br /&gt;- E aquelas portas? Elas parecem desativadas. – questionou Lehvinia.&lt;br /&gt;- Estranho isso. Mesmo estando com o cartão, elas não se ativam. – disse Vohldrik, olhando para o seu cartão e para as portas inativas.&lt;br /&gt;- Será que elas funcionam somente com outros cartões diferentes de teletransporte?&lt;br /&gt;- Provavelmente. Sobre isso, o Capitão não comentou nada com a gente.&lt;br /&gt;- Qual será o destino dessas portas? Fiquei curiosa agora – comentou Lehvinia, aproximando-se das portas.&lt;br /&gt;- Lehvinia, acho que se o Capitão não nos disse nada, é porque não nos diz respeito no momento. Como ele mesmo nos explicou, algumas coisas que ele sabe não é permitido contar.&lt;br /&gt;- Não é permitido ainda, pelo que eu entendi nas explicações meio misteriosas dele.&lt;br /&gt;- Bom, acho melhor nos prepararmos para atravessar o portal que nos levará ao continente de Midreth.&lt;br /&gt;Dito isso, Vohldrik e Lehvinia caminharam em direção ao Portal cujo holograma giratório mostrava o brasão do Continente de Midreth. Como sabiam que estavam prestes a adentrar num ambiente completamente dominado pelo gelo e por temperaturas congelantes, trataram de se agasalhar da forma como podiam. O jovem guerreiro ajeitou-se em sua capa que estava usando, e cobriu a cabeça com o capuz, enquanto Lehvinia tirava de seu pequeno alforje uma capa e a vestia para protegê-la do frio das montanhas. Quando acharam que estavam devidamente preparados para atravessar o Portal, entreolharam-se de maneira firme, respiraram fundo e seguiram em direção à passagem que os levaria para as terras inóspitas e geladas de Midreth.&lt;br /&gt;A alguns quilômetros do Portal por onde Vohldrik e Lehvinia sairiam, Mehldrik e Hevelin caminhavam num ritmo acelerado, buscando transpor com rapidez os caminhos cobertos por centímetros de neve. O tempo sempre instável era um obstáculo constante, e a nevasca diminuía de intensidade, mas nunca parava de cair. Mehldrik estava disposto a não fracassar em sua missão de resgatar Skaild, pois sabia que o sucesso de seu objetivo significava obter as respostas que há tempos ele buscava sobre o desaparecimento de seus pais. Caminharam durantes horas pelas florestas cobertas de neve, desafiando penhascos com seus caminhos estreitos desenhados nas beiras de montanhas, atravessando rios quase congelados por completo em seus cursos e evitando ao máximo encontrarem monstros pelas trilhas que escolhiam. Horas ininterruptas caminhando em direção ao local exato que o Oficial Henkoff suspeitava ser o esconderijo da Guilda dos Ladrões, até que em um determinado momento, Mehldrik parou subitamente, depois de avistar uma movimentação estranha há alguns metros adiante de onde estavam. Rapidamente puxou Hevelin para trás de algumas árvores, e fez gestos sutis, pedindo que a duelista se mantivesse em silencio. A tempestade havia diminuído mais uma vez, porém, a neve que caía ainda atrapalhava a visão de ambos. Ainda assim, eles podiam visualizar vultos próximos de uma entrada do que parecia ser uma mina abandonada. Sorrateiramente, Mehldrik e Hevelin foram se aproximando do local avistado, esgueirando-se por entre árvores e pedras no caminho. Hevelin viu ali próximo do local da entrada uma pequena clareira entre as árvores, e uma cabana.&lt;br /&gt;- É aqui o local descrito por Henkoff. – sussurrou Hevelin no ouvido de Mehldrik. – A entrada de uma mina, uma clareira e uma cabana abandonada.&lt;br /&gt;- Então aqueles que estão na entrada da mina devem ser da Guilda dos Ladrões.&lt;br /&gt;- Eles devem estar vigiando a entrada. Não consigo enxergar direito, mas parece que são seis ou sete que estão na porta.&lt;br /&gt;- Acredito que deva ter mais homens naquela cabana. Eles não ficariam tão dispersos aqui fora se não tivessem alguma equipe de apoio lá dentro para o caso de possíveis invasores aparecerem.&lt;br /&gt;- E dentro da mina? – perguntou Hevelin.&lt;br /&gt;- Primeiro vamos ter que cuidar desses que estão aqui fora. Então, quando entrarmos na mina, teremos que agir rápido, caso Skaild esteja como refém aqui.&lt;br /&gt;- Então não podemos perder mais tempo. Temos que agir logo. Tem alguma sugestão?&lt;br /&gt;- Tenho. Vamos nos separar de novo. Você cuida do pessoal dentro da cabana, enquanto eu cuido daqueles ali fora.&lt;br /&gt;Hevelin, então, empunhou mais uma vez suas duas katanas, enquanto Melhdrik invocava seu escudo astral e empunhava sua katana. Os dois estavam mais do que preparados para agir novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-2230390849508103034?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/2230390849508103034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-viii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/2230390849508103034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/2230390849508103034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-viii.html' title='Capitulo VIII'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-2094674067478454241</id><published>2009-03-02T22:41:00.001-03:00</published><updated>2009-03-02T22:41:55.317-03:00</updated><title type='text'>Capitulo VII</title><content type='html'>Enquanto o Capitão Mark terminava de proferir sua frase enigmática para Vohldrik e Lehvinia, com um olhar fixo e quase hipnótico, mais alguém adentrava em seus domínios pessoais, dessa vez de maneira mais comedida, porém em passos firmes e com postura mais determinada. Era um dos soldados da Guarda Oficial do condado principal do Deserto da Lamentação. Adentrava de maneira solene, porém com passos ágeis e respeitosos, vestido com sua farda militar em tons de cinza e verde coberto por uma capa que ainda trazia vestígios das areias do deserto. Tinha um pequeno turbante também cinza enfaixado em sua cabeça, turbante este que protegia o seu quepe e cujo pano descia pelo seu pescoço quase que como uma echarpe, levemente escondida pela gola alta de sua farda. Um pequeno óculos de lentes escuras, que mais se assemelhava a um protetor para sua visão, escondia seus olhos de todos. Já era noite quando aquele soldado havia chegado à residência do Capitão Mark com importantes mensagens.&lt;br /&gt;- Capitão Mark, boa noite. – disse o soldado em tom de respeito, enquanto tirava o pequeno óculos de seu rosto.&lt;br /&gt;- Boa noite, meu jovem soldado. Presumo que você tenha mais notícias para me entregar.&lt;br /&gt;- Sim, Capitão. O Oficial Dunhike me enviou com missão de trazer mais notícias importantes para o senhor. – dizia o soldado, enquanto mantinha uma postura ereta e entregava um pergaminho ao Capitão. – Ele me orientou a informá-lo que se trata de informações urgentes vindas do Continente de Midreth.&lt;br /&gt;Ao ouvir isso, Vohldrik sentiu um aperto gelado no seu coração, que o deixou um pouco assustado quanto ao conteúdo daquelas informações. Lehvinia, ao contrário, apesar de ter percebido o olhar meio assustado de Vohldrik, fazia uma cara de confusa e curiosa ao mesmo tempo, pois ela percebia que muitas informações estavam sendo passada entre as diversas autoridades dos continentes e condados de Nevareth, e com certeza aquele soldado trazia mais notícias a respeito dos desaparecimentos misteriosos.&lt;br /&gt;- Presumo que sejam as notícias que eu já esperava realmente. – disse o Capitão, enquanto desenrolava e lia calmamente o pergaminho entregue pelo soldado mensageiro. – E realmente são.&lt;br /&gt;- Capitão, desculpe a intromissão, mas o que diz neste pergaminho? Eu gostaria de saber, já que são notícias importantes vinda de meu continente. – Vohldrik estava apreensivo e queria muito saber o que se passava em sua terra natal.&lt;br /&gt;- De acordo com o que está escrito aqui, a situação parece ter se complicado em Midreth. A conhecida Guilda de Ladrões está no Continente, causando tumulto e confusões por lá. E aqui também diz que o maior porto comercial do Midreth, o Porto de Hebrat foi fechado por medida de segurança, em vista dos excessivos números de roubos que vem ocorrendo por lá, causando enormes prejuízos a todos os comerciantes de diversas cidades que dependem do porto, entre elas o condado principal de Tundra Infame.&lt;br /&gt;- Faz tempo aqueles baderneiros estão em Midreth, capitão. – disse Vohldrik – Eu mesmo já lutei com alguns membros dessa Guilda, que eventualmente aparecem pelos condados, trazendo caos e saqueando diversos comerciantes. Mas quando eu deixei Midreth, o porto ainda estava aberto a todos.&lt;br /&gt;- Creio que a situação em seu continente, Vohldrik, pelas notícias trazidas agora, está piorando. – opinou Lehvinia.&lt;br /&gt;- Era inevitável que toda essa situação se formasse e desencadeasse tais conseqüências. – interrompeu o Capitão Mark – Meus jovens, desde que a Guilda dos Ladrões migrou para as terras geladas de Midreth, uma série de fatos tem preocupado a todas as autoridades. Não faz muito tempo houve um grande alvoroço desde que uma mulher foi nomeada chefe desde a criação dessa Guilda. Entretanto, pouco tempo depois de sua criação, uma espécie de golpe de estado entre eles foi armado. Disseram que o golpe foi planejado pelo homem que era considerado a segunda pessoa no comando, e acreditava que seria a pessoa indicada para a posição. Seu nome é Kashu.&lt;br /&gt;- Kashu? – espantou-se Vohldrik. Ele já ouvira aquele nome algumas vezes, em algumas conversas com Mehldrik. – Meu irmão já me contou a respeito desse homem. Ele me disse que esse Kashu pode ser o principal responsável pelos roubos que estão ocorrendo por lá.&lt;br /&gt;- Sem dúvida, jovem Vohldrik. – concordou o Capitão. – Sem dúvida nenhuma que o principal responsável seja Kashu. Tanto pelo golpe interno que parece estar sendo arquitetado na Guilda quanto os constantes roubos pelo continente. Todos esses acontecimentos estão sendo organizados por ele. E ao que tudo indica, parece que ele quer desestabilizar economicamente a região, ao mesmo tempo em que aplica um golpe de estado interno na Guilda.&lt;br /&gt;- Capitão Mark, o Oficial Dunhike também solicitou remeter de volta suas considerações acerca das notícias pelo senhor recebidas. Ele aguarda pelas suas respostas. – disse o soldado, que ainda permanecia de pé, impassível, atento a tudo o que era dito no momento.&lt;br /&gt;- Não se preocupe, soldado. Formularei minhas considerações para que você as entregue em mãos ao Oficial. Como já anoiteceu, recomendo que você passe a noite aqui, e assim que amanhecer, você pode retornar ao Condado com meus relatos. Por enquanto, pode se retirar e descansar para amanhã seguir viagem de volta.&lt;br /&gt;Dito isso, o soldado consentiu com a sugestão do Capitão e pediu licença a todos os presentes, saindo logo em seguida. Assim que ficaram mais uma vez sozinhos, o Capitão Mark virou-se para Vohldrik e Lehvinia, fazendo uma breve pausa antes de começar a falar, o que causou certo clima de suspense no ar. Tudo indicava que ele tinha algo muito importante para dizer naquele momento.&lt;br /&gt;- Meus jovens, hoje vocês demonstraram determinação e coragem quando abraçaram a missão de chegarem até aqui. Cada um de vocês com suas missões e objetivos, mostraram força, persistência e vontade de alcançar o ponto final de suas jornadas. Eu sinto em vocês uma força cujo potencial pulsa timidamente ainda, mas que já vibra buscando todo seu poder interior.&lt;br /&gt;- O senhor vê isso tudo apenas olhando para a gente? – interrompeu Lehvinia, com certo ar de curiosidade.&lt;br /&gt;- Sim, minha jovem maga. Eu vejo em vocês dois, pois a Força Arcana que pulsa em vocês é visível para mim através de suas auras. E suas estrelas começam a brilhar intensamente através de suas auras.&lt;br /&gt;- Mas por que o senhor está nos dizendo isso agora? Existe algo que o senhor saiba de fato, e que nós não tenhamos conhecimento ainda? – questionou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Jovem Vohldrik, apenas relembrando o que eu havia lhe dito assim que você chegou aqui. Não tenho muito que lhes contar, e algumas coisas que sei não me é permitido contar, ainda. O que eu sei no momento e que posso realmente revelar é que vocês não estão aqui por acaso, e que vou designar vocês dois para uma missão importantíssima.&lt;br /&gt;- Missão importantíssima? – Lehvinia perguntou com ar de puro espanto. – Até o momento, Capitão Mark, a missão mais importante a qual fui designada foi trazer o diário até o senhor. O que poderia ser mais importante ainda?&lt;br /&gt;- E por que nós dois, Capitão? – as perguntas de Vohldrik eram mais questionadoras do que as de Lehvinia. – Por que, especificamente, o senhor decidiu por nós dois? O senhor mal nos conhece e não sabe realmente se teremos êxito na missão que deseja nos passar.&lt;br /&gt;- Meu jovem, a missão surgiu depois que avaliei todas as informações que me foram trazidas hoje, tanto o diário entregue por Lehvinia quanto as notícias do soldado mensageiro. E a missão se configura de caráter urgente. E sendo urgente, não tenho realmente tempo de solicitar guerreiros ao Condado principal do Deserto da Lamentação. Por isso, decidi por entregar essa missão a vocês dois. Tenho certeza de que vocês farão o melhor para cumprir seus objetivos. Vocês já me deram prova suficiente do potencial de ambos. Confesso que não sou de receber muitas visitas aqui em meus domínios. Entretanto, estejam cientes de que também não são todos os guerreiros e jovens lutadores que conseguem chegar até aqui. A maioria mesmo sequer consegue encontrar minha morada, e muitos desistem antes da metade do caminho ser alcançado.&lt;br /&gt;- O senhor está nos dizendo que a maioria dos guerreiros não encontra a estrada até aqui?&lt;br /&gt;- Exatamente. O deserto é o maior dos obstáculos, além dos monstros que a habitam por toda a sua extensão. As planícies e os vales traiçoeiros acabam enganando os viajantes, deixando-os confusos, cansados, desanimados, e a maioria desiste ou se perde pelo deserto. Vocês foram corajosos e demonstraram o contrário. Mostraram determinação e empenho em chegar aqui. E isso os habilita plenamente para a missão.&lt;br /&gt;O Capitão Mark virou-se e foi em direção às estantes imensas de livros e pergaminhos. Subiu em uma bancada móvel com rodinhas, e equilibrou-se nos primeiros degraus de uma escada. Parecia estar procurando algo em determinada parte da estante. Havia algumas caixas em meio aos livros e pergaminhos. Por fim, encontrou uma pequena caixa de veludo marrom escuro, e sacudiu um pouco a poeira que havia por cima dela. Desceu da bancada e retornou na direção de Vohldrik e Lehvinia. Pousou a caixa sobre uma mesa, entre livros e candelabros, e chamou os dois. Enquanto o Capitão Mark abria a caixa, ele explicava o conteúdo da mesma.&lt;br /&gt;- Dado o caráter de urgência da missão, a jornada de vocês será para o Continente de Midreth.&lt;br /&gt;- Para Midreth? – espantou-se Vohldrik&lt;br /&gt;- Exatamente. Entretanto, o tempo está contra nós, e não posso realmente aguardar mais do que o necessário até que vocês finalmente cheguem no destino decidido.&lt;br /&gt;- Mas, Capitão Mark, não entendo como poderemos ajudar com essa missão urgente sendo ela em Midreth – disse Lehvinia.&lt;br /&gt;Foi neste momento que o Capitão mostrou para Vohldrik e Lehvinia dois cartões transparentes, do tamanho exato da palma da mão. À primeira vista, pareciam feito de vidro, mas eram extremamente finos e flexíveis, e olhando mais de perto, podia-se conferir todo o mapa de Nevareth gravado levemente como marca d’água. O Capitão entregou os cartões para os dois.&lt;br /&gt;- O que estou entregando a vocês é algo que vai facilitar incrivelmente a viagem, que praticamente será um problema a menos para ambos. São cartões de teletransporte. Com eles, vocês poderão se deslocar com mais rapidez e alcançar regiões mais distantes. Uma vez usado, o cartão não poderá mais ser utilizado por outra pessoa a não ser a primeira pessoa que o utilizou, e também não pode ser transferido para outra pessoa.&lt;br /&gt;- Isso quer dizer que se eu usar este cartão pela primeira vez, mais ninguém poderá utilizar ele a não ser eu mesmo? – perguntou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Isso mesmo. E os cartões só podem ser utilizados nos portais que ficam nos arredores das cidades dos principais condados dos diversos continentes.&lt;br /&gt;- Mas eu nunca vi esses cartões antes, e nem ouvi falar desses tais portais. Qual o motivo desse mistério? – indagou Lehvinia, enquanto examinava cuidadosamente o cartão em suas mãos.&lt;br /&gt;- Minha jovem maga, tanto os cartões quando os portais são apenas utilizados por guerreiros previamente selecionados para missões cuja natureza seja de relevante urgência ou de extremo segredo.&lt;br /&gt;- A exemplo de nossa missão. – disse Vohldrik&lt;br /&gt;- Exatamente! – exclamou o Capitão de maneira contida. – Por isso, não revele os cartões a ninguém, mantenha-os em segurança e utilizem as passagens nos portais com o máximo de cuidado, para que as pessoas não os vejam.&lt;br /&gt;- Eu posso contar sobre isso ao meu irmão, Capitão?&lt;br /&gt;- Não. Não revele o cartão para o seu irmão. E não se preocupe com isso no momento. Toda revelação poderá ser feita no seu devido tempo.&lt;br /&gt;- Capitão Mark, e como saberemos para onde estaremos indo ao atravessar o portal?&lt;br /&gt;- Realmente, como saberemos? – Vohldrik reforçou a pergunta de Lehvinia.&lt;br /&gt;- Ao entrar no Portal, vocês estarão diante de diversos outros portais. Alguns deles estarão mostrando símbolos e brasões das principais cidades dos condados nos diversos continentes. Isso facilitará encontrar o destino de vocês.&lt;br /&gt;- O senhor disse alguns deles. E quanto aos portais que não mostrarem símbolo algum?&lt;br /&gt;- Não se preocupem. Esses portais necessitam de outros cartões de acesso. Sem eles, vocês não terão como atravessá-los.&lt;br /&gt;O Capitão Mark fechou a pequena caixa de veludo, e tratou de colocá-la no mesmo lugar onde a havia encontrado. Enquanto descia mais uma vez a bancada móvel, Vohldrik olhou para sua face de maneira questionadora, pois sabia que a pergunta mais importante ainda não havia sido feita.&lt;br /&gt;- Capitão, o senhor ainda não nos disse qual é realmente a nossa missão.&lt;br /&gt;Houve um brevíssimo silêncio naquele momento, enquanto o Capitão olhava seriamente para o jovem guerreiro e a atenta maga, antes de revelar de maneira decidida e curta qual seria a missão dos dois.&lt;br /&gt;- A missão de vocês é encontrar Kashu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-2094674067478454241?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/2094674067478454241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-vii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/2094674067478454241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/2094674067478454241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-vii.html' title='Capitulo VII'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-3697849492519380356</id><published>2009-03-02T22:39:00.000-03:00</published><updated>2009-03-02T22:40:45.813-03:00</updated><title type='text'>Capitulo VI</title><content type='html'>Lehvinia mostrava-se visivelmente cansada, e de certa forma, até aliviada por finalmente ter conseguido encontrar a morada do Capitão Mark. Ela vestia um quimono bege claro feito da mais pura seda já produzida pelos artesões daquele continente, e com inúmeros bordados em tons de azul ornamentando as faixas que caíam de sua cintura. Seu cansaço não tanto físico, mas mental, já que a parte final de sua jornada foi adiantada pelo uso constante de sua habilidade de teleporte, o que diminuiu sensivelmente o tempo da sua viagem até ali. Não queria ter que passar outra noite nas planícies daquele deserto traiçoeiro, e essa decisão acabou custando a Lehvinia boa parte de suas forças. Ela aproximou-se do Capitão e de Vohldrik e deixou-se cair sentada em uma pilha de livro próxima dos dois, que a olhavam com certa surpresa.&lt;br /&gt;- Seja bem vinda, minha jovem. Você parece ter utilizado a maior parte de sua força arcana em uma jornada realmente muito importante, pelo visto. – disse o Capitão Mark calmamente, dirigindo-se a Lehvinia.&lt;br /&gt;- Ela tem realmente uma coragem incrível para desafiar esse imenso deserto até aqui. – comentou Vohldrik.&lt;br /&gt;Lehvinia buscou recuperar um pouco seu fôlego, enquanto tentava recompor-se para poder finalmente dizer algo.&lt;br /&gt;- Capitão Mark? – perguntou a jovem maga de forma sucinta.&lt;br /&gt;- Eu mesmo, em pessoa.&lt;br /&gt;Lehvinia abriu seu pequeno alforje, e enquanto remexia nele, tirou de dentro um pequeno diário, que estava entre seus dois orbes de citrino, e o estendeu para o Capitão.&lt;br /&gt;- Estou aqui em missão a pedido do instrutor Gette, do Condado central do Deserto da Lamentação. Eu estava levando este diário para ele como uma das pistas encontradas em um dos locais onde um grupo de investigação desapareceu no Continente Pastur, e ele então havia me entregado uma mensagem sua dizendo que você aguardava minha chegada neste continente, bem como o material que eu estava trazendo.&lt;br /&gt;- De fato, minha jovem, de certa forma eu já a aguardava há algum tempo, e sabia que você viria. – disse o Capitão, enquanto pegava o diário das mãos de Lehvinia.&lt;br /&gt;Vohldrik, dessa vez, olhou surpreso para o Capitão, e entendeu consigo mesmo que, dessa vez, aquele velho misterioso deixara escapar um lampejo seu de premonição. Mesmo assim, permaneceu calado, apesar da expressão de espanto continuar em seu rosto.&lt;br /&gt;- Gette ficou surpreso quando eu disse meu nome a ele, pois ele ficou impressionado com a mensagem escrita que você havia deixado com ele, uma mensagem endereçada a mim.&lt;br /&gt;- Não vamos nos ater a esse pequenos detalhes do destino no momento. Creio que o que você me trouxe agora seja mais importante, pois as informações contidas nele talvez possam confirmar algumas das hipóteses ainda em aberto em minhas pesquisas a respeito dos desaparecimentos por toda Nevareth.&lt;br /&gt;- Você é algum tipo de Adivinho? Um velho sábio? Um mestre solitário? – perguntou Lehvinia sem conseguir conter sua curiosidade, com um olhar atento em direção ao Capitão, que voltou-se para ela e soltou um leve sorriso.&lt;br /&gt;- Isso é típico de vocês, magos. Sempre curiosos, sempre sedentos de saber, de conhecimento. Agora, se me dão licença, irei examinar esse pequeno diário.&lt;br /&gt;O Capitão Mark deus as costas aos dois jovens e se dirigiu para a mesa onde estava antes da chegada de Vohldrik, sentando-se na imponente cadeira, enquanto sussurrava algumas frases para si mesmo, deixando-se ficar absorto em suas pesquisas durante um bom tempo. Enquanto isso, Lehvinia, que ainda permanecia sentada na pilha de livros, ajeitava seus longos cabelos loiros e agora voltava sua atenção para Vohldrik, que começava a se sentir meio incomodado com o olhar demoradamente observador daquela maga para ele. Parecia que ela o estava examinando em seus mínimos detalhes. Então ela soltou uma pergunta para ele, iniciando a conversa.&lt;br /&gt;- Você não é um pouco pequeno para ser um Guerreiro? Não que eu ache errado, mas é que eu realmente nunca vi um guerreiro de seu tamanho carregando uma montante que fosse maior do que ele.&lt;br /&gt;- Você não é a primeira pessoa neste continente que me faz essa pergunta, por isso eu nem ligo mais para esse tipo de indagação. – respondeu Vohldrik, mostrando certa indiferença.&lt;br /&gt;- Então você não é daqui de Huan?&lt;br /&gt;- Não. Eu vim das terras geladas de Midreth faz alguns meses.&lt;br /&gt;- Espero que você não tenha se chateado com minha pergunta. Apenas fiquei curiosa ao ver alguém tão pequeno carregando uma montante tão imponente.&lt;br /&gt;- Não se preocupe. Em minha terra, eu tenho o respeito de meu povo, apesar dos estudiosos de lá considerarem ainda um enorme mistério todo esse potencial de força que tenho.&lt;br /&gt;Lehvinia, num ímpeto maior de curiosidade, levantou-se de onde estava, e caminhou em direção a Vohldrik. Parou diante dele, observando sua estatura, enquanto olhava um pouco desajeitada para os próprios ombros. Somente nesse momento, ela conseguiu obter uma real dimensão do tamanho do Jovem Guerreiro em relação ao seu. Observou com extrema atenção, como que medindo de maneira imaginária, para depois soltar um sorriso com ar revelador.&lt;br /&gt;- Você é oito dedos mais baixo do que eu. Incrível!&lt;br /&gt;- Tamanho não quer dizer nada. – disse Vohldrik, afastando-se um pouco para trás, mostrando-se levemente contrariado pelo que Lehvinia acabara de fazer.&lt;br /&gt;- Ah, desculpe. Eu não quis deixar você embaraçado. – disse Lehvinia, ainda sorrindo.&lt;br /&gt;- Eu não estou contrariado. – retrucou Vohldrik, com leve rispidez, cruzando os braços.&lt;br /&gt;- É que você pode ter compreendido mal minhas palavras. Não era minha intenção mostrar que você é mais baixo do que eu.&lt;br /&gt;Vohldrik permaneceu imóvel, apesar de desta vez ter soltado um olhar de soslaio para Lehvinia, deixando mostrar que realmente estava incomodado com aquela situação. A sorridente maga procurou contornar a situação que havia se formado, e então mudou de assunto, tentando amenizar a conversa.&lt;br /&gt;- Eu me chamo Lehvinia, e sou daqui mesmo do Continente. E você, qual o seu nome?&lt;br /&gt;- Vohldrik. – disse o jovem, de maneira sucinta.&lt;br /&gt;Lehvinia voltou e sentou-se novamente na pilha de livros. Abriu mais uma vez seu alforje, e tirou de dentro pequenos bolinhos brancos enrolados em folhas verdes. Aquela jornada havia deixado ela faminta.&lt;br /&gt;- Quer um? São bolinhos de papaniço, tenho bastante. Uma delícia.&lt;br /&gt;Vohldrik aceitou um, pois não comia fazia algumas horas. Enquanto desenrolava aquele bolinho redondo e fofo, tomou a iniciativa de perguntar a Lehvinia o que ela havia trazido de tão importante para o Capitão Mark.&lt;br /&gt;- É o diário de um dos guardas que fazia parte do grupo de investigação e resgate aos desaparecidos no Continente de Pastur. Parece que ali há relatos mais detalhados de tudo o que ocorreu momentos antes do grupo ter desaparecido no meio da Selva Vermelha, na Floresta do Desespero.&lt;br /&gt;- Quem encontrou esse diário?&lt;br /&gt;- Eu e meu grupo de busca. Seguimos alguns rastros e pistas por dentro da selva, até chegarmos ao local do acampamento. Estava tudo abandonado, e parece que o grupo que estava no local havia sofrido um ataque repentino.&lt;br /&gt;- Houve confronto direto? – indagou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Não se sabe ao certo, mas parece ter ocorrido um confronto sim. E tudo o que conseguimos encontrar no local foi esse diário. Estava meio enterrado em um lamaçal vermelho, como se o dono dele estivesse tentando esconder para que não encontrassem com ele.&lt;br /&gt;- Você chegou a ler o que tinha no diário?&lt;br /&gt;- Não me atrevi a ler. Os Oficiais do condado preferiram que o conteúdo dele fosse investigado e desvendado por uma alguma autoridade superior. E então acabei sendo conduzida até o Capitão Mark. – Lehvinia olhou para o lugar onde o Capitão permanecia sentado, ensimesmado em sua pesquisa iluminada por dezenas de velas em candelabros. – Misterioso ele, não acha?&lt;br /&gt;- Um pouco. Sendo um especialista em monstros, às vezes ele parece mais um adivinho. Estranho isso.&lt;br /&gt;- Concordo com você – disse Lehvinia sorrindo, enquanto comia mais um bolinho de papaniço.&lt;br /&gt;Agora mais descansada e relaxada, Lehvinia não trazia mais em seu semblante aquela expressão de quando havia chegado. Vohldrik, entre um olhar e outro, percebia agora nela algo de serenidade e plenitude mansa, como se agora ela fosse a calmaria em pessoa, depois de haver atravessado uma tempestade de sensações e emoções momentâneas. Havia chegado ofegante, um pouco nervosa, mostrando certo cansaço, mas agora parecia ter renovado suas forças, e recuperado seu equilíbrio interior. Vohldrik achava interessante o rosto dela, já que seus olhos pareciam sempre sorrir juntos com seus lábios. Permaneceram ainda ali um bom tempo até que finalmente o Capitão Mark levantou-se de onde estava, indo na direção do dois.&lt;br /&gt;- Vocês sabiam que os troglos das selvas vermelhas gostam de coisas brilhantes? E que é justamente por isso eles sempre acumulam objetos brilhantes em suas tocas?&lt;br /&gt;Lehvinia e Vohldrik entreolharam-se, sem entender o motivo daquela explicação repentina.&lt;br /&gt;- Os objetos que eles acabam guardando podem ser os mais variados, desde cacos de vidro, até ouro derrubado pelos viajantes, e até mesmo armas de guerreiros, orbes, cristais. Extremamente interessante isso, não acham? – perguntou o Capitão de maneira despretensiosa.&lt;br /&gt;- Engraçado isso. Eu não sabia – respondeu Lehvinia sorrindo.&lt;br /&gt;- Foi isso o que o senhor descobriu lendo aquele diário?&lt;br /&gt;- Ah, não, meu jovem. Isso é outro passatempo meu, uma espécie de exercício mental que faço enquanto começo a me concentrar naquilo no qual estou realmente pesquisando.&lt;br /&gt;- Isso, além de conversar sozinho. – sussurrou Vohldrik ao ouvido de Lehvinia, sem que o capitão percebesse.&lt;br /&gt;- Quanto ao conteúdo do diário, ele apenas confirma minhas suspeitas. Em breve, o caos vai se instalar por toda Nevareth, e o sangue dos verdadeiros heróis será chamado a enfrentar esse caos.  – o Capitão Mark olhou fixo para os dois jovens à sua frente e começou a falar de maneira enigmática – Muitos heróis acumularão batalhas e conquistas, desafios e perigos, e suas estrelas farão brilhar cada vez seus caminhos. Fiquem atentos às suas estrelas, pois o futuro de vocês pode acabar se cruzando com o futuro de toda Nevareth.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-3697849492519380356?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/3697849492519380356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-vi.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/3697849492519380356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/3697849492519380356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/03/capitulo-vi.html' title='Capitulo VI'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-483706654091527196</id><published>2009-02-21T21:57:00.000-03:00</published><updated>2009-02-21T21:58:07.563-03:00</updated><title type='text'>Capítulo V</title><content type='html'>Muito distante daquelas montanhas geladas de Vahour e daquele clima nebulosamente congelante, no Continente de Huan, alguém vagava com passos lerdos através de um vasto deserto. O suor escorria insistentemente de seu rosto queimado pelo sol abrasador, enquanto seus olhos vislumbravam paisagens feitas de imensidões de dunas de areias, formações rochosas magníficas, ruínas abandonadas e oásis esquecidos. E apesar daquele lugar todo parecer estar derretendo há muito tempo com aquele calor fervente, sem dúvida nenhuma o Deserto da Lamentação era um imenso santuário de riquezas esquecidas. Em muitos pontos podia-se esbarrar em construções seculares arruinadas e quase sepultadas pelas tempestades de areia, que sempre assolavam a região. Entretanto, o deserto, mesmo mostrando-se uma paisagem fascinante, também trazia em sua natureza algo de traiçoeiro e perigoso. Muitos viajantes desprevenidos haviam perdidos suas vidas ao tentar desafiar aquela vastidão escaldante. E antes de deixar uma das cidades mais importantes daquele condado para trás, Vohldrik ouvira muitas histórias amaldiçoadas contadas por Cox, agente oficial que administra todos os armazéns e responsável pelo sistema de estocagem de mercadorias daquela cidade. Muitas dessas histórias falavam também sobre pessoas que desapareciam misteriosamente sem deixar qualquer pista que pudesse explicar seus sumiços. E muitos desses desaparecimentos eram semelhantes aos outros casos relatados nos outros continentes de Nevareth, inclusive em Midreth, sua terra natal. Vohldrik sempre pensava em tudo isso que estava acontecendo pelo mundo, e imaginava que essas ocorrências poderiam ser o início de algo muito maior que estava por vir em um futuro não muito distante. Atingiu o topo de uma duna, e então viu toda uma planície desértica diante de si, uma paisagem ampla, silenciosa, e perturbadoramente quente. Atendendo um dos conselhos do agente Cox, havia deixado alguns de seus pertences bem guardados no armazém da cidade, e iniciou aquela jornada apenas com o que era necessário. Sua armadura era, ao mesmo tempo, leve e resistente, e Vohldrik usava uma capa feita de couro das cobras gigantes existentes naquela região, que o protegia perfeitamente durante o dia contra os raios solares, e o aquecia durante a noite, quando a temperatura no deserto caía absurdamente, chegando a assemelhar-se às temperaturas das Montanhas geladas de Tundra Infame, o que não o incomodava muito, já que viera de daquelas terras cobertas de gelo e neve. Carregava sua montante e alguma comida numa bolsa de couro presa à sua cintura.&lt;br /&gt;Apesar de sua estatura mediana e da pouca idade, Vohldrik havia conquistado o respeito e admiração de muitos na região onde nascera e crescera pela determinação e empenho com que vinha estudando as técnicas da Força Arcana, tornando-se um guerreiro incrível em tão pouco tempo e tão jovem ainda. Sua força física era desproporcional para seu tamanho e sua idade, e isso havia se tornado um grande mistério, sendo até mesmo motivo de pesquisas por parte de valorosos estudiosos das técnicas da Força Arcana nas terras de Tundra Infame. &lt;br /&gt;Alguns dias de caminhada no deserto haviam deixado sua pele meio bronzeada, e Vohldrik pensava já estar quase perto de seu destino. E pelo visto, Cox havia previsto com exatidão o tempo que demoraria para ele chegar aonde queria. O sol já havia passado do ponto mais alto do céu e caminhava para o seu entardecer, quando Vohldrik, depois de descer por uma estrada que penetrava por um Vale, avistou uma edificação imponente esculpida e encravada ao pé de uma imponente formação rochosa. Daquele ponto, tinha-se uma magnífica vista de um enorme canyon, cujas passagens escondidas vistas de longe pareciam ser muito traiçoeiras e perigosas. Ficou um pouco aliviado de o seu destino final ser exatamente ali, em frente aquela construção cheia de arabescos arquitetônicos. A entrada mostrava enormes abóbadas no topo sustentadas por imponentes pilares. Ao lado desses pilares, enormes pedras esculpidas em formas arredondadas geometricamente em cones que apontavam para o céu azul. Vohldrik parou por um momento, observando toda aquela imponência. “Então é aqui a morada do Capitão Mark”, pensou consigo, enquanto tomava coragem para entrar.&lt;br /&gt;Vohldrik conheceu o Capitão Mark pessoalmente apenas uma vez, quando o mesmo fez uma visita oficial em Tundra Infame, quando liderou uma comissão de investigação para colher informações a respeito dos desaparecimentos ocorridos por lá. Mas Vohldrik não chegou a conversar com ele, apenas o vira entrar na residência do Oficial Henkoff. Não fazia idéia de como se apresentaria, nem tampouco como eram as formalidades utilizadas diante de uma pessoa como o Capitão Mark, mas ele não se incomodava muito com isso. Para falar a verdade, ele nunca se incomodava muito com formalidades, era sempre espontâneo e sincero, e não escolhia muito aquilo que iria dizer. Ele era diferente de seu irmão mais velho, Mehldrik, que desde que seus pais desapareceram, havia se tornado mais reservado, mais fechado, uma pessoa pouco sociável e de poucas palavras. Vohldrik havia percebido essa mudança logo no início, pois quando crianças, eles eram sempre alegres, brincalhões e comunicativos com todos ao redor, principalmente com seus pais. Seu irmão, porém, havia mudado seu comportamento e se tornado um garoto calado e pensativo. Vohldrik era muito criança e não entendia direito o que se passava ao seu redor, mas Mehldrik já tinha idade suficiente para saber sobre tudo aquilo que queriam esconder dele.&lt;br /&gt;Enquanto penetrava naquele lugar pouco iluminado em seu interior, formado por corredores labirínticos e estreitos, Vohldrik se lembrava de seu irmão agora distante. Havia partido sem lhe dizer para onde ia e qual o motivo de sua viagem, e mesmo assim Mehldrik o abraçou com firmeza, desejando toda sorte do mundo em sua jornada rumo ao distante continente. Essas lembranças o confortavam naquele momento, assim como o confortaram por toda sua jornada até ali. Finalmente Vohldrik encontrou o final daqueles corredores, atingindo um saguão com suas silenciosas paredes de pedra, iluminado pela luz de enormes lampiões pendurados no teto em diferentes alturas por correntes. No chão havia um enorme círculo com uma série de desenhos dispostos em arranjos geométricos bem definidos, feitos de pequeninas pedras polidas em cores diversas, variando do salmão desbotado ao marrom cor de terra. Do outro lado havia um portal em arco. Empurrou aquelas portas, e deparou-se numa grande biblioteca. Havia livros por todos os lados, em estantes imensas que alcançavam o teto. Livros amontoados em diversos lugares, milhares deles, pergaminhos tomavam conta de mesas iluminadas por velas em candelabros. Vohldrik atravessava aquelas pilhas de livros e pergaminhos, até que ouviu sussurros vindo de uma mesa onde parecia haver mais livros e pergaminhos do que qualquer outro lugar daquela biblioteca. Havia alguém sentado numa imponente cadeira, e ao seu redor, mais velas acesas e candelabros. Não conseguia enxergar quem era, pois a cadeira estava de costas para ele, mas Vohldrik esperava que fosse o Capitão Mark. Quanto mais se aproximava, mais nitidamente ele conseguia ouvir o que a pessoa falava. Parecia realmente estar conversando consigo mesma.&lt;br /&gt;- Não acredito... A estabilização do túnel parece estar demorando mais do que o previsto... Isso não pode estar acontecendo...&lt;br /&gt;O jovem guerreiro realmente não estava entendendo nada do que a pessoa dizia. Chegou bem perto, e começou a visualizar a pessoa sentada, de longos cabelos brancos, assim como sua barba. Vestido numa espécie de túnica com detalhes geométricos desenhados nas bordas, o senhor estava debruçado em alguns pergaminhos. Então, ele parou de falar, e virou-se com um olhar ao mesmo tempo revelador e enigmático na direção de Vohldrik:&lt;br /&gt;- Aí está você. Esperei bastante pela sua vinda. – disse o Capitão Mark com uma voz calma e mansa. Ah, não se incomode comigo, eu costumo falar sozinho e falar demais. É uma espécie de passatempo sem fim pra mim, que agora foi quebrado pela sua chegada.&lt;br /&gt;- Você me esperava? O Agente Cox, por acaso, avisou você que eu viria até aqui? – perguntou Vohldrik, meu surpreso.&lt;br /&gt;- Cox? Você conhece aquele “tratante”? – o Capitão levantou-se sem pressa, esboçando um leve sorriso quase escondido naquela imensa barba branca. – Não se preocupe. Cox não me avisou de sua vinda.&lt;br /&gt;- Então você sabia que eu estava vindo?&lt;br /&gt;- Meu jovem, não tenho muito que lhe contar, e algumas coisas que sei não é permitido contar.&lt;br /&gt;- Eu me chamo Vohldrik, e vim aqui em busca de...&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei. Você veio em busca de respostas e possíveis esclarecimentos a respeito dos desaparecimentos ocorridos por toda Nevareth.&lt;br /&gt;Vohldrik estava meio atônito com aquela conversa, e com a maneira como o Capitão falava, como se já soubesse de todos os acontecimentos com certa antecedência.&lt;br /&gt;- Eu sei que você deve estar se perguntando como eu realmente sei tudo isso. Saiba que, apesar de algumas vezes a gente considerar a possibilidade de se tratar de algum tipo de clarividência, tais conclusões reveladoras nada mais são do que prováveis exercícios da lógica e dedução baseados em fatos.&lt;br /&gt;Vohldrik permaneceu calado, com um olhar quase hipnótico, atento ao que o Capitão Mark lhe dizia, buscando entender tudo aquilo que lhe parecia, a princípio, tão estranho.&lt;br /&gt;- Não é mistério nenhum que quase todos por toda Nevareth estão buscando respostas para o que vem ocorrendo já há alguns anos. São fatos que até hoje estão sem quaisquer explicações plausíveis.&lt;br /&gt;- Eu vim aqui realmente com esperanças de que o senhor pudesse me dar algum esclarecimento sobre esses desaparecimentos.&lt;br /&gt;- A respeito dos desaparecidos, o que realmente até hoje se sabe é que enquanto eles estiverem vivos, não terão permissão para retornar. E de acordo com todas as informações que consegui reunir, presumo que o paradeiro dos desaparecidos tem uma relação direta com o estranho demônio.&lt;br /&gt;- Que demônio? – questionou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Quem é ele? Sua identidade em breve será revelada. – O Capitão Mark foi breve em sua resposta. – Como eu havia lhe dito antes, meu jovem, algumas coisas não são permitidas serem reveladas.&lt;br /&gt;- O Oficial Dunhike, de uma das principais cidades do condado daqui do Deserto da Lamentação, me explicou que os desaparecimentos estão afetando um grande número de pessoas e perturbando a rotina de todas as colônias.&lt;br /&gt;- De fato, tudo isso vem desestabilizando nossas rotinas cada vez mais. Eu soube, da parte de Dunhike, que muitos jovens guerreiros iniciantes foram convocados a ajudar nas comissões militares de investigação, mas nada de concreto foi descoberto até o momento. Nem mesmo as buscas minuciosas nos covis dos monstros teve resultado satisfatório.&lt;br /&gt;O Capitão Mark dirigiu-se até uma estante próxima e agarrou um pergaminho com cuidado, desenrolou sobre uma mesa e conferiu algumas informações contidas nele, na verdade anotações feitas por ele há algum tempo. Passava o dedo em cada linha escrita, e seus olhos percorriam as palavras com atenção extrema.&lt;br /&gt;- Na verdade, o Mago Negro do Exército Mercenário, que desapareceu junto com as pessoas há algum tempo, tem nos provocado certa suspeita, mas nada pode ser feito, pois ele desapareceu sem deixar qualquer vestígio.&lt;br /&gt;- O Exército Mercenário poderia estar envolvido nisso? – questionou Vohldrik.&lt;br /&gt;- Alguns indícios levam a crer que sim, mas nada que possa ser realmente comprovado. – o Capitão Mark retornou à estante e pegou outro pergaminho, desenrolando-o em seguida sobre o outro já aberto na mesa. – Também colhi informações de do Oficial Schuteberk, de que os grupos enviados no Continente Pastur para investigar os covis dos troglos, dentro da Selva Vermelha, dizem ter visto um grupo de pagãos sempre presentes em muitos locais dos desaparecimentos. Esses pagãos ultimamente aumentaram muito dentro do continente. Mesmo que eles sejam colocados como suspeitos, sem evidências claras, não podemos tomar nenhuma medida drástica. Mesmo que as punições pudessem ser impostas, na verdade seria muito difícil aplicá-las, considerando que esses pagãos são um grupo muito fechado. Sendo assim, os casos permanecem em aberto sem nenhuma solução.&lt;br /&gt;- É muito frustrante saber que nada podemos fazer. Saber que não podemos rever nossos familiares e nem ao menos descobrir o que ocorreu realmente com eles.&lt;br /&gt;- Você também teve parentes desaparecidos, suponho.&lt;br /&gt;- Sim. Meus pais sumiram quando eu e meu irmão ainda éramos crianças. Eu devia ter uns 6 anos, e meu irmão, 10. E mesmo depois de 11 anos, a gente ainda tem esperanças de que possamos saber o que aconteceu com eles, se eles ainda estão vivos em algum lugar.&lt;br /&gt;- Assim como você e seu irmão, muitos alimentam a esperança em rever os parentes e amigos desaparecidos. Os familiares dos membros das equipes de resgate que desapareceram vão todos os dias ao posto do Oficial expressarem sua dor. Considerando que a situação é de aflição, a frustração é incomparável, sendo que não existe sequer uma pista concreta.&lt;br /&gt;- Eu vim aqui na tentativa de encontrar novas respostas. Eu queria muito poder ter boas notícias para meu irmão, e fazê-lo alegrar-se novamente, fazer ele sorrir com boas novas. – Vohldrik fez uma pausa e lembrou-se que seu irmão conhecia o capitão – Meu irmão conhece você, e chegou até a conversar contigo.&lt;br /&gt;O Capitão Mark permaneceu debruçado sobre os pergaminhos, mas ainda assim, levantou os olhos com um ar questionador em direção ao jovem guerreiro.&lt;br /&gt;- Quem é o seu irmão?&lt;br /&gt;- Mehldrik, afilhado do Oficial Henkoff, do condado de Tundra Infame. Henkoff também é meu padrinho.&lt;br /&gt;O Capitão endireitou-se, fechando os pergaminhos.&lt;br /&gt;- Mehldrik? Eu me recordo dele. Questionador, cético, não aceitou muito bem as explicações que lhe dei na época. Então você é afilhado do Oficial Henkoff. E parece também ser muito jovem para já ter se tornado um Guerreiro conhecedor das técnicas básicas da Força Arcana. – Mark caminhou lentamente em direção a Vohldrik, observando-o atentamente. – E mesmo assim, parece possuir uma força descomunal dentro de si, que ainda não se manifestou em toda sua plenitude. Sem dúvida, seu poder é fabuloso e você mesmo o desconhece ainda.&lt;br /&gt;- Tudo o que aprendi até o momento, devo aos meus instrutores, e principalmente ao Instrutor O’Conner, um grande mestre e conhecedor profundo das técnicas da Força Arcana.&lt;br /&gt;- E pelo visto, ele tem sido um ótimo mestre para seu jovem discípulo. Entretanto, esteja ciente de seu incrível futuro. A hora da estrela do destino, que definirá a sobrevivência de toda a Nevareth, é iminente. Você precisa despertar todas as suas habilidades como Guerreiro, se quiser seguir em frente com essa sua jornada de aprendizado. Você terá enormes responsabilidades pela frente, e muitos dependerão da força de sua espada para encontrarem a paz e a liberdade.&lt;br /&gt;Vohldrik ficou absorto por aquelas palavras proferidas pelo Capitão Mark, deixando escapar de seu rosto uma leve expressão pensativa, como se tentando entender tudo o que aquele senhor de longas barbas brancas havia lhe dito. Foi quando um barulho, vindo da portas por onde havia passado há pouco, chamou a atenção do Capitão Mark, assim como a sua também. Alguém adentrava o recinto de maneira nervosa e um pouco ofegante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-483706654091527196?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/483706654091527196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-v.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/483706654091527196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/483706654091527196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-v.html' title='Capítulo V'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-605986295935440986</id><published>2009-02-19T22:01:00.004-03:00</published><updated>2009-02-19T22:19:59.468-03:00</updated><title type='text'>Capitulo IV</title><content type='html'>Não era o momento mais apropriado para criar estratégias de combate e não havia tempo suficiente para raciocinar muito sobre o que deveria ser feito. Mehldrik sabia que ele e Hevelin estavam em menor número naquele combate, e num rápido lance de olhar, havia contado 15 membros da Guilda ali diante deles. E parece que o clima naquela região gostava de contrariar Mehldrik, pois justamente no momento em que eles bateram de frente com aqueles indivíduos pouco amistosos, a neve voltou a cair, e desta vez com mais intensidade. Mehldrik mais uma vez amaldiçoou aquele clima, o que fez com que Hevelin olhasse para ele com uma expressão de certo espanto, apesar de ainda estar bastante revoltada com a breve discussão que tiveram.&lt;br /&gt;O bando estava muito bem armado, todos com suas espadas, katanas, montantes empunhadas e prontas para dilacerar os inimigos.  Não importava a estatura, e entre gordos e troncudos, e magros e esbeltos, todos ali tinham um objetivo em comum, o de simplesmente propagar o pânico e o terror por onde passassem, deixando sempre um rastro cego de destruição e dor. Alguém que estava à frente da guilda, com jeito de líder e olhar serenamente psicótico soltou uma frase horripilante, fazendo com que Mehldrik estreitasse seu olhar numa expressão de raiva:&lt;br /&gt;- Vamos ter carne fresca hoje. Arranquem as entranhas deles!&lt;br /&gt;Dito isso, todos do bando partiram para cima de Mehldrik e Hevelin aos gritos, berros, empunhando ferozmente suas espadas e montantes.&lt;br /&gt;- Rápido, Hevelin, vamos nos separar – disse Mehldrik rapidamente para Hevelin quase como um sussurro. Cada um foi para um lado, correndo por entre as árvores e arbustos, sendo seguido pelos membros da Guilda, que se dividiram para persegui-los. Hevelin agarrou com firmeza e agilidade suas duas katanas, enquanto Mehldrik tirava de seu alforje seu orbe e o invocava em seu escudo astral, ao mesmo tempo em que empunhava sua katana com determinação. Ele percebeu que daria tempo de se livrar dos três oponentes que corriam rapidamente em sua direção, e então recuou tão rapidamente quanto pôde por entre duas árvores, para em seguida mirar seu escudo em um deles e soltar um projétil congelante, fazendo paralisar por alguns momentos. Isso lhe deu tempo de se armar para o próximo golpe contra os outros dois, e o fez rapidamente, soltando um golpe circular com sua katana e derrubando-os no chão. O outro havia conseguido se livrar daquele golpe congelante e partiu novamente para cima de Mehldrik, que dessa vez soltou um projétil relâmpago, sendo dessa vez fatal para o infeliz, caindo já morto. Tudo acontecia muito rápido, e num piscar de olhos, Mehldrik partiu para o ataque utilizando a técnica da guilhotina, lançando-se ao ar em rodopios rápidos e descendo ferozmente com sua katana sobre os inimigos à sua frente. Foi um golpe único e sangrento, porém conseguiu apenas acertar um dos seus perseguidores. Decidiu usar o mesmo golpe, e então promoveu grandes saltos laterais pelos troncos das árvores, e voltou-se contra o último que estava ali à sua frente, desferindo o mesmo golpe de guilhotina. Não teve tempo de respirar, e mais quatro lhe cercaram. E assim como fizera com os pantrocornes, evocou as espadas arcanas na técnica das espadas do julgamento e dilacerou com todos ao seu redor.&lt;br /&gt;Enquanto Mehldrik decidiu aqueles combates contra os ladrões em seu favor, Hevelin empunhava com agilidade suas katanas, mostrando toda sua rapidez numa dança mortífera. Observou dois ladrões que vinham correndo mais próximos de seus passos, e então virou-se numa espiral fantasma, e com apenas esse golpe atingiu de maneira arrasadora os oponentes que estavam a alguns metros. Os demais membros da guilda ameaçadora ainda estavam mais atrás, e ela viu a oportunidade para concentrar-se na técnica da lâmina intensa, que consistia em aumentar a energia potencial de suas armas, de forma a aumentar o efeito de suas técnicas de espada. Então, mudou sua tática imprevisivelmente e partiu pra cima de um dos inimigos, um grandalhão que empunhava uma enorme montante de aço, e desferiu nele um choque arcano, um ataque extremamente ágil que se assemelhava a correr velozmente e atingir o inimigo com uma joelhada fatal. Agachou-se para livrar do golpe de uma afiada daikatana, e então desferiu outra espiral fantasma contra todos à sua volta. Para sua surpresa, ainda havia dois de pé, que levantaram suas espadas contra ela. Hevelin, com sua agilidade potencializada, atacou usando a técnica do Corte da Lua Gêmea, desferindo dois golpes cruzados das suas katanas gêmeas, levando os derradeiros inimigos à morte definitiva. Foram sequências rápidas e eletrizantes, onde Mehldrik e Hevelin acabaram com aquele bando em questão de minutos. Ao final, os dois, ofegantes e um pouco cansados por causa dos golpes que exigiam muito de suas técnicas e força arcana, olhavam aqueles corpos estirados na neve, ao mesmo tempo em que se entreolhavam calados, a uma distância relativa um do outro.&lt;br /&gt;Passado todo o furor e perigo daquele combate, Mehldrik lentamente foi se aproximando de Hevelin, que já havia recolhido as katanas mais uma vez, e já não mais se preocupava com a breve discussão que tivera há pouco. Agora, o foco de seus pensamentos era outro. Ela estava intrigada com aquele bando da Guilda que encontraram.&lt;br /&gt;- Será que eles estavam me seguindo? – questionou para Mehldrik, pensativa. – Ou será que apenas tivemos a infelicidade de esbarrar com eles aqui nas montanhas?&lt;br /&gt;- É uma boa pergunta. – respondeu Mehldrik. – Ou a Guilda podia já saber da sua localização e então enviou esse bando para impedir que você descubra onde eles possam estar, pois isso levaria a desvendar o local onde as mercadorias roubadas estariam.&lt;br /&gt;- Isso nos dá uma certeza. Estamos próximos de encontrar o esconderijo, e pelas instruções que Henkoff me passou, parece que ele realmente está certo quanto ao local onde eles estejam escondendo o que roubaram.&lt;br /&gt;- E pelo visto, isso também me dá a certeza de que devo estar próximo de meu destino também. – disse Mehldrik, enquanto revistava um dos ladrões mortos.&lt;br /&gt;- A propósito, agora fiquei intrigada com outra coisa. O que você faz aqui caminhando por estas montanhas? Você não chegou a me dizer, apesar de ter me dito coisas das quais não gostei nem um pouco.&lt;br /&gt;Mehldrik realmente começava a considerar Hevelin um tanto quanto desaforada e sem tolerância nenhuma para críticas, e isso não era nada bom para duas pessoas que acabaram de se conhecer. Ele relutou um pouco em responder, mas decidiu explicar, enquanto procurava possíveis pistas entre aqueles ladrões que pudessem lhe indicar o paradeiro da pessoa que estava ali para resgatar.&lt;br /&gt;- Estou aqui em uma missão também, a pedido de um amigo meu do condado. Vim para encontrar e resgatar alguém chamado Skaild, que está sendo ameaçado pela Guilda dos Ladrões.&lt;br /&gt;Hevelin fez uma expressão sutilmente questionadora, levantando um de suas sobrancelhas e continuando o interrogatório.&lt;br /&gt;- Em que esse Skaild se meteu para ser ameaçado pela Guilda?&lt;br /&gt;- Dívidas não pagas, pelo que me foi explicado. E ele não tem como pagar, então a Guilda está procurando ele.&lt;br /&gt;- Irão matar ele?&lt;br /&gt;- Não, a intenção deles é outra. Eles pretendem capturar Skaild e vender ele ao Exército Mercenário. Assim eles acabam lucrando, e Skaild quita as dívidas que tem com o bando.&lt;br /&gt;- Então, de uma forma ou de outra, acabaríamos nos encontrando de qualquer jeito.&lt;br /&gt;- Como assim? – indagou Mehldrik, dessa vez olhando para Hevelin.&lt;br /&gt;- Se você está indo resgatar alguém jurado de morte pela Guilda, e eu estou procurando o local aonde essa mesma Guilda vêm escondendo as mercadorias roubadas, logo... – Hevelin fez uma pausa proposital, esperando que Mehldrik entendesse o raciocínio e completasse a frase. Ele a encarou por um momento, como se buscando encaixar peças de um quebra-cabeça proposto.&lt;br /&gt;- Logo, você considera que Skaild já tenha sido capturado e esteja nesse mesmo local das mercadorias roubadas.&lt;br /&gt;- Claro. Não acredito que esse Skaild tenha conseguido se esconder por muito tempo. Esse bando não seria tão estúpido assim, a ponto de deixar alguém escapar. Eu acredito que ele já tenha sido capturado.&lt;br /&gt;Por um instante, Mehldrik sentiu um ligeiro calafrio na espinha, e não era causado pelas baixas temperaturas das montanhas. Poderia Hevelin estar certa em suas hipóteses? Será que ele falhou em sua missão de resgatar Skaild e levá-lo a salvo de volta para o Condado? O que diria seu amigo Simon se ele retornasse com tristes notícias? Mehldrik olhou novamente para Hevelin, que insinuava um ligeiro sorriso de canto de lábio, e ligeiramente pensou em outras possibilidades. Hevelin poderia estar apenas jogando com hipóteses, com uma cínica intenção de afirmar subjetivamente que ele também cometia erros e poderia desta forma ter falhado em sua missão.&lt;br /&gt;- O que você acha? – indagou Hevelin, ainda com aquele leve sorriso de canto de lábio, e com uma das mãos na cintura.&lt;br /&gt;Mehldrik evitou dar uma resposta que iniciasse uma nova discussão sem necessidade, pois provavelmente poderia estar equivocado com seus pensamentos naquele momento. Começou a analisar a possibilidade de Skaild já ter sido capturado pela Guilda, e concluiu rapidamente que essa possibilidade apenas mostrava que ele e Hevelin acabavam tendo o mesmo destino naquele momento.&lt;br /&gt;- Se, de acordo com sua hipótese, Skaild já tenha sido capturado, isso significa que ele possa estar nesse esconderijo, o mesmo esconderijo que você está indo investigar, segundo instruções de Henkoff.&lt;br /&gt;- Isso mesmo.&lt;br /&gt;- Ou seja, nesse caso, estaríamos eu e você indo ao mesmo lugar, apesar de nossas missões serem distintas.&lt;br /&gt;- Exatamente.&lt;br /&gt;- E o que você sugere nesse caso? – questionou Mehldrik, quase se arrependendo de ter feito essa pergunta.&lt;br /&gt;- Eu sugiro que a gente esqueça aquela discussão que aconteceu entre a gente, e nos unir no mesmo propósito, já que possivelmente estejamos indo os dois para o mesmo destino encontrar o mesmo bando.&lt;br /&gt;Mehldrik hesitou um pouco antes de responder.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu aceito sua sugestão. Agora eu acho melhor a gente realmente adiantar nossa jornada, pois está começando a nevar com mais intensidade, e esse tempo poderá nos atrasar mais ainda.&lt;br /&gt;Hevelin consentiu com a cabeça, e ambos recomeçaram suas caminhadas, dessa vez juntos, buscando alcançar um destino em comum. Desceram a encosta da montanha, deixando para trás diversos corpos inertes e sem vida, sendo levemente enterrados pela nevasca que caía.&lt;br /&gt;Aquele bando de ladrões já não seria ameaça para mais ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-605986295935440986?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/605986295935440986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-iv.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/605986295935440986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/605986295935440986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-iv.html' title='Capitulo IV'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-324834640307109909</id><published>2009-02-19T00:26:00.000-03:00</published><updated>2009-02-19T00:27:11.210-03:00</updated><title type='text'>Capitulo III</title><content type='html'>Hevelin estava realmente inconformada com tudo aquilo que aconteceu ali, naquele penhasco. Não admitia errar sob hipótese alguma, e aquele confronto com aqueles gorilas mostrou algumas de suas falhas que poderiam muito bem acontecer em possíveis combates futuros. Como duelista que era, ela bem sabia que tinha muitas limitações em sua força física, e por isso mesmo aprendera que todo duelista buscava maximizar as técnicas físicas usando a Força Arcana, tudo baseado mais em velocidade e agilidade. Entretanto, naquele momento, ela sabia que tinha cometido uma falha enorme em querer combater aqueles gorilas tentando usar força física. Foi um erro de sua parte, e por isso Hevelin mostrava aquele semblante sério, aquele olhar inerte. Não mais socava a neve com murros. Seus punhos haviam se cerrado energicamente. Mehldrik insistiu na pergunta:&lt;br /&gt;- Você está bem? – Mehldrik mantinha certa distância, e apenas buscava obter de Hevelin qualquer resposta.&lt;br /&gt;- Estou bem, não se preocupe. – respondeu Hevelin de maneira um tanto áspera.&lt;br /&gt;- O que uma pessoa como você faz em um lugar tão ermo e distante como essas montanhas? – perguntou Mehldrik de maneira despretensiosa, enquanto guardava seu orbe em seu alforje.&lt;br /&gt;- Estou em uma missão...&lt;br /&gt;- Olha, eu tenho aqui comigo um pouco de carne de pantrocorne, se você estiver com...&lt;br /&gt;- Não tenho fome. – interrompeu Hevelin, sem deixar que Mehldrik terminasse sua frase.&lt;br /&gt;- Tudo bem. – Mehldrik decidiu não continuar mais com o diálogo, pois percebeu que Hevelin não estava em seu melhor momento para trocar palavras com outra pessoa.&lt;br /&gt;Hevelin aparentemente não estava disposta a muita conversa. Aquela duelista, de longos cabelos negros e pele morena levemente bronzeada pelo sol intenso de desertos distantes, mostrava ter um temperamento forte e ser um pouco arredia em determinados momentos. Permaneceram durante um certo tempo ali, sentados, em silêncio, enquanto a nevasca havia dado uma trégua e os ventos diminuído de intensidade. Mehldrik então decidiu levantar e preparar-se para seguir sua jornada, pois começou a sentir certo arrependimento em ter ajudado aquela duelista, que nem ao menos disse seu nome ou sequer agradeceu por tê-la salvo. Aprumou-se e estava prestes a descer a colina quando Hevelin resolveu enfim falar.&lt;br /&gt;- Ei, você!... Olha, me desculpe por eu ter sido tão rude, é que existem momentos que me irritam profundamente, e eu sinto uma raiva intensa...&lt;br /&gt;- Tudo bem, quanto a isso, não se preocupe. Essas coisas acontecem, e ninguém é perfeito o suficiente que já não tenha cometidos seus erros de vez em quando.&lt;br /&gt;- Eu sei... – Hevelin parecia estar procurando as palavras certas para explicar o que pensava sobre aquilo tudo que aconteceu. – Mas é que essa situação toda, esses gorilas me atacando, diabos! Eu quase morri nesse penhasco, e se você não tivesse aparecido, eu nem sei o que teria acontecido comigo. Não é possível! Eu devo ter feito algo errado, como eu pude deixar aqueles monstros me atacarem com tanta facilidade! Eu odeio quando eu cometo erros! – Hevelin parecia estar ficando nervosa novamente.&lt;br /&gt;- Calma. Como eu já te disse, todos somos passíveis de errar. Foi uma situação ocasional, e tenho certeza de que da próxima vez você estará melhor preparada para enfrentar outras ameaças. – dito isso, Mehldrik percebeu que Hevelin estava se acalmando. – Olha, como eu te falei antes, eu tenho um pedaço de carne de pantrocorne aqui. Caso esteja com fome, posso assar um pouco para a gente.&lt;br /&gt;Hevelin dessa vez consentiu afirmativamente com a cabeça, considerando agora a possibilidade de fazer uma breve pausa em sua caminhada para descansar um pouco. E apesar de ter feito o convite, Mehldrik ainda considerava todos aqueles contratempos ocorrido fatores que poderiam complicar sua missão de encontrar e resgatar Skaild, então não podia se dar ao luxo de fazer paradas imprevistas, e decididamente aquela era uma parada não programada por ele. Tratou então de ser ágil e encontrou ali perto um lugar onde poderiam descansar e fazer uma pausa em suas jornadas. Em pouco tempo, a carne já crepitava sobre as chamas de uma fogueira, e o calor da mesma aquecia os dois jovens guerreiros. E logo ambos, Melhdrik e Hevelin, já haviam se apresentado um ao outro, e agora buscavam saber um pouco mais sobre ambos.&lt;br /&gt;- Então quer dizer que você veio do Continente de Huan. E o que realmente faz você perdida aqui nessas regiões geladas de Tundra Infame?&lt;br /&gt;- Inicialmente, eu fui solicitada pelo Oficial Dunhike, do condado do Deserto da Lamentação, para investigar uma série de desaparecimentos que tem ocorrido durante muito tempo em diversos continentes de Nevareth. Já estive em outro condado há algum tempo atrás no Continente de Pastur, onde ajudei nas buscas pelos desaparecidos. Até os próprios grupos de expedição e busca começaram a desaparecer de maneira estranha. Eu investiguei os locais dos desaparecimentos, e as únicas pistas que foram encontradas apenas apontavam para o fato de que ocorreram combates e resistência por parte das vítimas, mas nada explicava os motivos reais dos desaparecimentos.&lt;br /&gt;- Eu sei perfeitamente sobre esses desaparecimentos estranhos. Meus pais sumiram misteriosamente quando eu era criança e até hoje nunca foram encontrados. – Mehldrik sentiu um gosto meio amargo na boca ao contar um pouco de sua história de vida, mesmo que em poucas palavras. Raramente ele contava a alguém sobre sua vida ou sobre o desaparecimento de seus pais. E esse era um daqueles raros momentos.&lt;br /&gt;- Sinto muito pela sua família, Mehldrik...&lt;br /&gt;- Eu já me acostumei há muito tempo com a situação, e tento conviver com isso, apesar de nunca terem conseguido descobrir como e porque eles desapareçam. E você está aqui em Tundra Infame tentando ajudar a desvendar essa situação? Pergunto isso porque continuo achando estranho ter encontrado somente você aqui nas montanhas.&lt;br /&gt;- Como eu havia dito, inicialmente vim para cá a pedido do Oficial Dunhike para investigar os desaparecimentos ocorridos aqui no continente de Midreth e colher mais pistas e informações que eu pudesse sobre esses desaparecimentos. Até agora, tudo o que temos foi minuciosamente pesquisado e examinado pelo Capitão Mark.&lt;br /&gt;- Capitão Mark? – perguntou Mehldrik, com certo espanto.&lt;br /&gt;- Sim, isso mesmo. Você o conhece?&lt;br /&gt;- Sim, eu o conheci quando ele esteve aqui numa reunião com os líderes da região sobre os desaparecimentos. Cheguei a conversar com ele um pouco, só que ele não disse as respostas que eu queria ouvir, apenas me explicou que sobre os desaparecidos, enquanto estiverem vivos, nunca poderão voltar e que o paradeiro deles tem possível relação com um demônio estranho que em breve se revelará. Achei as explicações dele tão misteriosas e malucas quanto os desaparecimentos. Eu não acredito em nenhuma explicação dele.&lt;br /&gt;- Mas acredite, Mehldrik, o Capitão Mark é um exímio especialista em monstros, e todos em minha terra respeitam ele, que é quase como um líder local. Eu o visitei por diversas vezes em sua casa, uma habitação perdida no meio do deserto, construída há tempos na curva de uma estrada que fica há alguns quilômetros de um secular cemitério. Ele também me disse sobre aqueles que desapareçam e que não poderão mais voltar. E me alertou sobre os ventos do caos que estão soprando, o caos que chama por sangue e sobre os heróis que possuem esse sangue. Segundo ele próprio me disse, agora, nos céus de Nevareth, as estrelas dos heróis estão bem no alto e se movem em direção aos seus próprios caminhos.&lt;br /&gt;- Ele me disse algo parecido também, e também me disse com um olhar enigmático que em breve me veria novamente. Aquele olhar dele chegou a me apavorar um pouco, mas eu sou descrente por tudo o que ele me disse. Não consigo aceitar as idéias dele, simplesmente não consigo aceitar, é absurdo.&lt;br /&gt;Mehldrik estava se expondo um pouco mais com suas palavras. A convicção dele em não querer acreditar nas explicações do Capitão Mark residia justamente no fato de que ele ainda tinha esperanças de encontrar seus pais, de poder revê-los, poder abraçá-los. Logo, se o Capitão Mark dizia que aqueles que se foram jamais poderão voltar, Mehldrik renegava essa teoria de maneira veemente. Hevelin achou melhor não aprofundar muito aquela discussão, pois começou a perceber que as opiniões de Mehldrik a respeito do Capitão Mark eram diferentes das suas. Então prosseguiu cautelosamente com suas explicações a respeito de sua missão.&lt;br /&gt;- Quando eu cheguei aqui no continente, eu fui informada de que a Guilda dos Ladrões havia debandado para estas regiões, e que após as autoridades descobrirem isso, vários tipos de crimes começaram a ocorrer por aqui, deixando várias comunidades temerosas com a situação.&lt;br /&gt;- Esses malditos têm agido com certa freqüência realmente. – acrescentou Mehldrik - Um grupo de comerciantes que chegou a Tundra Infame recentemente está sendo vitimados por ataques repentinos, e as mercadorias que eles roubam estão sendo armazenadas em algum local das Montanhas de Vahour. E segundo o que se sabe, um homem chamado Kashu estaria liderando esses roubos, com a clara intenção de desestabilizar a economia da região e do Porto de Hebrat, um dos mais movimentados em atividades comerciais daqui da região.&lt;br /&gt;- Antes de sair em missão, eu soube que o Porto havia paralisado suas atividades devido aos roubos, que se tornaram mais constantes ainda. E foi por causa dessa situação de caos provocada pela Guilda dos Ladrões que o Oficial Henkoff, daqui do condado de Tundra Infame, solicitou minha ajuda para tentar descobrir onde seria o possível local onde as mercadorias estariam sendo escondidas.&lt;br /&gt;- O Oficial Henkoff enviou você para esta missão? – indagou Mehldrik, com certo espanto.&lt;br /&gt;- Sim. Por que?&lt;br /&gt;- Por nada. Henkoff é meu padrinho, ele que me acolheu e criou eu e meu irmão depois que meus pais desapareceram. – explicou Mehldrik de maneira breve, dando sinal de que não queria realmente expor muito sobre sua vida pessoal. Achava que já tinha contado muito além do necessário.&lt;br /&gt;- Henkoff é seu padrinho. Que coincidência. Mas porque você fez essa cara de espanto quando eu disse que ele me enviou nessa missão?&lt;br /&gt;- Não fiquei espantado. É que pouco antes de sair do condado, meu padrinho havia me explicado que possivelmente reuniria um grupo de busca para investigar esses roubos e tentar descobrir o local onde as mercadorias estariam sendo escondidas. Eu só nunca imaginaria que, ao invés de um grupo de busca equipado, ele resolvesse enviar apenas você.&lt;br /&gt;Agora o olhar de espanto partia do rosto de Hevelin. Provavelmente ela tenha entendido errado as palavras de Mehldrik, ou ele possivelmente tenha se expressado mal, mas naquele momento, ela se sentiu um pouco ofendida com o que ele havia dito. E não demorou a retrucar a afirmação de Mehldrik.&lt;br /&gt;- O que você quer dizer com isso? Que eu não tenho capacidade para realizar esta missão? Afinal de contas, quem você pensa que é para falar uma coisa dessas?&lt;br /&gt;- Hevelin, você não entendeu o que eu quis dizer. – Mehldrik percebeu certo nervosismo no tom de voz de Hevelin, ao mesmo tempo em que o rosto dela assumia uma expressão de desapontamento.&lt;br /&gt;- Mehldrik, eu entendi direitinho o que você quis dizer.&lt;br /&gt;- Hevelin, eu disse isso pelo fato de que você havia dito que odeia cometer erros, mas ainda assim você quase morreu naquele penhasco.&lt;br /&gt;- O que? – Hevelin levantou-se prontamente, agora visivelmente irritada – Agora você realmente disse tudo o que queria realmente dizer! Você quer dizer que aquilo que ocorreu no penhasco apenas serviu para mostrar que não tenho competência para cumprir essa missão, não é?&lt;br /&gt;- Hevelin, eu apenas estou tentando dizer que essa missão que lhe foi confiada pode ser perigosa demais para apenas ser realizada por uma pessoa somente. Meu padrinho deveria ter enviado um grupo de investigação maior.&lt;br /&gt;- Você está apenas me dizendo que não acredita que eu tenha capacidade para a missão, é isso? – esbravejou Hevelin.&lt;br /&gt;- Hevelin, por favor, diminua o tom de sua voz. Você vai acabar chamando a atenção de mais animais ferozes...&lt;br /&gt;- Para o inferno você e os animais ferozes! Não admito que ninguém questione minha competência para realizar as missões que me são confiadas! Não admito mesmo!&lt;br /&gt;Após dizer isso, Hevelin saiu a passos rápidos por entre as árvores, sem olhar para trás. Mehldrik agora realmente começava a achar que tinha sido um tremendo erro encontrar aquela duelista em seu caminho. Ela tinha uma personalidade forte e um temperamento instável, e parecia que não gostava que lhe apontassem seus erros. Mehldrik a chamou algumas vezes, perguntando para onde ela estava indo, mas ela simplesmente o ignorava. Ela descia com certa agilidade a encosta da montanha, seguido a certa distância por Mehldrik. Em determinado momento, ela saltou uma pedra e passou por um vão entre duas rochas. Mehldrik continuou seguindo-a, fazendo o mesmo trajeto. Porém, ao seguir na direção do vão, esbarrou subitamente em Hevelin, que estava estagnada à sua frente, imóvel. Ele olhou para frente e entendeu afinal o motivo verdadeiro pelo qual Hevelin havia parado.&lt;br /&gt;Eles haviam acabado de encontrar alguns guerreiros da Guilda dos Ladrões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-324834640307109909?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/324834640307109909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-iii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/324834640307109909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/324834640307109909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-iii.html' title='Capitulo III'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-857515824896659597</id><published>2009-02-19T00:25:00.000-03:00</published><updated>2009-02-19T00:26:12.531-03:00</updated><title type='text'>Capitulo II</title><content type='html'>Mehldrik passara a noite sob um vão entre as rochas, ao pé de uma colina. Havia acendido uma fogueira para se aquecer e assar parte da carne de pantrocorne zumbi que havia conseguido no dia anterior.  Com o dia raiando novamente, ele acordou em meio a mais uma nevasca que cobria o céu e a terra de maneira quase uniforme. Não se sabia realmente onde terminavam as montanhas e onde o céu se iniciava. Como sempre, sua noite foi preenchida por sonhos perturbadores num sono constantemente agitado. Fazia tempo não sabia o que era dormir tranquilamente, sem pesadelos ou sobressaltos. Observou por certo tempo as cinzas da fogueira que ainda crepitava perto dele, e então começou as arrumar suas coisas. Olhou toda a paisagem ao redor, buscando uma orientação sobre a direção a seguir, e quando estava certo de seu rumo, desceu a colina acompanhando a base da montanha. Dessa vez iria evitar, de qualquer forma, as matilhas de pantrocornes zumbis e de lobos zumbis que viviam por aquelas áreas. Não podia mais perder tempo, se quisesse realmente resgatar Skaild antes que ele fosse descoberto e acabasse nas mãos do Exército Mercenário. Não queria decepcionar Simon, já que ele era um prestimoso amigo que tanto lhe ajudou com armaduras e outras vestimentas para suas jornadas, e agora era chegado o momento de retribuir tantos favores. E quando Simon pediu a ele para resgatar o amigo, Mehldrik não pensou duas vezes e aceitou a missão, apesar de estar ciente dos grandes riscos que correria em sua jornada. E, de acordo com o que Simon havia lhe contado, muito provavelmente Skaild tinha informações que poderiam ser importantes para elucidar parte do mistério do desaparecimento de pessoas que vinham ocorrendo pelos continentes de Nevareth. E para Mehldrik, isso significava descobrir o que poderia ter ocorrido com seus pais desaparecidos. Por isso, precisava agir rápido e resgatar Skaild antes que a Guilda dos Ladrões o encontrasse. Prosseguiu sua caminhada durante o decorrer do dia, e em determinado momento, sentiu um ímpeto de apressar seus passos, apesar de considerar tal atitude quase impossível de ser realizada, pela quantidade de neve ao seu redor, alcançando quase a altura de sua cintura. O frio parecia aumentar mais ainda, e então ajeitou a capa sobre sua armadura de ferro e cobriu seu rosto com o capuz. Seus dedos começaram a formigar, e pareciam querer ficar dormentes. Decidiu diminuir a caminhada e mudou sua trajetória, iniciando uma subida pela encosta de uma montanha. Segurava-se em troncos e galhos dos pinheiros, enquanto seus pés tentavam vencer os centímetros de neve que quase escondiam suas pernas. Tinha alcançado já uma altura considerável naquela peregrinação colina acima quando ouviu sons guturais vindo de algum lugar ali próximo. Eram sons que se assemelhavam a urros enraivecidos, e logo percebeu que se tratava de um grupo de gorilas brancos. Mehldrik sabia que encontrar outra comunidade de animais ferozes acabaria atrasando ainda mais sua missão, porém ele parou atento e continuou ouvindo, apesar daqueles ventos gelados das montanhas não ajudarem muito. Estava ouvindo algo mais do que apenas os urros daqueles animais enfurecidos. Ficou surpreso quando seus ouvidos perceberam sons metálicos, parecia com duas espadas em choques de batalhas. Sabia que poderia mais tarde se arrepender daquela sua atitude, mas precisava descobrir o que estava acontecendo ali perto. Imaginou logo que poderia se tratar de membros da Guilda dos Ladrões, que pudessem estar o seguindo com o objetivo de descobrir onde Skaild poderia estar escondido. Aproximou-se do local dos urros guturais, e a principio conseguia apenas enxergar um vulto em meio àquela nevasca. Um vulto que parecia estar lutando com um bando de gorilas brancos. Melhdrik sentia dificuldade em conseguir enxergar, chegou até a sentir certa agonia em só ver tanta neve caindo daquele céu branco. À medida que se aproximava, a cena ia se descortinando à sua frente. Alguém estava realmente lutando com aqueles gorilas enormes próximo de um penhasco, e para sua surpresa, esse alguém lutava empunhando duas espadas, e pareciam ser duas katanas em suas mãos. A pessoa se movimentava de maneira veloz, rápida, tão rápida quando aqueles ventos cortantes das montanhas, e aquelas espadas em suas mãos pareciam dançar em movimentos destrutivos. Tudo parecia um balé levemente sincronizado, e os gorilas tentavam se aproximar dele, mas sem conseguir. Até que dois deles atacaram ao mesmo tempo, e aquele duelista não conseguiu ser ágil o suficiente, tropeçando para trás em direção ao abismo às suas costas. Mehldrik sabia que tinha que agir rápido, e logo estava empunhando novamente seu orbe e invocando seu escudo astral, puxando sua katana e partindo para cima dos gorilas. Antes mesmo de chegar neles, arremessou seu escudo astral, atingindo em cheio um dos gigantes brancos, fazendo cair pelo precipício. Esperou seu escudo voltar para suas mãos, para em seguida soltar uma lança relampejante, ferindo outro gorila próximo. Aquela nevasca atrapalhava constantemente a visão, e aqueles malditos animais enfurecidos ainda tinham a vantagem de terem um pêlo que se confundia com a paisagem. “Maldita neve que não pára de cair!”, bradou Mehldrik, enquanto via outro gigante peludo partir em sua direção. Sabia pouco ainda sobre as técnicas da Força Arcana, mas sabia se virar muito bem com o que havia aprendido até ali. Soltou um golpe para desequilibrar seu oponente, enquanto preparou-se para atingir ele com um golpe selvagem, o que fez com que o gorila caísse já morto ao chão. Mehldrik ainda usou esse mesmo golpe para derrubar os outros dois gorilas, que também não suportaram o poder fatal de sua espada.&lt;br /&gt;Após derrubar todos os gorilas e perceber que a área estava limpa e livre de perigos, Mehldrik rapidamente correu para a beira do penhasco. E para sua surpresa, aquele duelista estava ainda pendurado, segurando-se em pedras e raízes de árvores. O vento forte que soprava dificultava o resgate, mas Mehldrik não se intimidou com a gravidade da situação, e agachou-se, estendendo a mão para a pessoa que estava prestes a cair. A dificuldade maior estava em conseguir alcançá-la, e então pediu para o duelista guardar suas espadas, para que juntos pudessem reunir forças para saírem daquela situação perigosa. O pedido foi prontamente atendido, e logo em seguida ambos estavam a salvo. A nevasca havia diminuído um pouco e os dois sentaram próximos a um pinheiro, procurando recuperar o fôlego depois daquele momento de pânico. Mehldrik tirou o capuz que protegia sua cabeça e olhou para o lado meio surpreso, ao ver que o duelista, ainda sem tirar seu capuz, dava murros seguidos contra a neve fofa, como se estivesse chateado ou revoltado com o que havia acontecido. Esperou que se acalmasse, e então buscou dialogar.&lt;br /&gt;- Você está bem? Está sentindo alguma coisa? Está machucado? – perguntou Mehldrik.&lt;br /&gt;A pessoa permaneceu ainda meio nervosa, mas já não dava murros contra o chão. Mas a impressão que passava era a de que parecia estar bastante contrariado por tudo aquilo que aconteceu. E a surpresa maior para Mehldrik ocorreu quando finalmente aquele duelista tirou o capuz e finalmente mostrou seu rosto. Ficou meio atônito quando percebeu que não se tratava de um duelista. Não era ele, mas sim, era ela. Uma duelista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-857515824896659597?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/857515824896659597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-ii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/857515824896659597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/857515824896659597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-ii.html' title='Capitulo II'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1812745213319118523.post-3146192185948740365</id><published>2009-02-19T00:24:00.000-03:00</published><updated>2009-02-19T00:25:25.602-03:00</updated><title type='text'>Capitulo I</title><content type='html'>Tudo era branco ao seu redor. Há muitos dias que ele apenas enxergava aquela paisagem silenciosa e fria, envolvido em um imenso manto alvo que parecia muitas vezes querer enterrá-lo definitivamente naquelas colinas geladas, ermas e distantes. Seus passos afundavam na neve, dificultando sua jornada solitária entre as montanhas que cercavam toda a região de Tundra Infame. A pequena cidade que o acolhera há alguns dias havia ficado para trás, distante, e agora ele realmente começava a sentir falta do calor aconchegante da pequena taberna, onde havia passado algumas noites antes de iniciar sua caminhada. Apesar de estar bem agasalhado, o vento gelado das montanhas era forte e ameaçador, e parecia até mesmo querer congelar seus pensamentos. Talvez fosse até um alívio se seus pensamentos fossem congelados por algum tempo, pois somente assim ele ficaria livre de tantos tormentos e pesadelos que o perturbavam há muitas noites, tantas noites que ele nem sabia realmente quantas. Em alguns momentos ele podia jurar que ainda podia ouvir o repicar do pequeno sino em frente a casa onde morava com sua família, aquele mesmo sino que sua mãe sempre tocava para chamar os filhos para as refeições sagradas. Também parecia estar sempre ouvindo a voz de seu pai, de rosto rosado e sorriso quase escondido por entre a barba, durante a janta, ao conversar com todos à mesa. Todas essas lembranças estavam agora perdidas em meio a outras, mais tenebrosas e pertubadoras, todas formando um redemoinho que algumas vezes o deixava com uma sensação de torpor e tontura.&lt;br /&gt;Sentiu um leve aperto no peito e momentaneamente parou sua caminhada. Apoiou-se no tronco de um pinheiro, enquanto buscava novo fôlego para continuar andando. Começava a sentir seus dedos congelarem um pouco, e talvez aquela dor no peito fosse apenas reflexo de seu cansaço por estar caminhando por tantos dias. Mesmo diante de tantas adversidades, algo dentro de seu coração era muito forte e o impulsionava a seguir sempre adiante, e nunca desistir de seus objetivos. Precisava encontrar respostas para as fatalidades que aconteceram em sua vida. Não havia mais nenhum outro objetivo em sua vida a não ser encontrar as malditas respostas para as perguntas que insistiam em permanecer martelando dentro de sua cabeça, um som insistente e que se confundia muitas vezes com o som longínquo daquele pequeno sino que sua mãe tocava todos os dias. Ele precisava saber o que havia acontecido com seus pais, porque eles haviam desaparecido de maneira tão repentina e sem deixar qualquer vestígio. Ele não conseguia entender como o mundo era tão injusto e cruel com ele e com seu irmão, duas crianças abandonadas à própria sorte em uma cabana nas montanhas congeladas de Tundra Infame. Acabou sendo criado pelo seu padrinho, o Oficial Henkoff, a pessoa mais influente e importante do condado de Tundra Infame, a quem ele devia realmente toda a educação recebida. Henkoff soube direcioná-lo bem nos Estudos das Forças Arcanas, fazendo dele um dos guardiões mais temidos da região. Mesmo sendo acolhido ele e seu irmão mais novo por uma família importante da região, ele ainda sentia-se incompleto, com um vazio perturbador por dentro, e sedento por respostas a todas as suas mais profundas indagações. O desaparecimento de seus pais era algo que ele precisava desvendar, para que ele pudesse de uma vez por todas acalmar seu coração inquieto.&lt;br /&gt;Os pensamentos de Mehldrik foram subitamente cortados por sons ameaçadores que se aproximavam dele de maneira sorrateira. Levantou-se rápido e virou-se a tempo de ver uma matilha de pantrocornes zumbis aproximar-se de forma soturna, cercando-o com olhares penetrantes e rosnando ferozmente, mostrando suas presas pontiagudas. Aqueles pantrocornes zumbis pareciam realmente famintos e prontos a destroçar sua pele numa suculenta refeição. Mal teve tempo de pensar, e assim que conseguiu tirar seu orbe de topázio de seu alforje de couro e invocá-lo num escudo astral, dois pantrocornes partiram ao seu encontro em pulos ágeis, mesmo sobre toda aquela neve que cobria as montanhas. Mehldrik não pensou duas vezes e soltou projéteis de ventos de seu escudo contra os animais, o que lhe deu certo tempo de puxar sua katana de titânio e desferir  golpes agonizantes e certeiros nos dois. Outros dois pantrocornes decidiram atacar, pulando em cima de Mehldrik, que mesmo embaixo de suas garras, conseguiu empurrá-los para longe, desvencilhando-se de uma possível morte com um salto ágil para trás, recompondo-se a tempo de soltar um corte circular, atingindo de uma só vez aos dois pantrocornes que o atacaram. Havia mais cinco, e Mehldrik queria livrar-se daquelas ameaças o quanto antes, pois eles estavam realmente atrapalhando sua jornada. Concentrou-se rapidamente, e em seguida transferiu a força arcana amplificada de seu escudo para a katana, derrubando os pantrocornes ao seu redor. Então levantou sua katana e invocou as espadas do julgamento, chamando as espadas arcanas e desferindo golpes letais nos animais ferozes, caindo todos mortos ao seu redor.&lt;br /&gt;Ainda um pouco ofegante, olhou em torno de si e viu todos aqueles pantrocornes mortos. Guardou sua katana e seu escudo astral, e pegou uma pequena adaga, com a qual arrancou um pouco da carne de um dos animais. Seria a sua refeição daquele dia frio e nebuloso. Depois de cortar uma boa fatia, enrolou o pedaço de carne em um pano e colocou em seu alforje. Olhou mais uma vez os animais mortos, ajeitou sua bolsa às costas, e continuou sua caminhada por entre as montanhas congeladas de Tundra Infame. Precisava logo chegar ao seu destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1812745213319118523-3146192185948740365?l=cronicasdenevareth.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/feeds/3146192185948740365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-i.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/3146192185948740365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1812745213319118523/posts/default/3146192185948740365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdenevareth.blogspot.com/2009/02/capitulo-i.html' title='Capitulo I'/><author><name>ulisses góes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10379742574642949966</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='25' src='http://2.bp.blogspot.com/_hlQJBevoIhU/SpVCOii4lwI/AAAAAAAAASY/jI_kBi8ScrY/S220/foto_pato.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry></feed>
